0 com

150xcolinasagrada

0 com

Boa ideia

A Zona de Turismo de Guimarães lançou um serviço de apoio aos visitantes da cidade que é, no mínimo, uma ideia com capacidade de triunfar: “uma visita ao Centro Histórico de Guimarães com um mapa onde estão sinalizados 12 pontos de relevante interesse turístico com conteúdos visuais, texto e áudio. Brevemente, estará também disponível o download gratuito da visita para formato PDA e Telemóvel”.

Depois dos audioguias – que pecam pelo excesso que é a caução a pagar pela sua utilização – a ZTG volta a inovar, com as tecnologias como suporte da sua estratégia.


4 com

Cinco projectos para mudar Guimarães

A Câmara Municipal de Guimarães apresenta esta noite, em sessão pública, no CCVF, "cinco projectos que prometem mudar a cidade".

Parque urbano em Creixomil, Casa da Memória, parque de estacionamento no Toural, Campurbis e nova Feira Semanal serão hoje dados a conhecer, numa iniciativa de inquestionável valor. Este tipo de transparência na forma de gerir a coisa pública é assinalável e inédita - pelo menos entre nós.

O Presidente da Câmara afirma que a autarquia "pretende partilhar decisões com a comunidade", o que me parece um óptimo sinal para os dias conturbados que a democracia local vive por Portugal fora.

Sobre os projectos, prometo falar mais tarde, quando souber um pouco mais sobre eles. À partida, o Campurbis parece-me uma inteligente aposta na competência e prestígio da UM, ao mesmo tempo que se revitaliza uma zona degradada da malha urbana. Tenho, no entanto, as minhas dúvidas, quanto opção do parque de estacionamento no Toural.
1 com

Repensar o turismo no Minho

O anunciado fim das regiões de Turismo do Minho e a sua integração numa única zona de Turismo para o Norte é mais uma machadada na afirmação nacional e europeia da região.

A estratégia da CCDRN condena a “marca Minho” a desaparecer no médio e longo prazos. A prioridade será assumidamente o Douro. E Guimarães, Braga, Ponte de Lima ou Viana não podem contentar-se com o papel de meros apêndices que suportem uma estratégia portocêntrica.

Mas o Minho é também vítima de si próprio. Uma região pequena espartilhada por três zonas de turismo e sem uma estratégia concertada e coerente para se promover num mercado competitivo como o europeu. E fê-lo ao ritmo de vontades tacanhas, estratégias de paróquia e falta de visão.

Braga, Viana e Guimarães não valem por si enquanto destino turístico, mas agindo como um todo coerente – que o são – têm todo o potencial para se afirmarem. E o Minho tem muito para promover, da história – onde Guimarães será indiscutivelmente a sua bandeira –, à gastronomia, arquitectura e mesmo o turismo religioso.

À Zona de Turismo de Guimarães ainda não lhe conheço posição sobre o tema. Mas habituado que estou a vê-la olhar mais depressa para o Porto do que para Braga ou Viana no que toca a parcerias de promoção, não estranharia que aplaudissem a decisão. O que seria um erro.

0 com

A Taça da Liga já morreu

A forma como os ditos grandes olharam para a Taça da Liga como uma competição para fazervdescansar jogadores, condena, à 3ª eliminatória, a competição ao fracasso.
Um "Porto C" eliminado em Fátima e um Benfica a quem só um penalti oferecido possibilitou o apuramento foram os expoentes de uma noite de não-feutebol. Só o Sporting pareceu respeitar o Vitória, mas mesmo assim, jogou entre o lento e o lentinho para não cansar muito. Se a isto juntarmos a vergonhosa arbitragem da Reboleira, percebemos o cúmulo de descrédito que a nova competição atinge no seu ano de arranque.

ps - sem querer meter foice em seara alheia: Jorge Costa passará de Domingo ao leme do Braga?
1 com

No "Clube" a partir de quarta-feira

A partir da próxima quarta-feira vão poder ouvir-me semanalmente num novo programa do Rádio Clube do Minho. Três bloggers da região são os convidados para discutir a actualidade e o futuro do Minho, durante uma hora, aos microfones da rádio.

Vou partilhar a mesa com o Pedro Morgado, do
Avenida Central e o Vítor Pimenta, do Mal Maior. Podem acompanhar o programa semanalmente, entre as 16h00 e as 17h00, todas as quartas-feiras, nos 92.9 fm do Rádio Clube.

Além do prazer com que embarco nesta aventura – a rádio é uma paixão de miúdo que nunca experimentei a sério e fugir aos espartilhos do jornalismo, podendo expressar sem constrangimentos as minhas opiniões é um escape necessário –, há uma coisa que queria destacar. A primeira é a importância que os meios de comunicação social tradicionais dão cada vez mais à blogosfera. A segunda é a forma como esse impacto começa a ter repercussões na sociedade. Os blogues começam a ter peso na determinação de algumas agendas e essa revolução só está agora a começar.
0 com

"Como é bela a deusa do meu céu"

Um dos mais excitantes projectos que a música portuguesa ofereceu no último ano está esta noite em Guimarães. Os Mundo Cão constroem-se nas ruínas de uma das minhas bandas nacionais favoritas, os Mão Morta, contando com Miguel Pedro e Vasco Vaz e a inspiração poética inconfundível de Adolfo Luxúria Canibal nas suas letras. A eles juntam-se Gonçalo Budda dos também bracarenses Mundo Mau e Big Fat Mamma, e Pedro Laginha, actor, que colaborou com os Mão Morta em Nus – e o homem tem um carisma que promete dar que falar.

Vi-os em Paredes de Coura e recomendo vivamente que passem hoje pelo Centro Cultural de Vila Flor. Entretanto, fica aqui um aperitivo.

1 com

Cortés no Multiusos

Finalmente não é um dos membros do clã Carreira a aparecer como cabeça-de-cartaz da programação do Multiusos de Guimarães para os próximos tempos. A Tempo Livre anunciou o espectáculo Mi Soledad de Joaquin Cortés para o dia 15 de Dezembro. É um (esperado e saudado) regresso dos grandes nomes ao Multiusos, depois de um ano de apagamento quase completo.

Cortés está para o bailado como Pavarotti estava para a ópera. O espanhol de Córdoba tornou pop a dança cigana e, goste-se ou não, é o nome mais mediático da área. E isso é, por si só, capaz de arrastar multidões e captar atenções sobre o espectáulo de Guimarães.

Pela negativa destaco o preço dos bilhetes. É que isto da cultura não pode ser para todos. E, no mínimo, quem quiser assitir ao espetáculo, vai pagar 25 euros, e vai vê-lo a pé, na galeria.
2 com

D&B no túnel

São coisas destas que me enchem de esperança. A cultura em Guimarães não se faz apenas de iniciativas municipais ou subsidiadas. Há gente com arrojo para fazer festivais de música como o RiT ou o BRF. E com ideias fantásticas como a de fazer uma festa Drum & Bass num túnel rodoviário.

A Efeito Borboleta é quem está por trás do evento, e tem sido responsável por outras iniciativas do género – no cinema de S. Mamede e na antiga estação da CP.

Confesso que, além das realizações, não conheço mais nada sobre a EB, nem mesmo os seus membros, mas assisto com um misto de curiosidade e satisfação à sua capacidade empreendedora.

A iniciativa vai, salvo erro, na sua quarta edição, e tem vindo a conquistar os amantes da música electrónica da região. No próximo sábado, debaixo da variante que liga a saída das auto-estradas ao centro da cidade de Guimarães haverá gente a dançar. Eu, que nem sou fã do género musical, prometo dar lá um salto.

A verdade é que parece crescer uma nova geração de vimaranenses disposta a realizar em Guimarães eventos modernos e arrojados. E isso merece ser aqui destacado. Arrojado é também o cartaz da festa que aqui reproduzo. Até é capaz de não cair muito bem em mentes mais conservadoras, mas eu gosto destas subversões artríticas da história.

Sintomático é que nos jornais vimaranenses não haja uma única referencia à iniciativa.

2 com

Contra o isolamento, telemóveis

A paixão do actual governo pela tecnologia começa a cheirar a obsessão. Ou então é mesmo sintoma da mais pura falta de ideias. A última e disparatada ideia do executivo é distribuir 4500 telemóveis a idosos do distrito de Braga, com chamadas a custo zero, “com o objectivo de combater o isolamento através de um meio de contacto imprescindível em caso de emergência”.

Contra o isolamento a que anos sucessivos de esvaziamento de capacidade de decisão e de iniciativas que potenciem o investimento – que são, na realidade, as causas do isolamento a que muitos destes idosos foram deixados –, o Estado responde com…telemóveis.

Se não fosse grave, podia ser uma boa piada.

1 com

"No Brasil hospedeira é aeromoça, matrecos é pebolim e fair-play é boxe"

Sugestão do dia: despedimento com justa causa.
Poupavam-se uns trocos, dávamos o exemplo e ainda podíamos ir ao Europeu.

A genial frase do meu amigo Rui.
2 com

A UM morre. O Minho assiste

No mesmo dia em que se sabe que a Universidade do Minho é considerada pela Comissão de Avaliação Externa da European University Association, uma "referência de elevada qualidade, não apenas para as universidades portuguesas mas também para as europeias", o reitor da instituição lança o alerta: "A Universidade do Minho está a morrer".

A instituição necessita de sete milhões de euros para não paralisar por falta de dinheiro, no próximo ano. A UM responsabiliza "o Ministério da Ciência e do Ensino Superior" e o "factor de coesão" que transforma os 5,5 milhões de euros que a UM devia receber a mais no próximo ano, em pouco mais de um milhão e meio.

O problema não é novo, mas a cada ano que passa acentua-se, e o futuro da instituição mais importante da região está em causa. Se os responsáveis são facilmente identificáveis, torna-se menos claro o caminho a seguir para fazer face ao problema.

Num Minho cada vez mais província de um país de umbigo único, este é apenas mais um alerta que a região devia acolher com especial preocupação. E começar a agir.

post scriptum: não deixa de me provocar um sorriso irónico que a UM seja considerada um exemplo na transição para Bolonha. Depois daquilo a que assisti no ano passado em algumas licenciaturas e a confusão de que tenho sido vítima no meu prórprio curso neste ano, se este é o exemplo, imagino a ribaldaria que se vive por essa Europa fora.
3 com

Eu não nasci numa cidade evoluída

Se há prazer que tenho na vida é o de ir ao cinema. Apaixonado pela Sétima Arte e cada vez mais cinéfilo – muito por influência do excelente trabalho do Cineclube de Guimarães a quem não nego vénias continuadas –, raramente perco uma oportunidade de ver um bom filme.

Desde miúdo que me habituei a aproveitar o Verão para desfrutar desse prazer na mais bela praça do país. E já lá vão 19 anos de Cinema em Noites de Verão, com uma programação mais forte e eclética a cada ano que passa.

Entre os filmes a que este ano assisti, re-re-revi Little Miss Sunshine e, ainda ontem, Por Àgua Abaixo (fã de animação me confesso…), entre outros belíssimas películas.

E foi ao assistir a esses filmes que observei dois fenómenos que atestam como

Guimarães está a léguas de ser a cidade evoluída, aberta e liberal que alguns de nós vão idealizando.

Uma das (brilhantes) personagens de Little Misse Sunshine é um deprimido professor homossexual. Assim que esta condição é desvendada num dos diálogos iniciais do filme, uma boa parte da assistência levantou-se e abandonou o Largo da Oliveira.

Uma semana depois, ainda antes da sessão, um casal jovem, de estilo alternativo – algo entre hippie e punk – cruzou a Oliveira e um coro de (ridículo) riso correu a praça, com a mesma velocidade que me enchia de envergonhada raiva.

1 com

Gooooooolllooooo!

Capa do magazine J, do jornal O Jogo.
1 com

A minha doença é pior que a tua

Numa entrevista à Visão desta semana, Nuno Delerue dá a cara por um grupo de médicos e empresários que querem instalar em Portugal um sistema de Casas de Saúde, "uma espécie de shoppings com uma longa lista de especialidades médicas, análises, radiologia, farmácia e até restaurantes, cabeleireiros ou lavandaria". Sem discutir o teor ideológico da proposta e a abertura do governo socialista à mesma, não deixo de anotar um resposta de Delerue:

"Quando o Estado não puder pagar os serviços públicos, como arranjará dinheiro para os privados?
É um problema sem resposta fácil. Terá de haver um debate que levantará problemas sociais e morais. Por exemplo, o Estado deverá ter a mesma sensibilidade com as doenças dos fumadores do que com outras? E com os acidentes causados por alcoolismo? (...)"

O critério moral passaria, portanto, a justificar doenças de primeira e de segunda, como se fosse competência do Estado avaliar o comportamento moral daqueles que o legistimam para lhe garantir os direitos universais que constitucionalmente tem obrigação de garantir.
0 com
Alguém é capaz de explicar ao Sr. Scolari que o Nélson Évora nasceu em Portugal e só era cabo-verdiano porque o nosso país continua a ter uma absurda lei da Nacionalidade? Como o campeão do mundo explicou no final do salto imortal de Osaka: Cabo Verde "é um paí onde nunca" esteve. Ao contrário de Pepe. Mas essa é outra discussão.

EDIT (05.34) : Ao contrário do que tinha escrito, Nélson Évora não nasceu em Portugal, mas na Costa do Marfim. Filho de cabo-verdiano, chegou a Portugal com seis anos. Mas ao contrário dos futebolistas, Évora só obeteve a nacionalidade portuguesa aos 18, depois de uma dúzia de anos no país.
1 com

O que é preciso é gente com coragem!

O título panfletário encerra a minha sincera admiração pela postura corajosa que o Movimento Artístico das Taipas assumiu no lançamento da edição 2007 do Barco Rock Fest.

No press release de apresentação do evento, a organização afirma que o objectivo é “fazer crescer o festival de forma sustentada até ao ano 2012”, data em que Guimarães será Capital Europeia da Cultura. Mais: o MAT quer fazer do festival de Barco “um evento à escala de festivais de referência como Paredes de Coura e Vilar de Mouros”.

Demonstrar este tipo de coragem é, por si só, positivo. Boas ideias e capacidade empreendedora é coisa que não abunda na cultura local. Agora há que ser consequente. E conseguir atrair os (merecidos) apoios para tornar realidade a arrojado meta.

O cartaz deste ano já contempla concertos de dois nomes que passaram pelo palco secundário de Paredes de Coura – Sizo e the next big thing Slimmy. Além disso o festival não se faz só de música, e o BRF tem um programa paralelo bastante interessante. E os preços são convidativos: 5 euros para os dois dias de música.

Houvesse mais gente com ideias destas e capacidade de risco que o MAT apresenta e o deprimente panorama cultural vimaranense podia ser mais colorido.
0 com

Regresso ao activo

Primeiro houve um regresso a casa e a necessidade de refazer rotinas. E de rever amigos e lugares. E houve férias preenchidas com marcantes passagens pelo Curtas de Vila do Conde – onde respondi afirmativamente ao desafio de um bom amigo para participar no VideoRun – e por Paredes de Coura.

Apesar de ter ficado de fora das crónicas sobre o festival mais mítico do actual calendário festivaleiro nacional, o concerto de Devotchka, no dia de abertura do 15º festival de Coura foi pessoalmente marcante.

Os senhores são os responsáveis pela bela banda sonora do excelente Little Miss Sunshine, o melhor filme de 2006, na minha opinião. How it ends é uma das minhas favoritas.

Serve para emoldurar a promessa de regresso ao activo do Colina Sagrada.

0 com

Joaninha!

Que é como quem diz "Bubamara". A delirante música da banda sonora do não menos delirante Gato Preto, Gato Branco não faltou ao concerto que os Fanfare Ciocarlia deram no jardim do CCVF. O concerto teve boa vibração e conseguiu pôr a dançar quem estava no relvado do Vila Flor - e esteve bem composta a plateia, contrariando os meus receios.
Apesar de alguns contratempos técnicos - duas músicas foram tocadas sem luz no palco e o concerto teve mesmo de ser interrompido para resolver a questão - o concerto foi contagiante e valeu muito particularmente pela empatia que se criou entre a banda e o público. Ao ponto de no final do concerto os músicos romenos terem descido ao relvado e tocado no meio das pessoas - com direito a uma ronda do chapéu-que-apanha-moedas costumeiro nos artistas de rua.

Espreitem um bocadinho da contagiante energia dos senhores.




Amanhã há Balla. Infelizmente vou perdê-los, porque vou andar por aqui.
2 com

Revisionismo histórico

Enquanto eu estive fora descobriram que D. Afonso Henriques viveu no Paço dos Duques. Só fico chateado por ninguém me ter dito nada.