Jóia da coroa da Cidade Desportiva vimaranense e uma das “meninas dos olhos” do executivo autárquico, o Multiusos de Guimarães converteu-se nos últimos dois anos numa espécie de “Meca da mediocridade”.
Concertos de baixo nível – é quase a segunda casa da família Carreira, além de acolher amiúde aquela demonstração de mau gosto musical português que são as bandas saídas de telenovelas –, musicais deprimentes e uma total ausência de eventos desportivos de grande envergadura, tornam o Multiusos de hoje uma sombra da vitalidade com que deu os primeiros passos.
Nos primeiros anos, o Multiusos foi uma aposta ganha. Atraiu grandes eventos desportivos – é a sua função primordial, não estivesse incluído na Cidade Desportiva –, como o Mundial de andebol, a Liga dos Campeões de hóquei em patins e Liga Mundial de voleibol; foi palco de excelentes concertos e tornou-se o espaço que faltava para feiras e eventos do género na região.
Por isso, o balanço dos primeiros cinco anos do Multiusos é positivo. Mas a verdade é que espaço multifuncional vimaranense parece ter entrado nos últimos dois anos num período de definhamento preocupante.
O espaço mantém – e bem – a programação habitual de feiras sectoriais, continua a acolher eventos com o excelente nível da Feira de Artesanato. Mas falta algo mais. Primeiro que tudo falta inovação. O Multiusos parece confortável na posição que realmente ocupa, mas este sinal de acomodamento nunca é bom num espaço que se quer vivo.
Depois, falta capacidade para voltar a atrair grandes eventos. E falta qualidade ao que por lá se passa. Há quanto tempo o Multiusos não recebe um concerto de música a sério? – excepção feita à Recepção ao Caloiro da UM. E há quanto tempo não passam por lá grandes desportistas? È que de há uns tempos a esta parte, eventos desportivos de grande nível é uma miragem por estas bandas…