RiT
"If you ever miss me, don't you know that i feel the same way?"
Com Lisboa a monopolizar a boa música que passa por Portugal - confirmando apenas a realidade que se estende ao resto do país -, deixando pelas ruas da amargura dos bons festivais de Verão que Portugal costumava organizar, o Rock in Taipas é uma pequena janela de esperança. Uma pequena vila do Norte a organizar um evento com boa música, e que se afirma de ano para ano é motivo para regozijo. Paredes de Coura também começou assim...
O plantel do Euromilhões
E os reforços são na sua grande maiora completos desconhecidos para os adeptos. Duvido mesmo que a direcção saiba o que realmente valem parte das suas apostas. São tiros no escuro, uma espécie de gigantesco boletim do Euromilhões, em que o presidente e vice-presidente se entretêm a pôr as cruzinhas, esperando conseguir acertar na combinação certa.
Mas duvido que o Jackpot volte a sair a Paulo Pereira. Infelizmente, receio que esta será uma época sofrida, que vai deixar mais amargos de boca do que dias felizes na memória dos vitorianos.
Já tinha este post escrito quando fui surpreendido por esta notícia. O Vitória acaba de deixar sair o seu activo mais valioso, numa jogada a fazer lembrar Pimenta Machado: ceder um jovem a troca de supostas "estrelas". Rabiola fez meia dúzia de jogos pelos séniores, mas ganhou respeito entre a massa associativa vitoriana. Porque é um produto da casa e porque tem qualidade. E os vitorianos depositavam nele legítimas esperanças de realizar boas prestações desportivas na próxima época.
Sejam quais forem os valores envolvidos no negócio - a menos que o Porto tenha cometido uma loucura, o que eu duvido... -, Emílio Macedo dá um tiro no pé. E a ideia ridícula de ver Rabiola emprestado ao Vitória por mais uma ou duas épocas é fazer rebaixar um clube da grandeza dos vimaranenses ao nível de um Leiria ou de um Nacional: uma filial do "sistema".
A Manta cresce
Depois do jazz no café concerto e de uma boa programação no último trimestre, o CCVF dá mais um passo firme. Esperemos que seja para continuar.
"Os tubarões somos nós"
Depois do desaire no Seixal, amanhã é dia de ganhar ao Sporting. Força rapazes!
Dos valores e da Liberdade
Depois de seis anos de participação ininterrupta, enviei hoje à direcção da Cooperativa Editorial O Povo de Guimarães a carta em que comunico a cessação da minha colaboração com o jornal. A confirmação de uma notícia que já vinha sendo aventada há umas semanas levou-me a confirmar uma decisão que, desde que ouvi os primeiros rumores, estava tomada. Faço-o por questões de princípio, de valores e de respeito pela Liberdade.
O motivo é simples: a direcção da Cooperativa que gere os destinos do PG foi renovada – nada contra. Mas os nomes escolhidos para os lugares vagos ferem a credibilidade do jornal e impedem-me de continuar a participar no projecto ao qual dediquei seis anos de vida.
É para mim inconcebível que na direcção de um jornal – que se fez em Liberdade e da Liberdade – estejam pessoas que fazem “tábua rasa” desses valores essenciais da Democracia e do Jornalismo. Jorge Manuel Cristino e Fernando Miguel Araújo foram dois dos principais responsáveis pelo atropelo inusitado à Liberdade de Expressão e à independência de um órgão de Comunicação Social que teve lugar na Universidade do Minho há dois anos.
Nessa época, a direcção do jornal Académico foi afastada das suas funções pelo simples facto de ter noticiado um fracasso organizativo da direcção da Associação Académica da Universidade do Minho com a isenção e transparência de quem faz do jornalismo “profissão”, mesmo que seja ainda um amador. Este atropelo é um “nódoa” na conduta dos dois novos directores do Povo de Guimarães que me ferem nos meus princípios pessoais e profissionais mais elementares, razão pela qual me despedi do PG.
Descubra as diferenças
Esta foto e esta são a mesma. Mas alguém pintou a segundo para esconder o equipamento do Gil Vicente. E fê-lo mal. Ao menos usavam o Photoshop para disfarçar a coisa. Mas no Vitória ainda se vive no tempo em que o Paint era um programa excitante...O logro
Um mês volvido vemos que, dos oitro cronistas, metade ainda não se estreou ao serviço do PP. E dos que escreveram, apenas um é uma das contratações de âmbito nacional. E mesmo esse limitou-se a escrever dois parágrafos sobre o óbvio quando se fala de Guimarães: a nossa paixão futbolística.
Boas notícias

Já expressei por aqui a paixão que tenho pelo voleibol. Este ano, mais uma vez, o final da época foi de desilusão, com o título a ser perdido para o Espinho, a "super-potência" do voleibol nacional.
A nova época está já a ser preparada e o pensamento só pode ser um: "Basta de desilusões". Quando estive em Portugal, comentava com o meu pai que, se o Vitória quer ser campeão, tem que seguir um de dois caminhos: ou vai comprar fora e comprar caro, ou aposta fortemente em juntar em Guimarães uma espécie de Dream Team com cores nacionais. Para isso teria que reforçar com os seus melhores jogadores: Gaspar, Eurico, Cruz e Malveiro, e ir buscar aqueles que são, para mim, os três melhores jogadores nacionais, Pinheiro, João José e Flávio.
A boa notícia é que o Flávio já assinou, regressando a Guimarães, depois de um ano na Liga Italiana. E Eurico e Gaspar já renovaram. Vamos lá esperar que os meus restantes desejos se cumpram.
Apontamentos da minha ausência
Da ausência ficaram alguns textos que valem a pena ser lidos e sublinhados. Pedro Morgado usa o seu estatuto de cronista para levar a discussão ferroviária para outra plataforma - ainda que os universitários do Minho tenham andado, nos últimos dias, mais ocupados com outras coisas. Ergolas também lançou dados bastante interessantes para a discussão em torno da necessidade de um caminho-de-ferro entre Guimarães e Braga.
Pelo mundo da bola destaco o vibrante festa da subida do Vitória - que eu acompanhei ao vivo! E a emoção que foi ver Fernando Meira, erguer o título de campeão da Alemanha de cachecol do Vitória no braço. Nós somos assim, como sublinha Luís Cirilo.
E parece que houve uma Feira do Artesanato que foi um fracasso. Com uma má desculpa a justificar o facto e quase toda a gente a assobiar para o ar sem discutir as causas do insucesso...
Expectativas altas
De regresso ao lugar a que pertencemos

18h50, La Rambla: Mensagem recebida: "Já subimos"! Salto, salto muito e contenho a vontade de gritar. Dois minutos depois estou ao telefone para Guimarães e partilho a euforia que por lá se vive - e também em Braga, onde está o meu irmão. Estou feliz, ainda que seja um bocado egoísta e pense que o Vitória podia ter esperado uma semana para subir: para eu poder estar em Guimarães.
Mas daqui a uma semana estou no Afonso Henriques, com mais 30 mil vimaranenses, a festejar o fim do pesadelo.
Finalmente o Vitória regressa ao lugar de onde não podia ter saído. Parabens aos jogadores e à direcção. Mas acima de tudo parabens aos incríveis adeptos do Vitória e ao grande obreiro desta caminhada mágica: Manuel Cajuda!
Vitória até morrer!
A dicussão faz-se agora
Sobre o assunto, duas notas mais:
No seu site, a TN disponibiliza online as intervenções do debate. Há gente que sabe mesmo estar a par da modernidade!
A dada altura do artigo do JN leio isto: "«As boas ideias podem surgir de onde menos se espera. Dos jovens, por exemplo", defendeu Moreira da Silva".
Ou o profeessor se expressou mal, ou o jornalista (ou os cortes do editor) deturparam as palavras. Pelo menos espero que assim seja, porque seria trágico que alguém que se diz defensor das Nicolinas tenha este tipo de opinião sobre os jovens: que são quem, ano após anos, as tornam na grande manifestação de vimaranensidade.
Por falar em primos...
E quando é que a vemos em Vila Flor?
Parabens!
Como vimaranense e vitoriano fico feliz por ver uma das equipas da formação do clube a chegar à fase de todas as decisões de um campeonato nacional. A essa alegria junto o orgulho de ver, entre os pequenos craques vitorianos, o "miúdo" da foto.
O Hugo é o "patrão" do meio-campo vitoriano e personifica a mística do clube - entrega, ambição e qualidade. E é meu primo.
Parabens, rapaz! E boa sorte para a fase final. ;)
Mas não haverá ninguém que diga "Basta!"?
Doce curiosidade
No século XIX, o palácio recebeu a Exposição Industrial de Guimarães, que a par da chegada do comboio à cidade, se pautou como um decisivo motor de arranque da Modernidade vimaranense.
No século XXI, o palácio volta a ser o coração de um Revolução que se prepra na cidade. Agora convertido em centro cultural, Vila Flor é o principal trunfo do ambicioso projecto da Gumarães Capital Europeia de Cultura 2012.
Esperemos que a impacto na cidade seja tão significativo como o que teve a Exposição Industrial e o empurrão para o desenvolvimento de Guimarães possa ser de igual modo forte.
foto: Susana Oliveira