Por falar em primos...
E quando é que a vemos em Vila Flor?
Jóia da coroa da Cidade Desportiva vimaranense e uma das “meninas dos olhos” do executivo autárquico, o Multiusos de Guimarães converteu-se nos últimos dois anos numa espécie de “Meca da mediocridade”.
Concertos de baixo nível – é quase a segunda casa da família Carreira, além de acolher amiúde aquela demonstração de mau gosto musical português que são as bandas saídas de telenovelas –, musicais deprimentes e uma total ausência de eventos desportivos de grande envergadura, tornam o Multiusos de hoje uma sombra da vitalidade com que deu os primeiros passos.Nos primeiros anos, o Multiusos foi uma aposta ganha. Atraiu grandes eventos desportivos – é a sua função primordial, não estivesse incluído na Cidade Desportiva –, como o Mundial de andebol, a Liga dos Campeões de hóquei em patins e Liga Mundial de voleibol; foi palco de excelentes concertos e tornou-se o espaço que faltava para feiras e eventos do género na região.
Depois, falta capacidade para voltar a atrair grandes eventos. E falta qualidade ao que por lá se passa. Há quanto tempo o Multiusos não recebe um concerto de música a sério? – excepção feita à Recepção ao Caloiro da UM. E há quanto tempo não passam por lá grandes desportistas? È que de há uns tempos a esta parte, eventos desportivos de grande nível é uma miragem por estas bandas…
Sobre isto, mas agora mais a sério.
Se quiserem perceber do que se trata a reunião de membros, passem aqui. Está bom o trabalho do JN -oba!, tem um link e tudo, que evoluídos... –, embora peque por ser longo.
É com projectos como este que a Globalização faz sentido. As duas regiões – que ainda por cima têm tanto em comum na sua matriz cultural e em termos geográficos – devem trabalhar em conjunto para se afirmarem no contexto de uma Europa cada vez mais alargada. Defendo para o Noroeste da Península, mais ou menos o mesmo que em relação ao Minho: cooperação, sinergias, planeamento a médio prazo.
E os projectos para fazer do Eixo Douro-Minho-Galiza uma região competitiva e em afirmação são, a meu ver acertados: o mar, o turismo, a promoção das PME e do I&D – com ligação às excelentes universidades que neste eixo existem – e uma maior integração em serviços públicos como a saúde – para responder à falência do Estado nestas matérias, especialmente o português...
Como complemento tem que haver uma aposta muito clara nas infra-estruturas de comunicação. E uma ligação ferroviária verdadeiramente competitiva entre as grandes cidades da grande região é absolutamente necessária – se tem que ser por TGV já é outra discussão...
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