De regresso ao lugar a que pertencemos

18h50, La Rambla: Mensagem recebida: "Já subimos"! Salto, salto muito e contenho a vontade de gritar. Dois minutos depois estou ao telefone para Guimarães e partilho a euforia que por lá se vive - e também em Braga, onde está o meu irmão. Estou feliz, ainda que seja um bocado egoísta e pense que o Vitória podia ter esperado uma semana para subir: para eu poder estar em Guimarães.
Mas daqui a uma semana estou no Afonso Henriques, com mais 30 mil vimaranenses, a festejar o fim do pesadelo.
Finalmente o Vitória regressa ao lugar de onde não podia ter saído. Parabens aos jogadores e à direcção. Mas acima de tudo parabens aos incríveis adeptos do Vitória e ao grande obreiro desta caminhada mágica: Manuel Cajuda!
Vitória até morrer!
A dicussão faz-se agora
Sobre o assunto, duas notas mais:
No seu site, a TN disponibiliza online as intervenções do debate. Há gente que sabe mesmo estar a par da modernidade!
A dada altura do artigo do JN leio isto: "«As boas ideias podem surgir de onde menos se espera. Dos jovens, por exemplo", defendeu Moreira da Silva".
Ou o profeessor se expressou mal, ou o jornalista (ou os cortes do editor) deturparam as palavras. Pelo menos espero que assim seja, porque seria trágico que alguém que se diz defensor das Nicolinas tenha este tipo de opinião sobre os jovens: que são quem, ano após anos, as tornam na grande manifestação de vimaranensidade.
Por falar em primos...
E quando é que a vemos em Vila Flor?
Parabens!
Como vimaranense e vitoriano fico feliz por ver uma das equipas da formação do clube a chegar à fase de todas as decisões de um campeonato nacional. A essa alegria junto o orgulho de ver, entre os pequenos craques vitorianos, o "miúdo" da foto.
O Hugo é o "patrão" do meio-campo vitoriano e personifica a mística do clube - entrega, ambição e qualidade. E é meu primo.
Parabens, rapaz! E boa sorte para a fase final. ;)
Mas não haverá ninguém que diga "Basta!"?
Doce curiosidade
No século XIX, o palácio recebeu a Exposição Industrial de Guimarães, que a par da chegada do comboio à cidade, se pautou como um decisivo motor de arranque da Modernidade vimaranense.
No século XXI, o palácio volta a ser o coração de um Revolução que se prepra na cidade. Agora convertido em centro cultural, Vila Flor é o principal trunfo do ambicioso projecto da Gumarães Capital Europeia de Cultura 2012.
Esperemos que a impacto na cidade seja tão significativo como o que teve a Exposição Industrial e o empurrão para o desenvolvimento de Guimarães possa ser de igual modo forte.
foto: Susana Oliveira
"Baby, you're a lost cause" (Beck, Sea Change)
Primeira Página
A ideia é boa, uma vez que Guimarães tem espaço para projectos onine de qualidade - embora pouca gente o tenha ainda percebido. E alegra-me ver alguma vitalidade na Comunicação Social local, tão "morta" nos últimos tempos.
Supreende-me o naipe de cronistas, quase todos ligados ao futebol, quase todos reconhecidos, mas quase todos distantes da realidade de Guimarães - afinal que tipo de discussão podem suscitar opinion makers destes na cidade?
E há qualquer coisa ali que me faz confusão - além das más opções estéticas do site em si. Não sei se é a equipa, ou a ideia que fica de que o projecto não é tão inocentemente jornalístico como se apresenta...
“Meca da mediocridade”
Jóia da coroa da Cidade Desportiva vimaranense e uma das “meninas dos olhos” do executivo autárquico, o Multiusos de Guimarães converteu-se nos últimos dois anos numa espécie de “Meca da mediocridade”.
Concertos de baixo nível – é quase a segunda casa da família Carreira, além de acolher amiúde aquela demonstração de mau gosto musical português que são as bandas saídas de telenovelas –, musicais deprimentes e uma total ausência de eventos desportivos de grande envergadura, tornam o Multiusos de hoje uma sombra da vitalidade com que deu os primeiros passos.Nos primeiros anos, o Multiusos foi uma aposta ganha. Atraiu grandes eventos desportivos – é a sua função primordial, não estivesse incluído na Cidade Desportiva –, como o Mundial de andebol, a Liga dos Campeões de hóquei em patins e Liga Mundial de voleibol; foi palco de excelentes concertos e tornou-se o espaço que faltava para feiras e eventos do género na região.
Depois, falta capacidade para voltar a atrair grandes eventos. E falta qualidade ao que por lá se passa. Há quanto tempo o Multiusos não recebe um concerto de música a sério? – excepção feita à Recepção ao Caloiro da UM. E há quanto tempo não passam por lá grandes desportistas? È que de há uns tempos a esta parte, eventos desportivos de grande nível é uma miragem por estas bandas…
Afinal há gente que quer mesmo que isto seja real
A discussão das Nicolinas não pode ser feita quando Novembro chega. Se queremos fazer das festas dos estudantes de Guimarães, festas do Mundo, temos que as colocar na agenda durante todo o ano.
A Tertúlia percebeu isso e prova, com a iniciativa, que está realmente empenhada em que a candidatura seja bem sucedida. Estivesse toda a cidade com a mesma convicção...
O debate "As Tradições Culturais Enquanto Elemento Turístico e de Desenvolvimento" conta com a presença de Lino Moreira da Silva, professor da Universidade do Minho, e Florentino Cardoso, empresário e tem lugar na sala de conferências do Multiusos de Guimarães, amanhã.
dica do spicka.
I Encontro dos Bloggers e Leitores de Blogues do Minho
Infelizmente ainda não estarei em Portugal nessa data. Mas acho excelente que um movimento destes surja na blogosfera minhota. Parabens aos mentores da ideia.
Diz que elas são únicas
Ser vimaranense é ter uma costela anárquica. Mas há quem leve a coisa demasiado longe.Um comboio para o Minho
Vamos lá fazer com que isto aconteça. Sigam esta dica.E esta também. (update às 17h39)
Sobre isto, mas agora mais a sério.
Se quiserem perceber do que se trata a reunião de membros, passem aqui. Está bom o trabalho do JN -oba!, tem um link e tudo, que evoluídos... –, embora peque por ser longo.
É com projectos como este que a Globalização faz sentido. As duas regiões – que ainda por cima têm tanto em comum na sua matriz cultural e em termos geográficos – devem trabalhar em conjunto para se afirmarem no contexto de uma Europa cada vez mais alargada. Defendo para o Noroeste da Península, mais ou menos o mesmo que em relação ao Minho: cooperação, sinergias, planeamento a médio prazo.
E os projectos para fazer do Eixo Douro-Minho-Galiza uma região competitiva e em afirmação são, a meu ver acertados: o mar, o turismo, a promoção das PME e do I&D – com ligação às excelentes universidades que neste eixo existem – e uma maior integração em serviços públicos como a saúde – para responder à falência do Estado nestas matérias, especialmente o português...
Como complemento tem que haver uma aposta muito clara nas infra-estruturas de comunicação. E uma ligação ferroviária verdadeiramente competitiva entre as grandes cidades da grande região é absolutamente necessária – se tem que ser por TGV já é outra discussão...
Lobying
O presidente da câmara de Guimarães já começou a fazer a sua parte. Braga tem agora de seguir o mesmo caminho. E o passo segunte cabe aos nossos representantes na AR.Este tem mesmo de ser um objectivo estratégico para o Minho XXI.