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Gooooooolllooooo!

Capa do magazine J, do jornal O Jogo.
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A minha doença é pior que a tua

Numa entrevista à Visão desta semana, Nuno Delerue dá a cara por um grupo de médicos e empresários que querem instalar em Portugal um sistema de Casas de Saúde, "uma espécie de shoppings com uma longa lista de especialidades médicas, análises, radiologia, farmácia e até restaurantes, cabeleireiros ou lavandaria". Sem discutir o teor ideológico da proposta e a abertura do governo socialista à mesma, não deixo de anotar um resposta de Delerue:

"Quando o Estado não puder pagar os serviços públicos, como arranjará dinheiro para os privados?
É um problema sem resposta fácil. Terá de haver um debate que levantará problemas sociais e morais. Por exemplo, o Estado deverá ter a mesma sensibilidade com as doenças dos fumadores do que com outras? E com os acidentes causados por alcoolismo? (...)"

O critério moral passaria, portanto, a justificar doenças de primeira e de segunda, como se fosse competência do Estado avaliar o comportamento moral daqueles que o legistimam para lhe garantir os direitos universais que constitucionalmente tem obrigação de garantir.
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Alguém é capaz de explicar ao Sr. Scolari que o Nélson Évora nasceu em Portugal e só era cabo-verdiano porque o nosso país continua a ter uma absurda lei da Nacionalidade? Como o campeão do mundo explicou no final do salto imortal de Osaka: Cabo Verde "é um paí onde nunca" esteve. Ao contrário de Pepe. Mas essa é outra discussão.

EDIT (05.34) : Ao contrário do que tinha escrito, Nélson Évora não nasceu em Portugal, mas na Costa do Marfim. Filho de cabo-verdiano, chegou a Portugal com seis anos. Mas ao contrário dos futebolistas, Évora só obeteve a nacionalidade portuguesa aos 18, depois de uma dúzia de anos no país.
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O que é preciso é gente com coragem!

O título panfletário encerra a minha sincera admiração pela postura corajosa que o Movimento Artístico das Taipas assumiu no lançamento da edição 2007 do Barco Rock Fest.

No press release de apresentação do evento, a organização afirma que o objectivo é “fazer crescer o festival de forma sustentada até ao ano 2012”, data em que Guimarães será Capital Europeia da Cultura. Mais: o MAT quer fazer do festival de Barco “um evento à escala de festivais de referência como Paredes de Coura e Vilar de Mouros”.

Demonstrar este tipo de coragem é, por si só, positivo. Boas ideias e capacidade empreendedora é coisa que não abunda na cultura local. Agora há que ser consequente. E conseguir atrair os (merecidos) apoios para tornar realidade a arrojado meta.

O cartaz deste ano já contempla concertos de dois nomes que passaram pelo palco secundário de Paredes de Coura – Sizo e the next big thing Slimmy. Além disso o festival não se faz só de música, e o BRF tem um programa paralelo bastante interessante. E os preços são convidativos: 5 euros para os dois dias de música.

Houvesse mais gente com ideias destas e capacidade de risco que o MAT apresenta e o deprimente panorama cultural vimaranense podia ser mais colorido.
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Regresso ao activo

Primeiro houve um regresso a casa e a necessidade de refazer rotinas. E de rever amigos e lugares. E houve férias preenchidas com marcantes passagens pelo Curtas de Vila do Conde – onde respondi afirmativamente ao desafio de um bom amigo para participar no VideoRun – e por Paredes de Coura.

Apesar de ter ficado de fora das crónicas sobre o festival mais mítico do actual calendário festivaleiro nacional, o concerto de Devotchka, no dia de abertura do 15º festival de Coura foi pessoalmente marcante.

Os senhores são os responsáveis pela bela banda sonora do excelente Little Miss Sunshine, o melhor filme de 2006, na minha opinião. How it ends é uma das minhas favoritas.

Serve para emoldurar a promessa de regresso ao activo do Colina Sagrada.

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Joaninha!

Que é como quem diz "Bubamara". A delirante música da banda sonora do não menos delirante Gato Preto, Gato Branco não faltou ao concerto que os Fanfare Ciocarlia deram no jardim do CCVF. O concerto teve boa vibração e conseguiu pôr a dançar quem estava no relvado do Vila Flor - e esteve bem composta a plateia, contrariando os meus receios.
Apesar de alguns contratempos técnicos - duas músicas foram tocadas sem luz no palco e o concerto teve mesmo de ser interrompido para resolver a questão - o concerto foi contagiante e valeu muito particularmente pela empatia que se criou entre a banda e o público. Ao ponto de no final do concerto os músicos romenos terem descido ao relvado e tocado no meio das pessoas - com direito a uma ronda do chapéu-que-apanha-moedas costumeiro nos artistas de rua.

Espreitem um bocadinho da contagiante energia dos senhores.




Amanhã há Balla. Infelizmente vou perdê-los, porque vou andar por aqui.
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Revisionismo histórico

Enquanto eu estive fora descobriram que D. Afonso Henriques viveu no Paço dos Duques. Só fico chateado por ninguém me ter dito nada.
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RiT

Margarida Pinto - Coldfinger. Rock in Taipas, 23/06/07.

"If you ever miss me, don't you know that i feel the same way?"

Com Lisboa a monopolizar a boa música que passa por Portugal - confirmando apenas a realidade que se estende ao resto do país -, deixando pelas ruas da amargura dos bons festivais de Verão que Portugal costumava organizar, o Rock in Taipas é uma pequena janela de esperança. Uma pequena vila do Norte a organizar um evento com boa música, e que se afirma de ano para ano é motivo para regozijo. Paredes de Coura também começou assim...


Foto Casimiro Silva

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O plantel do Euromilhões

A pouco mais de uma semana do início dos trabalhos para a temporada de regresso à Liga pincipal, o plantel do Vitória tarda em ganhar corpo. Além disso, as primeiras contratações não deixam antever nada de bom.

E os reforços são na sua grande maiora completos desconhecidos para os adeptos. Duvido mesmo que a direcção saiba o que realmente valem parte das suas apostas. São tiros no escuro, uma espécie de gigantesco boletim do Euromilhões, em que o presidente e vice-presidente se entretêm a pôr as cruzinhas, esperando conseguir acertar na combinação certa.

Mas duvido que o Jackpot volte a sair a Paulo Pereira. Infelizmente, receio que esta será uma época sofrida, que vai deixar mais amargos de boca do que dias felizes na memória dos vitorianos.

Já tinha este post escrito quando fui surpreendido por esta notícia. O Vitória acaba de deixar sair o seu activo mais valioso, numa jogada a fazer lembrar Pimenta Machado: ceder um jovem a troca de supostas "estrelas". Rabiola fez meia dúzia de jogos pelos séniores, mas ganhou respeito entre a massa associativa vitoriana. Porque é um produto da casa e porque tem qualidade. E os vitorianos depositavam nele legítimas esperanças de realizar boas prestações desportivas na próxima época.

Sejam quais forem os valores envolvidos no negócio - a menos que o Porto tenha cometido uma loucura, o que eu duvido... -, Emílio Macedo dá um tiro no pé. E a ideia ridícula de ver Rabiola emprestado ao Vitória por mais uma ou duas épocas é fazer rebaixar um clube da grandeza dos vimaranenses ao nível de um Leiria ou de um Nacional: uma filial do "sistema".
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A Manta cresce

Cibelle, Balla, Tora Tora Big Band e a auto denominada "banda de metais mais rapida do mundo", Fanfare Ciorcalia fazem parte do cartaz do Manta, o ciclo de concertos na relva no Centro Cultural de Vila Flor. Além de dar um (excelente) nome a uma iniciativa que, já no ano passado, tinha trazido ao CCVF boa música, a organização dá dimensão ao festival, com um cartaz eclético e que se prolonga durante todo o mês de Julho.
Depois do jazz no café concerto e de uma boa programação no último trimestre, o CCVF dá mais um passo firme. Esperemos que seja para continuar.



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"Os tubarões somos nós"

Quem não conhece a fibra do rapaz devia ter lido a entrevista que o vice-capitão dos juvenis do Vitória deu ao Deportivo de Guimarães há umas semanas. Mostrou a garra que fazem dele um jogador à imagem da camisola que defende ao mostrar que não tem medo de defrontar duas das grandes equipas nacionais de futebol. "Os tubarões somos nós" disse o "tubarão" Hugo.

Depois do desaire no Seixal, amanhã é dia de ganhar ao Sporting. Força rapazes!
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Dos valores e da Liberdade

Depois de seis anos de participação ininterrupta, enviei hoje à direcção da Cooperativa Editorial O Povo de Guimarães a carta em que comunico a cessação da minha colaboração com o jornal. A confirmação de uma notícia que já vinha sendo aventada há umas semanas levou-me a confirmar uma decisão que, desde que ouvi os primeiros rumores, estava tomada. Faço-o por questões de princípio, de valores e de respeito pela Liberdade.

O motivo é simples: a direcção da Cooperativa que gere os destinos do PG foi renovada – nada contra. Mas os nomes escolhidos para os lugares vagos ferem a credibilidade do jornal e impedem-me de continuar a participar no projecto ao qual dediquei seis anos de vida.

É para mim inconcebível que na direcção de um jornal – que se fez em Liberdade e da Liberdade – estejam pessoas que fazem “tábua rasa” desses valores essenciais da Democracia e do Jornalismo. Jorge Manuel Cristino e Fernando Miguel Araújo foram dois dos principais responsáveis pelo atropelo inusitado à Liberdade de Expressão e à independência de um órgão de Comunicação Social que teve lugar na Universidade do Minho há dois anos.

Nessa época, a direcção do jornal Académico foi afastada das suas funções pelo simples facto de ter noticiado um fracasso organizativo da direcção da Associação Académica da Universidade do Minho com a isenção e transparência de quem faz do jornalismo “profissão”, mesmo que seja ainda um amador. Este atropelo é um “nódoa” na conduta dos dois novos directores do Povo de Guimarães que me ferem nos meus princípios pessoais e profissionais mais elementares, razão pela qual me despedi do PG.

O Povo de Guimarães é um herdeiro de Abril e das suas conquistas. A Liberdade de Expressão é um valor demasiado “sagrado” para um jornalista e devia sê-lo também para as empresas editoriais que suportam projectos de Comunicação Social. Felizmente ainda não dependo do PG para construir a minha vida e tenho esta possibilidade de escolha. Entendo que os profissionais do jornal, por muito descontentes que possam ficar com a entrada dos novos directores, não possam seguir o mesmo caminho. Mas esta tomada de posição pode servir de alerta para que outros colaboradores, que prezam a Liberdade tanto quanto eu, possam também tomar a sua posição.

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Descubra as diferenças

Esta foto e esta são a mesma. Mas alguém pintou a segundo para esconder o equipamento do Gil Vicente. E fê-lo mal. Ao menos usavam o Photoshop para disfarçar a coisa. Mas no Vitória ainda se vive no tempo em que o Paint era um programa excitante...
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O logro

Há um mês aparecia em Guimarães um novo jornal online. O cardápio de cronistas da coisa prometia, ainda que, já na altura, tivesse demonstrado algumas reservas pelo facto de, entre os colaboradores apresentados, quase todos estarem completamente afastado do que é a realidade vimaranense.

Um mês volvido vemos que, dos oitro cronistas, metade ainda não se estreou ao serviço do PP. E dos que escreveram, apenas um é uma das contratações de âmbito nacional. E mesmo esse limitou-se a escrever dois parágrafos sobre o óbvio quando se fala de Guimarães: a nossa paixão futbolística.
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Boas notícias


Já expressei por aqui a paixão que tenho pelo voleibol. Este ano, mais uma vez, o final da época foi de desilusão, com o título a ser perdido para o Espinho, a "super-potência" do voleibol nacional.

A nova época está já a ser preparada e o pensamento só pode ser um: "Basta de desilusões". Quando estive em Portugal, comentava com o meu pai que, se o Vitória quer ser campeão, tem que seguir um de dois caminhos: ou vai comprar fora e comprar caro, ou aposta fortemente em juntar em Guimarães uma espécie de Dream Team com cores nacionais. Para isso teria que reforçar com os seus melhores jogadores: Gaspar, Eurico, Cruz e Malveiro, e ir buscar aqueles que são, para mim, os três melhores jogadores nacionais, Pinheiro, João José e Flávio.

A boa notícia é que o Flávio já assinou, regressando a Guimarães, depois de um ano na Liga Italiana. E Eurico e Gaspar já renovaram. Vamos lá esperar que os meus restantes desejos se cumpram.



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Apontamentos da minha ausência

Ocupado com outras coisas durante mais de duas semanas, passei poucas vezes por aqui. Nesse tempo não me desliguei da blogosfera, nem de Guimarães.

Da ausência ficaram alguns textos que valem a pena ser lidos e sublinhados. Pedro Morgado usa o seu estatuto de cronista para levar a discussão ferroviária para outra plataforma - ainda que os universitários do Minho tenham andado, nos últimos dias, mais ocupados com outras coisas. Ergolas também lançou dados bastante interessantes para a discussão em torno da necessidade de um caminho-de-ferro entre Guimarães e Braga.

Pelo mundo da bola destaco o vibrante festa da subida do Vitória - que eu acompanhei ao vivo! E a emoção que foi ver Fernando Meira, erguer o título de campeão da Alemanha de cachecol do Vitória no braço. Nós somos assim, como sublinha Luís Cirilo.

E parece que houve uma Feira do Artesanato que foi um fracasso. Com uma má desculpa a justificar o facto e quase toda a gente a assobiar para o ar sem discutir as causas do insucesso...
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Expectativas altas

Estar longe da cidade num dia histórico é de uma dureza de que não estava à espera. Foi difícil sentir os cânticos pelo telemóvel, enquanto trabalhava na calma do campus da UAB. Como já tinha sido saber dos golos da recuperação épica do Vitória por telemóvel ao longo de três meses.
Graças à tecnologia, tenho visto os golos do Vitória e algumas imagens da loucura que tem reinado no Afonso Henriques a cada partida disputada. Graças à tecnologia, ontem foi um bocado menos doloroso estar no outro extremo da península.
Pouco depois de regressar a casa e os golos do triunfo em Gondomar já estavam online, cortesia TVTuga. Não tardaram em aparecer fotos e vídeos da festa no Toural, no forum do Vitória Sempre - a associação de adeptos vitorianos consegue ser mais eficiente que alguns profissionais no acompanhamento do dia-a-dia do clube, ao que juntam uma dedicação e empreendorismo dignos de destaque - e mais tarde no meu email - ao que parece o dedo do meu pai não parou de disparar ontem ao fim da tarde e conseguiu recolher algumas fotos arrepiantes.
Mas o momento mais alto desta celebração cibernética do sucesso vitoriano aconteceu há pouco. Cheguei das aulas e dei com o pequeno resumo que a GMRTV disponibiliza - com a promessa de logo à noite estar na Rede um resumo alargado do jogo e da festa que se seguiu.
Arrepiantes as imagens do estádio, poderosas as imagens do Toural inundado de alma branca. E a confirmação do excelente trabalho que a gmrtv está a fazer ainda antes do seu arranque oficial. Os resumos dos anteriores jogos do Vitória já abriram o apetite. A peça sobre a última semana de treinos foi mais um tiro certeiro e agora há ainda a promessa de uma apresentação pública em pleno Centro Histórico de um vídeo com a caminhada do Vitória até ao seu lugar natural.
A aposta no Vitória é inteligente, oportuna e prova um conhecimento de Guimarães que por vezes falta aos responsáveis dos porjectos de media. As expectativas quanto ao futuro do canal são, pois, altas. Para já, parece-me uma aposta ganha. Mas não estava à espera de outra coisa!
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De regresso ao lugar a que pertencemos


18h50, La Rambla: Mensagem recebida: "Já subimos"! Salto, salto muito e contenho a vontade de gritar. Dois minutos depois estou ao telefone para Guimarães e partilho a euforia que por lá se vive - e também em Braga, onde está o meu irmão. Estou feliz, ainda que seja um bocado egoísta e pense que o Vitória podia ter esperado uma semana para subir: para eu poder estar em Guimarães.

Mas daqui a uma semana estou no Afonso Henriques, com mais 30 mil vimaranenses, a festejar o fim do pesadelo.

Finalmente o Vitória regressa ao lugar de onde não podia ter saído. Parabens aos jogadores e à direcção. Mas acima de tudo parabens aos incríveis adeptos do Vitória e ao grande obreiro desta caminhada mágica: Manuel Cajuda!

Vitória até morrer!
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A dicussão faz-se agora

O JN de hoje dá destaque a algumas das boas ideias que sairam do debate sobre o futuro das Nicolinas organizado pela Tertúlia Nicolina (TN) durante a ExpoGuimarães. Finalmente parece que o projecto começa a ter pernas para andar.

Sobre o assunto, duas notas mais:

No seu site, a TN disponibiliza online as intervenções do debate. Há gente que sabe mesmo estar a par da modernidade!

A dada altura do artigo do JN leio isto: "«As boas ideias podem surgir de onde menos se espera. Dos jovens, por exemplo", defendeu Moreira da Silva".
Ou o profeessor se expressou mal, ou o jornalista (ou os cortes do editor) deturparam as palavras. Pelo menos espero que assim seja, porque seria trágico que alguém que se diz defensor das Nicolinas tenha este tipo de opinião sobre os jovens: que são quem, ano após anos, as tornam na grande manifestação de vimaranensidade.

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Por falar em primos...

Outra prima lançou hoje o novo álbum da sua excelente banda. Os Coldfinger estão de volta com Supafacial. Gosto de como soa o primeiro single e da forma como a voz da Margarida Pinto continua a ser um dos tesouros da música nacional.



E quando é que a vemos em Vila Flor?