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No aniversário do PG

"Durante seis anos o Povo de Guimarães abriu-me as portas do jornalismo, ajudando-me também a crescer. Estou, por isso, grato ao PG, a melhor escola de jornalismo que Guimarães tem, como o passado tem confirmado.

Nesta casa sabe-se abrir as portas à gente nova e deixá-la desenvolver-se aqui. Assim, também o jornal se valoriza. Por isso este é um projecto diferente, com uma matriz própria, capaz de conjugar o seu dever de informar, com o facto de ser um espaço aberto à colaboração de todos quantos querem fazer da Comunicação, de uma forma ou de outra, um pedaço da sua vida.

É com prazer que me associo aos festejos de mais um aniversário do Povo, esperando que o “meu” jornal saiba interpretar os sinais que surgem na Comunicação Social a tempo de lhes responder e se modernizar. Para que volte a ser uma referência num concelho em que falta uma voz activa nos media, sem deixar de ser uma escola de bons jornalistas e comunicadores."

A edição de hoje do Povo de Guimarães celebra o aniversário do jornal. O pequeno texto que aqui reproduzo é o meu contributo, respondendo deste modo ao desafio do director do jornal para que me associasse aos festejos.

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Ia jurar que quem escreveu isto foi quem plantou o eucalipto.
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Por que é que isto não me supreende?

conheça a menina aqui
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Parados no tempo

Cheguei a casa depois de um cansativo passeio no Park Güel. Há mais de uma hora que o Vitória terminou a sua partida contra o Gil Vicente e há mais de duas horas que não falo noutra coisa. A família hoje esqueceu-se das mensagens a avisar do resultado e assim que entro no quarto ligo o computador à procura do resultado do jogo.

Corro os jornais digitais vimaranense e nada... Mais de uma hora depois do jogo ter terminado não há uma única referência ao resultado do encontro que o Vitória tinha disputado. Incompetência pura num suporte em que estar "em cima do acontecimento" é o mais importante.

A Comunicação Social vimaranense está parada no tempo. Ainda não percebeu que tem que entrar na Rede e receber os seus ensinamentos para se poder modernizar e resisitr. E os que já lá estão não entendem as exigências do suporte e limitam-se a fazer um copy-paste manhoso dos conteúdos produzidos para outros suportes. E além de mal, fazem-no tarde.

Valeu que tinha o meu irmão online no messenger e não demorei muito mais tempo até saber do triunfo do Vitória. E do recorde de 23 mil pessoas no estádio. Só a gente vitoriana é capaz disto.
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Manipulações

Descubra as diferenças entre esta, esta e esta notícias...
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"Um misto de Zandinga e Gabriel Alves"

Houve um tempo em que alguém disse isto sobre um ex-amigo que depois voltou a sê-lo. Mas não é de política que quero falar. Antes de futebol.
Depois do que se passou hoje em Leiria - não vi, mas ouvi o relato, li as notícias que já estão online e "aturei" alguns amigos sportinguistas via messenger -, lanço as minhas apostas para o que falta jogar da época. Armado em Zandinga e em Gabriel Alves, portanto.
O Porto A será Campeão mais uma vez. O Porto C ficará com um dos lugares europeus do Campeonato e o Porto B vai vencer a Taça de Portugal.

No dia 27 de Maio acerto contas.

O que vale é que o Vitória agora vai alinhar pelo "sistema"...
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Novo Vitória?

Emílio Mecedo da Silva é o novo presidente do Vitória. O antigo vice-presidente de Vítor Magalhães foi eleito por 16% dos sócios do Vitória e dirigirá o clube nos próximos três anos.
Espero que este seja, de facto, o início de uma nova era para o maior clube do Minho. Para já, Macedo da Silva começou por revelar inteligência com um discurso pacificador e comedido. Não é mesmo alltura para festas, porque a crise do VSC ainda não está perto do final. Milo sabe-o e tem consigo gente com capacidade para dar a volta à situação.
Ainda que o projecto seja vazio de novidades, o importante, neste momento, é renovar o Vitória, devolvê-lo à Liga principal e encontrar as bases para um futuro sustentado. E esse caminho é bem capaz de durar os três anos que o mandato terá.
Resta saber por quanto tempo o cimento aguenta o edifício que é a actual direcção do Vitória. É que com Vítor Magalhães também havia uma direcção de gente capaz, de diferentes quadrantes políticos e sociais, mas durou pouco tempo essa união de circunstância...
Com Emilio Macedo Silva as coisas são diferentes. Não é a vontade de destruir o passado que o move. E quererá provar que consegue melhor que Magalhães. Mas - não me perguntem por quê -continuo com medo do "remake".
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Os media em (R)evolução

Os media nacionais estão a mudar. Os grandes órgãos de comunicação nacional apresentaram novidades no último mês que renovam alguma esperança no futuro do jornalismo nacional.

A Rádio Renascença laçou um jornal híbrido, publicado na net, mas para ser lido em papel. Duvido da eficácia da ideia (porque dá muito trabalho a quem lê... E o leitor contemporâneo quer a "papinha feita"), mas pode ser um ponto de partida para uma nova abordagem da informação.

O Público também mudou, embora, como confessei aqui, não tenha ficado muito encantado com a novidade.

Agora é a vez da Visão mudar de cara. Gosto do que já tive oportunidade de ver. O logotipo é arrojado, mas cativou-me à primeira vista. E não perdeu identidade...
A Visão está mais bonita em termos gráficos e parece-me acertada a aposta no Sete, com mais páginas e uma cobertura cultural masi alargada. E a proposta continua a ser "contar histórias de Portugalou de qualquer outro ponto do planeta". Ou seja, o newsmagazine nacional eveolui sem esquecer a matriz que fazem desta publicação um caso de grande sucesso jornalístico e de vendas.

Entretanto, por Guimarães, nada de novo... Até quando?
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Aguardo ansiosamente...

Que Vitória sairá das eleições de hoje?

Acho que já sei a resposta, mas aguardo a confirmação. Ainda que com medo de que o que foi dito por aqui e que hoje se reporduz aqui e aqui seja verdade e o Vitória possa viver em agonia mais um par de anos.
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Tebas


O cineasta vimaranse Rodrigo Areias apresentou a sua primeira longa-metragem. Depois do documentário "Nicolinas", Areias estreia-se com "Tebas", um filme apresentado hoje no Fantasporto.
Não vi o filme, e duvido que o possa ver tão cedo - a menos que o Rodrigo Areias dê um salto a um qualquer festival espanhol -, mas gostei do ambiente visual do trailer que aqui reproduzo. E estou rendido à banda sonora do genial Paulo Furtado (Legendary Tiger Man e Wraygun).

Gosto de ver um vimaranense a afirmar-se numa arte tão dificil de fazer em Portugal. É que "Tebas" não tem um tostão de apoio do Estado.
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Num país normal Alberto João Jardim não existia.
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Tenho tentado acompanhar o que se passa por Guimarães. No meu périplo dei com a capa de um dos semanários da terra e vejo que a manchete é esta. Pergunto-vos, amigos que por aí estão, a cidade está assim tão desinteressante?
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Porquê?
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Turismos

Estou em Barcelona há umas semanas e, desde que aqui cheguei, fui conhecendo gente de diferentes países. Nada mais comum numa experiência Erasmus. E, de resto, um dos motivos que me levou a embarcar na aventura.

As conversas, nos primeiros dias, giram em torno das mesmas coisas: De onde somos? O que estudamos? Quanto tempo vamos ficar aqui?

Cheio de orgulho na cidade Berço, comecei por responder com convicção: “Guimarães, Portugal!”.
- “Qual és tu ciudad?...”, respondiam-me.

Lá se foi a convicção, ao fim dos primeiros dias. Património Mundial, futura Capital Europeia da Cultura, destino turístico fortemente promovido, com direito a zona de turismo própria e tudo… Estava à espera que, pelo menos, uns quantos colegas conhecessem Guimarães. Estava errado.

Atentem, estamos a falar de população universitária, com um nível sócio-económico, em teoria, acima da média. E Gumarães para eles era tão desconhecido como Sobradelo da Goma. Mesmo o único professor com quem até ao momento tive aulas – no curso de língua catalã que estou a fazer – desconhecia a minha cidade.

Bem sei que este não é o “target” etário preferencial da Zona de Turismo de Guimarães. Bem sei que grande parte dos colegas estrangeiros com quem tenho interagido têm um nível de conhecimento geral sobre o mundo que me espantou pela negativa – afinal em Portugal não estamos mal em tudo –, ao ponto de se discutir, um destes dias, em que país ficava Berlim…

Mas, a meu ver, isto não chega para justificar aquilo que se configura como um sintoma de que algo vai mal na promoção turística de Guimarães. Pergunto: de quem é a culpa? Afinal qual é a estratégia para a promoção vimaranense? E os estudos que avaliam o funcionamento da estrutura não dão conta de falahas como esta?

Até agora apenas dois colegas conheciam Guimarães. Sem espanto, eram italianos e sabiam que a sua Selecção tinha jogado na cidade Berço no Euro 2004. O que apenas vem contribuir para aumentar uma convicção que tinha há uns tempos (e que me serviu de argumento quando parecia ser socialmente reprovável apoiar o “faraonismo” do Euro 2004): vale mais um mês como palco da bola, que dez anos de promoção tradicional de Guimarães como espaço turístico.

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Sobre o que escrevi aqui, mais algumas achegas. Aqui e aqui ambas pela mão de Luís Santos.
Afinal parece que a opção estética do Público - que é bonita, sim senhor, mas esquece a identidade do jornal, com a qual eu estava tão idetificado - não passa de uma cópia de alguns títulos europeus, como o Guardian e os meus novos viznhos da Marca.
De algum modo o Público ficou mais lisboeta. Afinal, na capital, os senhores já têm um Afonso Henriques, uma ponte suspensa e um Cristo-Rei "inspirados" em contruções existentes noutras cidades. Que mal faz que o diário de referência naci0nal use identidades gráficas que não são originais?
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Ontem cheguei a casa e a mulher com que vivo há mais de dez anos estava mudada. Agora é uma loira cheia de rimel e baton. Não sei se gosto dela assim.

Ainda vou pedir o divórcio...
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Mais um reforço...

Capucho regressa ao Vitória.


Bem me parecia que as alas vitorianas necessitavam de mais um reforço. É pena que já esteja "entradote"...
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Cá está ela, a notícia esperada. "Vitória 3-0 Espinho (25/22, 25/20, 25/13)".
Obrigado pelas mensagens.
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Ele está vivo...

Pimenta Machado quebrou o silêncio. O homem que durante 24 anos liderou o Vitória dá hoje uma entrevista ao Correio da Manhã onde se defende de algumas acusações pelas quais foi investigado. O timing é perfeito...

Pimenta defende-se das acusações dizendo que fez tudo em favor do Vitória. Dou o benefício da dúvida a alguém que deu 25 anos da sua vida ao clube. O ex-presidente afirma que abriu contas na Suiça e em offshores para comprar jogadores para o Vitória, porque o clube estava inibido de o fazer. Mas a responsabilidade dessa situação é claramente sua, já que, como também assume na entrevista, era ele quem "geria e inventava as soluções".

Pimenta assume que o clube tinha uma conta em seu nome – e de “mais três ou quatro pessoas” – e que endossou, para uma conta pessoal, cheques relativos à venda de Pedro Barbosa e Pedro Martins, porque o Vitória lhe devia dinheiro. A acreditar mais uma vez em Pimenta Machado, esse facto - legal fosse ele... - não atesta a sua competência de gestão. Um clube a sério não deve necessitar do dinheiro do seu presidente para sobreviver. E o que, nos anos 80, podia fazer algum sentido, deixou de ser muitos anos antes de Pimenta o ter percebido – se é que alguma vez o percebeu. E Pimenta assume-o como se esse fosse o modelo certo: “andei a sustentar o Vitória durante anos”.

Pimenta surpreendeu ainda quando se diz vítima de uma cabala. Mas os dados apresentados pelo antigo líder vitoriano fazem pensar. “Os inimigos externos souberam aproveitar a investida da PJ e a minha fragilidade para, de uma vez por todas, se verem livres de mim. Fui uma voz muito incómoda no futebol, e isso paga-se”, diz. E acrescenta: “o Vitória foi grande vítima do sistema, porque lutava pelas posições do Benfica, do FC Porto e do Sporting, para já não dizer do Boavista. Fiz muitas participações para o Conselho de Justiça contra arbitragens que foram sempre arquivadas. Aconteceu isso em 2003/04. Curiosamente, fazia parte do Conselho de Justiça da altura o procurador que me mandou deter”.

O procurador em causa é João Ramos, “que recentemente esteve disponível para fazer parte das actuais listas da FPF, conjuntamente com arguidos do ‘Apito Dourado’. “Dantes faziam-se autênticos roubos e o Conselho de Justiça, do qual fazia parte o sr. João Ramos, arquivava os processos. Em boa hora a PJ entrou no futebol”, termina

Retenho ainda algumas frases: "Quando saí a dívida ascendia, no máximo, a 2 774 699,57 euros. Mas deixei activos em jogadores suficentes para pagar essa dívida. O Nuno Assis, por exemplo, e outros, de quem se desfizeram a custo zero, como aconteceu com o Abel."

"Geri o Vitória com eficácia e a melhor resposta está na gestão desta direcção”.

Muito dificilmente” voltava a presidir o Vitória.

Assisto com tristeza à actual situação do clube. Mas já estava à espera de algo parecido, porque quem me sucedeu não tinha um projecto desportivo. Tinha apenas um projecto contra mim, motivado por vingança e ódio e destinado a destruir a minha imagem. Por isso, mais cedo ou mais tarde, o clube tinha de ceder. No campo desportivo, patrimonial e até moral, porque de clube respeitado e até temido o Vitória passou a dócil, submisso e domesticado”.

Nunca pensei vir a estar de acordo com o homem que representou, para mim e para a maioria dos vitorianos da minha geração, alguém que não soube onde acabava a sua época – apesar do inegável mérito que teve na projecção do Vitória e que fazem de Pimenta, queira-se ou não, o melhor presidente que o clube já teve. Mas a última das frases que reproduzo é a leitura mais lúcida e mordaz que alguém já fez do pesadelo que termina a 3 de Março.

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Força Rapazes

Amanhã à noite, frente ao Espinho, o Vitória joga uma cartada importante na luta pelo título nacional de voleibol que há uns anos busca. Mesmo longe, torço por eles.
Esta é a modalidade que mais me apaixona no Vitória, a única que me leva a fazer quilómetros para assistir aos jogos. Talvez porque acompanhei de perto o projecto desde o seu início. Ou então porque o voleibol é um exmplo de como a marca "Vitória" deve ser gerida e trabalhada, fazendo-o quase de maneira antagónica às duas últimas direcções do clube.

Amanhã às 23h30 quero um SMS a dizer: Vitória 3-0 Espinho. ;)
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A viagem por terras ibéricas segue aqui .
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Se duvidas houvesse sobre o que tinha escrito aqui, a actual direcção do Vitória fez questão de as desfazer. Este comunicado é delirante. E a nota final surreal.

O problema financeiro que esta direcção tornou insustentável tem a desculpa de ter sido "herdado". Apenas os associados que se candidatam à direcção têm direito a conhecer o real estado das contas do Vitória. Os outros 23 mil têm que se contentar com as maquilhagens feitas para as AG's.

E o que dizer da nota final? O conceito de notícia persupõe informação. Ou estou errado? Ou as restantes notícias do site são opinitivas?

Bem, já só faltam três semanas...
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As Nicolinas e a candidatura a Património Mundial



Este vídeo é uma parte de uma reportagem multimédia realizada por mim e pela Susana Oliveira no último semestre no âmbito do módulo de Ciberjornalismo do 4º ano da licenciatura em Comunicação Social da Universidade do Minho.
Tem claras limitações técnicas. Mas parece-me ser interessante como ponto de partida para a discussão da candidatura das Nicolinas a Patrmónio Oral e Imateria da Humanidade.
Não só no tempo das festas se deve discutí-las. E fiquei com clara percepção de que o caminho até à distinção é longo e muito trabalhoso.
O vídeo tem 4 minutos e 57 segundos. Declarações de Rui Macedo, presidente da Comissão de Festas Nicolinas 2006, F. Capela Miguel, Velho Nicolino, e Amaro das Neves, Presidente da Sociedade Martins Sarmento e historiador.
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O descontrolo...

Vítor Magalhães perdeu a cabeça. Desde que foi eleito presidente do Vitória – e especialmente desde que cedeu a pressões várias e abriu as portas da saída a Manuel Machado, o verdadeiro responsável pelo “fenómeno Moreirense” – os erros de Magalhães têm sido mais do que muitos.

Não vale a pena enumerá-los todos (a lista seria bem grande…), mas lembro-me constantemente de exemplos gritantes de incompetência nunca explicados: Tiero, Gallardo e agora Lucas.

Mas os últimos tempos têm tido contornos de loucura. Primeiro veio a declaração de que saía do Vitória de “consciência tranquila”. Esta semana fui surpreendido com a suspensão de Targino, Pelé e Ghillas. Motivo: uma saída nocturna contrária ao regulamento interno do clube. Estranho a decisão.

As saídas nocturnas dos futebolistas não são fenómeno local. E, mesmo assim, as saídas dos jogadores do Vitória têm sido mais do que discutidas entre os vitorianos. Porquê castigar apenas agora?

Mais: os três jogadores foram utilizados no domingo, contra o Varzim, e apenas na segunda-feira castigados. Por outro lado, certamente que Targino, Pele e Ghilas não são os únicos vitorianos na “noite”. Porquê estes três?

Esta demonstração de força por parte da direcção chega um pouco tarde. O Vitória está ingovernável há muito e essa instabilidade já se estendeu ao balneário há tempo suficiente para ser facilmente notado. Castigar agora parece uma espécie de maquilhagem de três anos de mão governo do clube e de responsabilidade por uma crise que, mais do que financeira, é de identidade, no maior clube do Minho.

Além disso, Targino e Pele são apenas os “bodes expiatórios” desta desvairada estratégia. São os mais novos do plantel e, por isso, os mais facilmente castigáveis. Ainda para mais “põem-se a jeito” – a bem da verdade –, pelo que para o comum vitoriano facilmente se coloca os “miúdos” no lugar de culpados.

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Olá a todos.
Estou a escrever desde Barcelona. Cheguei à cidade há uma semana e por cá vou ficar cerca de meio ano ao abrigo do programa Erasmus. Depois de um início complicado, as coisas estão a começar a correr num ritmo que me vai permitir manter actualizado o contacto com Guimarães. Por isso, o Colina Sagrada não vai parar. E esta experiência na capital Catalã até pode servir de ponto de partida para algumas discussões sobre Guimarães.

Continuem a passar por aqui...
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Ó senhores do CCVF, tomem lá a dica. Mas tragam-nos cá só depois de Julho que eu até lá estou para fora...
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Sobre a cultura

Escrevi isto aqui. Decidi dar-lhe destaque em espaço prórprio e amplificar a discussão necessária. Afinal, se vamos ser a Capital da Europa na Cultura temos que começar por nos afirmar na Região.
"Também tenho sido algo crítico do CCVF e da sua política de programação. Acho que lhe falta um sentir mais jovem capaz de "atacar" a população universitária da Região e torna-la fiel à casa. Falta-lhe também definir uma clara área priveligiada (O Circo fê-lo desde logo, seguindo a dinâmica que o Paulo Brandão trazia da Casa das Artes).

No entanto, não posso concordar que o CCVF perca em todos os campos em relação aos "concorrentes" de Famalicão em Braga. Desde logo porque o Vila Flor e a Oficina souberam abri-se a Guimarães, acolhendo por exmplo o Cinceclube local (haverá cartaz de cinema com melhor qualidade na Região?). Além do mais o CCVF ganhou a aposta do serviço educativo e lançou o Cartão CCVF que, aposto, vai ser um modelo a seguir em breve pelas outras casa de espectáculos do país.

Permitam-me também que conteste duas afirmações. Tanto quanto sei a programação do Café Concerto é da responsabilidade da Oficina. Do mesmo modo, e apesar do mérito indiscutível do Convívio, Guimarães não teria o melhor festival de Jazz do país se não houvesse uma "máquina" bem oleada como é o casa da Oficina.

Ah! Mais uma coisa... Também eu tenho inveja (uma inveja salutar...) do programa do Circo para o 1º Trimestre e tenho pena que não vá estar por perto para ver Brad Mehldau, Micah Hinson ou mesmo Rodrigo Leão. O mesmo não direi do progrma da Casa das Artes (excepção feita, talvez, a Jene Loves Jezebel, embora confesse não ter especial predilecção) ainda a viver uma crise de indentidade.
E a programação do CCVF está também ela bem apelativa. Nomeadamente nos espectáculos do Café Concerto (Nuno Prata, Garoto ou Vicious Five) e ainda as fabulosas Susheela Raman e Mayra Andrade (que ainda por cima tem aquela fotogenia toda para os cartazes que inudaram a cidade)."
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É ela...

Acabei de ler isto. Dei um salto aqui. E lembrei-me desta discussão.
Quem nota as semelhanças? Estou à espera do cheque, amigos... :)

Mais a sério: gosto da ideia, como sabem. Louvo quem a vai pôr em prática - e conheco-lhe a competência. Guimarães só tem a ganhar.

Post scriptum - causa algum arrepio que um projecto jornalístico seja comandado pela câmara municipal. Se há coisa que eu gosto na área é da separação de águas. O bom senso e a qualidade das pessoas envolvidas impedirá por certo que o meu receio "ideológico" não passe disso.
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(tentativa de graçola com a desgraça do Vitória)

Norton já foi embora. Parece que vem aí o Cajuda.
Mas o problema do Vitória é que ainda fica aí o C'atrapalha.
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Tenho andado desaparecido das lides bloguísticas. Com alguns motivos. Muito trabalho na Universidade e no Comum. A última "odisseia" foi a produção de um debate entre os candidatos à direcção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) que pode ser visto aqui.

Passem por lá...
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José de Guimarães lidera sondagem


A sondagem de opinião on-line que o Colina Sagrada promoveu desde 15 de Outubro demonstrou um apoio claro dos vimaranenses ao nome de José de Guimarães como rosto da equipa que vai liderar a organização da Capital Europeia da Cultura 2012.
Entre os leitores do blog que responderam ao desafio de indicar um nome para comissário da CEC, 32% escolheram o artista plástico vimaranense. Outros 32% de leitores e votantes indicaram preferir um nome alternativo às quatro propostas do Colina Sagrada, sem que, no entanto, tivessem surgido sugestões na caixa de comentários do blog.
Atrás de José de Guimarães surge Jorge Sampaio. O ex-presidente da República, com ligações familiares a Guimarães, recolheu 26% dos votos. Atrás de Jorge Sampaio aparece outro nome da política, Diogo Freitas do Amaral, com 10% dos votos. A outra sugestão do blog para comissário da CEC, Elisabete Matos, não teve nenhum voto.
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Na última sexta-feira, o Theatro Circo, em Braga, recebeu um dos únicos quatro concertos de Antony and The Johnsons na Europa. Por lá vão estar, por exmplo, Moonchild, em Dezembro.
Há umas semanas, na Casa das Artes, em Famalicão, houve Final Fantasy, e por lá passará, em Março, Yann Tiersen.

Pergunta: O que terão estes espaços e estas cidades a mais do que Guimarães e o CCVF para justificarem concertos de tamanha qualidade?
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Gabinete de Imprensa promove curso de fotojornalismo

O Gabinete de Imprensa de Guimarães (GI) – Associação de Jornalistas e Profissionais da Comunicação - organiza, de 20 a 25 deste mês, um Curso Intensivo de Fotojornalismo, em horário pós-laboral.
Esta iniciativa visa aprofundar os conhecimentos ao nível da imagem e fotografia, contando com a orientação de Marques Valentim – conceituado fotojornalista que já representou vários jornais, entre os quais “Correio da Manhã” e “Comércio do Porto”, tendo recebido o Prémio Gandula (Revelação), de Wilson Brasil.
O GI desenvolveu, e desenvolve, uma importante acção no âmbito da formação de profissionais e colaboradores da Imprensa, tendo sido pioneiro nesta área. Nas muitas actividades desenvolvidas pelo GI incluem-se tertúlias sobre temáticas relacionadas com o jornalismo, colóquios, seminários, exposições, lançamento de livros, a edição de um Boletim Informativo.
O Curso está aberto a todos os interessados e realizar-se-à em Braga e Guimarães. As inscrições custam 40 euros para os associados do GI e estudantes, e 60 euros para não-sócios e podem ser feitas por email
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Uma avaria no computador e duas semanas de intenso trabalho afastaram-me do Colina Sagrada. Estou de regresso a partir de hoje.
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Comum de regresso

O projecto de ciberjornalismo, dinamizado pelo Grupo de Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM), comumonline.net está de regresso.
Está diferente, agora mais voltado para a Universidade do Minho e para o Mundo Universitário nacional. E continua a ser um projecto feito por estudantes universitários que funciona como oficina de jornalismo ods estudantes do melhor curso de Comunicação do país.
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CEC 2012: Que comissário?

O Colina Sagrada lança, a partir de hoje, um novo desafio aos leitores. O inquérito on-line que habitualmente é promovido pelo blog centra-se, desta feita, no nome do comissário para a Guimarães 2012.
Quem deve liderar o projecto? Na barra de menu do lado direito do blog está o inquérito e alguns nomes são sugeridos. Mas não hesite em sugerir outras personalidades que estejam em condições de liderar a equipa que vai coordenar a CEC 2012.
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Leitores avaliam postivamente primeiro ano de Vila Flor


Os leitores do Colina Sagrada avaliam de forma globalmente positiva a programação do primeiro ano do Centro Cultural de Vila Flor.
72% dos votantes no inquéirto on-line levado a cabo pelo weblog no último mês, afirmam que a programação do CCVF foi "Boa" (36%) ou "Fantástica!" (36%). No entanto, há 21% de leitores que consideram a programação do CCVF do último ano "Muito má".
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CEC 2012: Contributo para um projecto

Pensar um projecto para a CEC 2012 deve ser tarefa de todos os vimaranenses. Há pouco tempo para fazer propostas, mas as novas tecnologias podem dar uma ajuda – e esta até foi uma semana fértil neste aspecto ao nível da ainda pequena comunidade blogger vimaranense.

Ao nível das infra-estruturas, defendo que Guimarães deve suprir uma grande falha existente ao nível da sua oferta cultural e criar um espaço que possa servir como a grande galeria de artes plásticas que falta à cidade.

A Avenida D. Afonso Henriques deve ser o centro nevrálgico do 2012. Já lá está o Centro Cultural de Vila Flor. Não muito longe está o Zona de Couros – onde nascerá o Campurbis –, a estação ferroviária, os principais hotéis da cidade e logo abaixo o Toural – que segundo o presidente da câmara vai aproveitar a “boleia” do 2012 e da mudança de local do Mercado Municipal para “lavar a cara”.

Mesmo em frente ao CCVF está a fábrica do Cavalinho. Há muito encerrada e votada ao abandono, dá mau aspecto à Centenária Avenida. Defendo que a antiga unidade fabril deve ser integrada no projecto da CEC 2012. Aí poderia ficar instalada a Galeria de Arte de que falava. E ainda sobrava espaço para construir uma espécie de Estaleiro Cultural.

A Capital Europeia da Cultura pode também ser a oportunidade definitiva para construir um metro ligeiro de superfície que faça a ligação, em primeiro lugar, ao Avepark – que deve ser inaugurado no primeiro trimestre de 2007 – e a Braga. Até porque a cidade vizinha deverá vir a ter uma estação da futura ligação rápida à Galiza e Guimarães não pode ficar fora dessa rota – especialmente se não quiser cometer o erro de virar as costas aos galegos na programação da CEC.

Mas não só de infra-estruturas deve viver o projecto para 2012. Guimarães deve lançar eventos de âmbito internacional – festivais de música ou cinema, por exemplo – que possam tornar-se um habitué cultural europeu. Defendo, aliás, uma aposta muito forte no cinema. Guimarães é uma cidade de cinéfilos, mas nunca conseguiu ser uma cidade de cinema. É esta a oportunidade de mudar isso.
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CEC 2012: Que projecto?

Uma semana após o anúncio de Guimarães como Capital Europeia da Cultura em 2012, há já bons sinais por parte dos responsáveis locais para a elaboração de um projecto que dignifique a cidade e o concelho aos olhos da Europa.

O presidente da autarquia local, António Magalhães, já anunciou que quer usar 2012 como uma “oportunidade para lançar a ponte para o futuro”, com uma clara aposta na Ciência e Tecnologia e incluindo mesmo o programa Campurbis no projecto mais abrangente da CEC.

Hoje, em entrevista a uma rádio local, prometeu a construção de “um novo edifício, que represente a ligação entre o passado histórico da cidade de Guimarães” para marcar a data. Embora vaga e ainda frágil, é pelo menos uma ideia com boa intenção.

Belíssima ideia foi a que o director da Oficina, José Bastos, adiantou esta semana: usar a CEC 2012 para lançar uma escola artística de âmbito nacional “em sintonia com a Rede Nacional de Programação de Novo Circo”.

São reflexões que fazem total sentido e que, para já, me deixam numa expectativa positiva em relação ao projecto a apresentar dentro de um mês em Bruxelas.

Porque é importante que se aposte em alguma coisa que fique para o futuro. Para que o 2012 não se esgote num ano de festa na cidade. E não falo só em infra-estruturas, mas em eventos de âmbito europeu que permitam a Guimarães ser Capital na Europa além de 2012.
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Consequências I

A confirmar-se, o Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, trará ao Berço uma série de consequências que mudarão - espera-se! - a face da cidade.
A primeira, e mais imediata, é que António Magalhães vai voltar com a palavra atrás e o mandato em curso não será, afinal, o último do socialista. Magalhães não vai deixar o 2012 nas mãos de outrém. Muito menos se correr o risco de esse alguém ser de outro partido - ou de ontra facção do seu.
Ou seja, em 2009 teremos novamente Magalhães a correr para a reeleição. E o mesmo líder na autarquia até 2014.
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Se o ridículo matasse

Se o ridículo matasse, os Paços do Concelho da cidade de Braga estariam neste momento a ser palco de uma mortandade digna das pestes da Idade Média. Bairrismo? Atentem nesta notícia...

Gosto especialmente desta frase: "Aceitando a decisão, o município de Braga adianta que estará disponível para trabalhar em conjunto com a cidade de Guimarães, “através da cedência de equipamentos culturais que possam ser considerados úteis” para a iniciativa."

Se não os podes vencer, junta-te a eles. Está claro.
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Que comissário para o 2012

O Guimarães 2012 está em marcha. O presidente da câmara, António Magalhães, já adiantou que vai ser criada uma estrutura que coordene o processo, liderada por uma personalidade local ligada à cultura: “Teremos alguém que se responsabilize quer pelos projectos culturais, quer pelas obras em infra-estruturas e de recuperação urbana que forem necessárias”.

Não sei se Magalhães – e o Governo – estão a pensar em alguém com um perfil mais técnico ou numa figura de inegável projecção cultural que seja capaz de transmitir o seu prestígio ao evento. Mas penso que que faria mais sentido alguém com o segundo perfil. Nesse caso, José de Guimarães seria o nome certo para comissário do Guimarães 2012. Vimaranense, artista de relevo internacional, é o homem indicado para o lugar.

Bem sei que as relações entre o poder autárquico e José de Guimarães não são as melhores - tanto mais que a oposição local insiste em fazer gincana política com o nome do artista plástico –, mas a ocasião exige que se atirem estas “guerras” para trás das costas.

Se não for José de Guimarães, quem mais pode ser o comissário do CEC 2012? Façam as vossas apostas…
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Presente envenado?

Temo que o apoio governamental à candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura seja um presente envenenado.
O Tribunal da Relação tem os dias contados e Centro Ibérico de Investigação&Desenvolvimento vai para Braga.

Espero que o meu pessimismo me traia e este cenário não se confirme, mas receio que venha a ter razão.
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Reagi, há pouco, com expectativa, ao anúncio da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura (CEC). Tenho agora mais algumas informações que me permitem olhar com redobrada alegria para a notícia.

1. As Capitais Europeia da Cultura em 2012 serão indicadas por Portugal e Eslovénia, por decisão da União Europeia, que tornou rotativa entre os países a indicação das cidades anfitrãs da iniciativa.

2. A ratificação da decisão final será tomada em reunião de Conselho de Ministros da União Europeia, já nos próximos dias 12 e 13 de Novembro. Ou seja, resta pouco tempo para a reunião, e assim pouco espaço para que possiveis manobras de bastidores de última hora desviem Guimarães da rota da CEC.

3. Este é, inequivocamente, uma triunfo em toda a linha para Guimarães. Pela distinção em si. Mas também por ter ganho a corrida, numa primeria fase, a Coimbra, e, mais recentemente, a Braga. Sem querer entrar pelos bairrismos bacocos, é saboroso derrotar assim a petulância bracarense no que a este tema concerne.
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Batam palmas... De pé!

A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, acaba de anunciar, em conferência de imprensa, que Guimarães será candidata a Capital Europeia da Cultura em 2012. Uma grande notícia!
Apesar de ainda não estar confirmada a escolha, o simples facto de Guimarães ser a candidata nacional escolhida pelo Governo é nota de destaque. Tanto mais que a Ministra da Cultura foi a primeria a enumerar as virtudes da cidade Berço na corrida a 2012: "um centro histórico exmplarmente recuperado, o Centro Cultural de Vila Flor, o excelente pavilhão Multiusos e boas acessibilidades".
É a oprtunidade de ouro para Guimarães se afirmar em definitivo. Com as consequências que podem daí advir no nosso panorama cultural, turístico e de infra-estruturas.
Nos próximos dias vou voltar ao tema.
Um fim-de-semana de triunfo para a autarquia. Além de ter o governo em peso a preparar a presidência europeia portuguesa do próximo ano no Vila Flor, Guimarães ainda sai com este presente do Executivo nacional. Duplo triunfo para Magalhães. E para nós, vimaranenses!
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GMR TV

Dei, este fim-de-semana, de caras com as primeiras emissões do Porto Canal. Apesar do nome, o novo canal quer ser a TV de todo o Norte. O que é basicamente o mesmo que dizer que o “lisboacentrismo” se combate com um “portocentrismo”. O que não deixa de ser incoerente.

Quanto a mim, Guimarães devia ter o seu próprio canal de TV. Quanto mais não fosse emitido on-line. O Colina Sagrada lança aqui um desafio aos seus leitores: sugiram programas para 24 horas de emissão da GMR TV. E já agora, quem seriam os seus apresentadores?

Lanço a primeira acha: Zeca Paulo a apresentar o programa da manhã, num misto de Você na TV e Monty Python.
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No início da época ouvia-se à boca pequena - mesmo em Guimarães - que o Vitória seria uma espécia de "Benfica da II Liga", capaz de arrastar multidões, gerar receitas extraordinárias e motivar os adversários para os confrontos da temporada.
Escusado era levar a coisa tão a peito...
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Vergonha na cara...

Costumo passar por aqui para ler a fantástica prosa humorística dos senhores. Desta vez - a primeira? - escrevem mesmo a sério.
O artigo é assinado pelo Zé Diogo Quintela e é uma das mais desprendidas e perspicazes ensaboadelas que o jornalismo (???) desportivo nacional levou nos últimos anos.

Para levar a sério. E ganhar vergonha na cara.

É por estas e por outras que a profissão está como está. Haverá quem lhes queira seguir as pisadas?

(Entretanto, encontrei aqui outra crítica bem esgalhada ao mesmo título. Assertivo!)
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Um ano de CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor comemora hoje um ano de actividade e este costuma ser um tempo de balanço. E o balanço a fazer de um ano de CCVF não deixa de ser positivo, embora fique alguma sensação de desilusão.
A programação inicial do CCVF prometeu. Madredeus a abrir, “Batalha de arroz num ringue para dois” não muito depois. Kimmo Pohjonen, David Fonseca – e haveria Nicola Conte não fosse o concerto ter dado em fiasco, que passou despercebido nos media locais… – , teatro, cinema… O primeiro trimestre do Vila Flor teve programação em qualidade e quantidade.

O problema foi o CCVF não ter conseguido cumprir as expectativas. O primeiro semestre de 2006 foi muito pouco conseguido em termos de programação. Um ou outro espectáculo de maior qualidade… E pouco mais! Além disso, o Vila Flor ainda não se definiu. Não decidiu se quer ser uma casa de artes elitista ou popular. Por isso é capaz de levar ao mesmo espaço Santos & Pecadores e Fingertips, Linda Martini e Dead Combo, Bernardo Sassetti e a orquestra metropolitana de Lisboa.

Olhando pela positiva, o CCVF conseguiu finalmente dar a Guimarães uma casa de espectáculos com condições para atrair grandes nomes. E ao nível do que a cidade – e a exigência de qualidade dos vimaranenses frequentadores deste género de espaços – exigem.

Há ainda a salientar a constante dinamização de um dos mais bonitos espaços que a cidade, agoram, possui: os jardins do Centro Cultural, com exposições e instalações – e os concerto no Verão – que valem a pena. Por ouro lado, o teatro Oficina tem finalmente uma casa digna para estrear as suas produções e fazer crescer os seus padrões de qualidade.

Um dos grandes beneficiados com a abertura da nova casa de espectáculos foi o Cineclube. A boa programação que o Cine vimaranenses já oferecia, teve agora maior exposição e ofereceu melhores condições aos associados. Resultado: um enorme crescimento do número de sócios. Mas o Cineclube de Guimarães não se ficou por aqui e aproveitou o novo espaço para organizar ciclos de cinema e trazer a Guimarães um extensão do INDIELisboa. De resto, o Cineclube tornou-se mesmo num dos principais dinamizadores dos Auditórios do CCVF.

Quanto ao programa de aniversário: está giro. Isso mesmo: giro. Acho giro que se ofereça o pequeno-almoço nos jardins e que se promovam visitas aos bastidores do Vila Flor. Acho giros os ateliers para crianças e famílias e acho gira a exposição da fotógrafa oficial da casa. Mas falta sal à data, que nem o concerto de Elisabete Matos – finalmente Guimarães acordou para o talento da cantora lírica vimaranenses – parece trazer.

Post scriptum – Fora da cultura, há um rábula a marcar o primeiro ano do Vila Flor. O espaço que foi “vendido” aos eleitores como futura casa da Assembleia-municipal, mas acabou por apenas receber um par de sessões daquele órgão autárquico. Os vimaranenses nem deram por isso. E a oposição assobiou para o lado… outro valores mais altos se levantaram!
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Gualterianas com programa pobre


Segundo o inquérito promovido pelo Colina Sagrada, a maioria dos vimaranenses considerou o programa do Centenário das Festas da Cidade e Gualterianas "pobre".
50% dos votantes foram dessa opinião, ao passo que 20% consideraram o programa "muito bom". A mesma percentagem de votantes considerou o cartaz "igual" ao de anos anteirores. Apenas 10% dos votantes consideraram o programa das Gualterianas 2006 "pior" do que o habitual.

A partir de hoje estará on-line nova votação. Desta feita, proponho um balanço de um ano de actividade do Centro Cultural de Vila Flor.
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Se fosse ao contrário…

Os vitorianos são apaixonados no apoio ao clube. No último domingo, na Póvoa de Varzim, foram quase 4 mil a assistir a um jogo que teve transmissão televisiva e se realizou às 11 da manhã. Saúda-se esta entrega ao Vitória – ainda que dentro de campo teimem em esquecê-la.
Mas a ideia de realizar em pleno Passeio Alegre uma Marcha Branca é perfeitamente despropositada. Aquela invasão tem um significado simbólico. Atravessar a principal artéria de um cidade que não a nossa daquela forma é provocação. Uma espécie de complexo colonialista sobre a Póvoa perfeitamente escusado.
Que fariam os vitorianos se Braga, Benfica ou Porto fizessem uma “Marcha Vermelha” ou uma “Marcha Azul” na cidade berço? Não iam gostar, suponho…

Post scriptum – Segundo o Desportivo de Guimarães, os vitorianos “percorreram, em cânticos, a distância que separa o Casino da Póvoa do estádio do Varzim”. Os vitorianos já inventaram de tudo. Desta vez foi um meio de transporte. Se aquilo gastar pouco, vou começar a ir de cântico para a universidade.
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Mesada

Agosto correu rápido. E sem grandes motivos de interesse em Guimarães. Mesmo assim, vale a pena fazer um resumo do que por cá aconteceu

(+)18 anos de “Cinema em Noites de Verão” – O Cineclube de Guimarães já nos habituou a ser uma das poucas associações que passa ao lado da letargia cultural vimaranense. Desde as sessões regulares aos ciclos temáticos, passando pelo incontornável momento que são as sessões de cinema ao ar livre realizados durante o verão no Largo da Oliveira.
Uma iniciava plena de vigor e a caminho dos 20 anos. Os vimaranenses aderiram e o cartaz foi de boa qualidade – capaz de integrar clássicos, sucessos norte-americanos e bom cinema europeu.
E há vontade de crescer, como se depreende das palavras do presidente da associação Carlos Mesquita ao Povo de Guimarães, que espera poder, dentro de dois anos, fazer as sessões em ecrã scope.

(=)Jornais vimaranenses – Toda a gente merece férias, mas o mundo não pára em Agosto. A irritante mania dos jornais vimaranenses em fazer férias durante este mês é mais um sintoma da falta de profissionalismo e visão empresarial que marca o jornalismo regional – e o vimaranense com curiosa intensidade.
As receitas baixam, porque não há publicidade, e é preciso pagar os salários aos jornalistas e demais funcionários – bem como o subsídio de férias. O resultado só pode ser um claro desequilíbrio financeiro. Além de que as vendas em banca, com a presença dos emigrantes, podiam ser uma boa fonte de receita no Verão. Houvesse visão e coragem.
Depois estranham a crise…

(-)E mandá-los embora? – O Hospital de Guimarães andou nas bocas do mundo.
Primeiro foi a criança que entrou nas Urgências com “queimaduras de cigarros”, que afinal não passavam de uma infecção por uma bactéria. Depois os carros de luxo que a administração comprou, e que levaram Correia de Campos a perder aquela postura seráfica que o caracteriza.
O caso da menina atendida pelo serviço de urgência é de uma irresponsabilidade a toda a prova. Em primeiro lugar, do clínico – ou clínicos – que fizeram um mau diagnostico. Depois, da Administração dos Hospital – e do seu departamento de Comunicação, se o houver – que deixou sair a notícia para o tablóide da região e, mais tarde, se escusou a pedir desculpa à família ou a assumir o erro. Pelo meio, a menina foi entregue a uma tia pela Comissão de Protecção de Menores, que culpou sem provas a mãe da criança – também um claro caso de incompetência.
Como se não bastasse, a Administração do Hospital Senhora da Oliveira comprou três viaturas de luxo, o que levou o Ministro a emitir um despacho em que proibia os conselhos de administração dos hospitais de realizarem qualquer compra “não directamente relacionados com o objecto do estabelecimento de saúde”.
Dois claros sinais de incompetência que, se houvesse seriedade, davam direito a reprimenda. Ou então a guia de marcha…
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Back in business

As férias terminaram ontem: aqui. Com estes enormes senhores.
Compromissos profissionais absorvem-me por completo até amanhã. Prometo voltar depois disso. Para continuar a acompanhar o presente de Guimarães.

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Pausa para respirar

Vou parar para respirar. O blog não vem comigo. Durante duas semanas é pouco provável que por aqui esteja. Volto na recta final de Agosto. Com novidades saborosas para comentar, espero.

Boas Férias!
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Centenário da Marcha Gualteriana

Polémicas à parte, Guimarães festejou durante o último fim-de-semana – a primeira semana foi um mau ensaio – o Centenário das Festas da Cidade. A noite de ontem marcou o final das festividades, com o número maior das Festas, a Marcha Gualteriana.

Em ano de Centenário, a Associação Artística da Marcha Gualteriana homenageou os principais responsáveis pelos 100 anos de sucesso: Os obreiros da Casa da Marcha e a cidade de Guimarães e os vimaranenses.

Como já aqui escrevi, a marcha Gualteriana é mais uma prova da diferença que marca a forma de estar das gentes de Guimarães. Não fazemos marchas, fazemos A Marcha. Não partimos a cidade em bairros que se defrontam, unimos os vimaranenses em torno de um objectivo comum. Com sucesso há 100 Anos.

Estava com especiais expectativas sobre a Marcha deste ano. E não saíram defraudadas.
Os carros alegóricos especialmente cuidados – salvo a excepção do terceiro carro, dedicado à Economia; Guimarães como pano de fundo fundamental – a igreja do santo que dá nome à Festas pela primeira vez em muitos anos representada no carro da Cidade, a Penha, outro ex libris de Guimarães também “esteve” na Marcha, assim como a lenda maior da nossa mitologia vimaranense; E muita gente na rua.

Ainda não há números oficiais, mas arrisco algo próximo dos 150 mil espectadores. O que é fantástico. De resto, as Gualterianas deste ano pareceram-me especialmente concorridas. Arrisco duas explicações: O Centenário chamou de facto mais gente, mas, mais importante que isso, os vimaranenses ficaram pela cidade durante esta semana, mais do que habitualmente acontece – sinal da crise?

Fiquei de olhos sorridentes com o carro dedicado às crianças. Talvez porque sou um puto crescido. Mas ninguém ficou, por certo, indiferente à multiplicidade de cores e ao fantástico trabalho dos electricistas que ali estava feito. Muito bonito!

O grande triunfo da Marcha Gualteriana deste ano esteve, a meu ver, nos números vivos. Pela primeira vez desde que assisto à Marcha Gualteriana, não houve escolas de Samba. Era uma das coisas que me causava solene irritação: Porque haveria um evento que serve para valorizar o que de melhor há em Guimarães e na região que a cidade lidera de ser polvilhado por ritmos brasileiros e meninas seminuas?


Com a diversidade de costumes que a região apresenta, nada melhor do que chamar os grupos de teatro, os ranchos folclóricos e grupos de bombos para animar as ruas. Os bonecos electrificados, que normalmente chegavam ao Toural em cangalhos, eram este ano muito mais e coordenados. A crítica mordaz não foi esquecida – com o Vitória à cabeça. E ainda houve espaço para representações de momentos históricos vimaranenses – a vida da Citânia de Briteiros, a promessa de D. João I à Senhora da Oliveira, etc. Aposta ganha!
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Uma proposta para férias

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Bolonha e a UM

“Cerca de 50 docentes do Ensino Superior poderão ser despedidos, em três estabelecimentos do Norte do País, por causa da adaptação dos cursos ao Processo de Bolonha”, noticiava a Visão na sua edição da passada semana.
Bolonha será, mais do que a propalada revolução no Ensino Superior europeu, isto mesmo: uma correcção economicista do suposto sobredimensionamento das Universidades Públicas. Reduz-se o número de anos de formação financiados pelo Estado, reduz-se o número de professores e adapta-se a formação às necessidades do mercado, esquecendo a vertente académica.
Ganha o Estado, ganham os gestores das faculdades, perdem os alunos: Formar um Sociólogo ou um Biólogo em cinco anos não é o mesmo que o formar em três, por muito que nos queiram convencer do contrário.
Destes 50 professores em risco, “cerca de 35”, são docentes na Universidade do Minho. E entre os 35 da UM, 15 são professores do Instituto de Ciências Sociais, ou seja, quase metade.
Não acredito que esta seja a única Escola sobredimensionada na UM. Tampouco aquela que tem piores investigadores e docentes – o Centro de Estudos de Ciências da Comunicação da UM foi considerado o melhor do país, assim como a sua licenciatura em Comunicação Social.
A questão aqui é outra. O afastamento destes 15 elementos do ICS é político. Moisés Martins, o presidente do ICS da UM, foi o adversário do actual Reitor, Guimarães Rodrigues nas últimas eleições na academia. O ICS é a única voz crítica dentro da UM e a única Escola capaz de questionar o projecto da actual Reitor para Bolonha. Que melhor maneira de mostrar quem manda do promover uma “sangria” entre os principais opositores?
Moisés Martins alertou durante a campanha eleitoral na UM para os tiques absolutistas do actual gestor da UM. Este é um exemplo. E esta semana chega mais um: À Visão, o António Guimarães Rodrigues respondeu à questão dos despedimentos com um evasivo “não comento”. Elucidativo…
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Vimaranenses acreditam


Os vimaranenses parecem acreditar na subida do Vitória à I Liga. Os comentários na cidade e nos vários locais onde se discute o clube na Internet são de crença nas potencialidades da equipa construída por Luís Norton de Matos.
A sondagem que Colina Sagrada realizou ao longo das últimas semanas via no mesmo sentido. Em 22 votantes – a amostra é muito reduzida, é certo –, 73% acreditam na subida do Vitória – 55% acham que o Vitória poderá mesmo ser Campeão da Liga de Honra.
Esperemos que a equipa confirme as previsões.

A partir desta tarde estará on-line nova consulta.

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Semanada III

(+) Arte contemporânea no teleférico – O projecto Teleférico que, desde o dia 22, leva Arte Contemporânea ao cais inferior do teleférico de Guimarães, é um dos poucos exemplos – felizmente um bom exemplo – de actividade cultural extra égide municipal. Só por isso saúda-se. Mais positivo é por ser feito por gente jovem, disposta a criar um movimento de vanguarda numa cidade por vezes extremamente conservadora. O Laboratório das Artes já nos vai habituando a isso.
O projecto “visa a ocupação de um espaço singular, transportando-o para uma promoção da Arte Contemporânea nas suas diversas áreas e expressões artísticas”. A ideia de o levar a cabo num espaço que já foi coqueluche vimaranense – mas que ainda não se livrou da etiqueta de luxo de novo-riquismo sem sentido – é também inteligente.
Teleférico contempla duas exposições com 15 artistas cada e pretende criar condições de recepção, reflecção e divulgação de práticas e pensamentos artísticos contemporâneos. Até 11 de Setembro aconselha-se a visita.

(=) – Centenário da Marcha Gualteriana – Não vou voltar a bater no ceguinho. Sobre as Gualterianas já disse tudo. Mas o programa pobre retira brilho à data, ainda que esta semana tenha sido de justas homenagens aos principais fazedores das Festas.
Os grandes obreiros destes 100 anos foram homenageados. Justamente. A rua onde a Casa da Marcha está sedeada recebeu o seu nome. Na mesma ocasião, foi inaugurado, junto ao edifício, um monumento evocativo da efeméride.
Um trabalho de investigação de Armindo Cachada foi dado à estampo por estes dias, ao passo que o Cybercentro anunciou a realização de um documentário sobre a Marcha Gualteriana. Iniciavas que dignificam o número maior das Festas da cidade e aqueles que ao longo de um século deram o seu saber e esforço em prol da instituição.
A Marcha é um símbolo do que distingue o vimaranensismo: Enquanto noutras terras as marchas se fazem de rivalidades entre bairros, que se digladiam todos os anos, em Guimarães, a cidade une-se para fazer uma festa que é comum. Há 100 anos.

(-) – Câmara não mexe no IRS – Sobre a crise das finanças vimaranenses já falei na passada semana. A última reunião do executivo trouxe mais alguns dados para a análise da questão. A câmara vai cortar o apoio às obras nas freguesias e os subsídios – alguns fazem tão pouco sentido que a medida já chega tarde – como pode ainda vir a acabar com o apoio às IPSS’s.
A nova lei das finanças locais vai deixar os municípios com a corda ainda mais apertada e Guimarães não vai ser excepção. Uma das novidades que o novo diploma prevê é que cinco por cento do valor do IRS pago pelos contribuintes de cada concelho seja canalizado para as autarquias. Desses, três por cento podem, ou não, ser deixados nos bolsos dos contribuintes. Dada a crise que afecta as contas do município, e também a fraca receita que Guimarães arrecada – em função da baixa media salarial do concelho – a edilidade vai querer receber a verba por inteiro.
Do ponto de vista económico percebe-se. A justificação de Magalhães surge precisamente desse ponto de vista: “Para que os valores que vêm para as câmaras sejam os mesmos que vêm agora, temos que contar com os cinco pontos do IRS”.
No entanto, esta parece-me mais uma medida para afastar as pessoas. Se Famalicão ou Braga não alinharem pelo mesmo diapasão, um casal em início de vida não preferirá ir viver para fora do concelho e ganhar com isso uns euros mais no orçamento doméstico?
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O que é isto...?

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É fazer as contas…

Gosto de Futebol, mas percebo pouco dos negócios que o envolvem – e faço um esforço por não os perceber, não fosse deixar de apreciar a beleza do jogo.
Vem isto a propósito da próxima época do Vitória. Na última Assembleia-geral, pouco mais de 50 sócios aprovaram o Orçamento do clube para a próxima temporada. Para o futebol profissional está previsto um orçamento anual de 2,5 milhões de euros.
O Vitória vendeu, neste defeso, os seus dois mais importantes activos. Sebastian Svärd vai para o Borussia de Mönchengladbach e Marek Saganowski (na foto) para o Troyes. Segundo a imprensa desportiva, Svärd saiu por um milhão de euros e Sagan por 1,6 milhões. Ou seja, juntos fizeram entrar nos cofres do clube 2,6 milhões de euros. O que equivale a dizer que pagaram a época. Como diria António Guterres: “É fazer as contas…”
Ou seja, a partir daqui é lucro. Os mais de dez mil lugares anuais vendidos, as quotas dos mais de 23 mil associados, os patrocínios e as receitas de bilheteira, etc. Ou estarei a perceber mal o negócio que envolve o futebol?
foto daqui
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Semanada II

(+) Bombeiros recolhem óleos alimentares usados – A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães estabeleceu uma parceria com um o CVR – Centro de Valorização de Resíduos, da Universidade do Minho (UM), tendo em vista a recolha de óleos alimentares usados.
O objectivo é transformar os óleos domésticos em Biodiesel, uma energia “verde” que será utilizada pelos carros de incêndio dos Voluntários de Guimarães. Para tal, a sede dos Bombeiros contará, a partir de amanhã, com um oleoponto onde a população de Guimarães deverá colocar os óleos utilizados em casa.
A iniciativa é em tudo louvável. Primeiro do ponto de vista ambiental e cívico: reduz a poluição – nas redes de saneamento e, por via indirecta, nos cursos de água – e permitirá alimentar as viaturas dos Bombeiros de forma mais barata e menos poluente.
Mas também do ponto de vista associativo. È bom que uma instituição com a dimensão dos Bombeiros de Guimarães dê o exemplo e mostre saber fazer aquilo que poucos fazem: aproveitar as sinergias resultantes da existência em Guimarães de centros de excelência associados à UM.

(=) Gualterianas –aqui escrevi sobre o programa das Gualterianas. Pobre, sem novidades, esquecendo que é de Centenário a edição 2006 das Festas da Cidade.
A organização das Festas esteve também mal na forma como anunciou o programa. No início da semana já aqui tinha escrito sobre ele, uma vez que este já tinha sido anunciado no sítio da Oficina. Mas a apresentação oficial só teve lugar na sexta-feira. Ou seja, os jornais da cidade não trazem o programa – embora este já seja conhecido – porque ele só foi anunciado formalmente no dia em que as edições estão nas bancas.
Por falar em mau serviço: o que dizer da forma como a cidade está iluminada? Não gosto dos motivos populares, mas respeito que é esse o cariz da festa. Contudo, o mau gosto tem limites. Um projector que ilumina a igreja de S. Pedro no Toural com cores diferentes de três em três segundos é mau. Luzes azuis – tipo tunnig – na muralha mais emblemática de Guimarães, é insultuoso.
Alguém acha aquilo bonito?

(-) Crise orçamental no Município – Adivinhava-se o cenário. Mas a forma como o vice-presidente da Câmara, Domingos Bragança o traçou na última Assembleia municipal é assustador.
Bragança confirmou que a autarquia está no “limite do endividamento” e que, desse modo, os investimentos autárquicos vão ser travados. De resto, apenas a circular sul/nascente e a ligação ao AvePark não serão afectados, uma vez que as verbas resultam de protocolos com o Governo central e a União Europeia.
Na mesma sessão, o líder do PS vimaranense afirmou que as estradas “rasgadas e em mau estado” existente “um pouco por todo o concelho” só poderão ser arranjadas num prazo de dois a três anos.
Ou seja, enquanto o concelho – todo – paga o estádio, o CCVF e o novo mercado, vamos continuar a mudar de pneus e suspensões de carros com maior frequência.
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Homanegem clandestina

Já aqui tinha falado das homenagens que a Câmara de Guimarães e o Vitória vão prestar a Fernando Meira.
Hoje surge a notícia de que a homenagem por parte da autarquia acontece amanhã, num restaurante de Moreira de Cónegos.
Meira não merecerá uma demonstração pública do afecto que os vimaranenses nutrem por ele?
Então, porquê esta cerimónia quase clandestina?
foto retirada daqui
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Centenário sem brilho


O programa das festas Gualterianas 2006 foi ontem apresentado. Sem grandes inovações.
Se exceptuarmos a realização da Batalha das Flores e do Cortejo do Linho – que acontecem no mesmo ano a título excepcional – e o facto de as festividades terem sido alargadas a dois fins-de-semana, não há novidades dignas de registo.
Aliás, as Festas da Cidade, em ano de Centenário, mereciam um pouco mais de brilho na programação. As festas são populares e não se lhes pode roubar esse cunho, mas a data é única e deveria ser assinalada com a pompa merecida.
É bom que se mantenham os espectáculos musicais populares, a corrida de cavalos ou a tourada, números incontornáveis e de inquestionável adesão popular. As arruadas, a feira franca ou a feira pecuária também merecem o seu espaço. Mas alargar o programa a duas semanas não deve ser só a forma de encaixar mais uns cobres com o aluguer dos espaços para as barquinhas e diversões infantis.
A Marcha Gualteriana é um dos ex-libris das Festas – e da própria cidade – e por isso é intocável. Mas merece mais brilho e uma maior divulgação e exposição mediática. E é esse trabalho que falta fazer.

Post scriptum – sou um amante de música e habituei-me a que as Gualterianas fossem um dos momentos em que Guimarães oferecia música à população. Este ano alguém se esqueceu desse pormenor.
Há lá um espectáculo, sim senhor. De uma tal Banda Eva. Certamente a melhor opção do pobre cardápio da AudioVeloso. Mesmo assim sem a qualidade e o brilho que Guimarães e as suas centenárias festas mereciam. O facto de os promotores serem de Guimarães justifica tão má escolha?
foto: A Oficina
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Nota solta

Não tem a ver com Guimarães, mas devia fazer-nos pensar a todos, no país.
Em Itália – que até conhecido como um país de corrupção e máfia – “justiça” é uma palavra com sentido no futebol. Em menos de dois meses, a justiça italiana recolheu provas, julgou e condenou os quatro clubes que compravam resultados na Série A.
No próximo ano Juventus, Lázio e Fiorentina jogam a Série B e o Milan fica de fora da Liga dos Campeões, e começará a Séria A com 15 pontos negativos.
Sem medo de condenar os grandes – e a Juve a Milan sou os dois maiores emblemas do país no que ao futebol diz respeito –, foi célere a justiça transalpina. E puniu exemplarmente quem desvirtuou a competição.
No último domingo, esta mesma Itália sagrou-se Campeã do Mundo de futebol.
Portugal tem um processo semelhante a correr nos tribunais há quase três anos. Ficamos nas meias-finais do Mundial. Com uma equipa quase exclusivamente constituída por emigrantes. E alcançando um feito com 40 anos. Será por acaso?
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Semanada I

Colina Sagrada inaugura aqui um novo espaço. Semanada pretende ser um espaço de análise da vida vimaranense. No final da semana, o que de melhor e pior se passou em Guimarães estará aqui.

(+) Infantis do Francisco de Holanda Campeões Nacionais – No espaço de um mês, dois títulos. Em Junho, foram os iniciados que se sagraram Campeões Nacionais. No último fim-de-semana, os infantis repetiram a dose.

Os jovens do “Xico” aproveitaram o “factor casa” e deram uma prova inequívoca do trabalho de qualidade que a formação do clube tem vindo a fazer. Mesmo com dificuldades, o DFH continua a formar grandes craques no andebol, perfilando-se cada vez mais como uma das escolas mais importantes da modalidade a nível nacional. Em exemplo estóico que vale a pena seguir.

(+) A Universidade do Minho e a Câmara Municipal anunciaram esta semana que se vão associar num projecto que visa “a integração da Universidade na malha histórica urbana”. A ideia é recuperar o quarteirão de Couros, que assim poderá será o motor “de uma nova lógica de desenvolvimento económico para a cidade”.
O Projecto CampUrbis prevê a instalação nas desactivadas fábricas de curtumes de um Centro Avançado de Formação Pós-Graduada e de uma Escola de Especialização Tecnológica, assim como um Centro de Artes, um Centro Empreendedor e o Instituto de Design, “grande instituição-âncora” do projecto.

Fazer da Zona de Couros o novo motor da cidade é uma ideia antiga. Que aplaudo. Associar o projecto a uma instituição com a credibilidade da UM faz ainda mais sentido. E trazer o Academia para o centro da cidade é uma decisão acertada, que já devia ter sido tomada há mais tempo. Assim, em 2009, Guimarães terá “nova cara”. E logo na freguesia mais negligenciada pelo poder local de entre aquelas que constituem a malha urbana.

(=) Fernando Meira homenageado – Só peca por tardia a homenagem ao defesa-central da Selecção Nacional de futebol – devia ter acontecido logo após o regresso a Portugal.
Venceu os críticos – ser de Guimarães e ter estado pouco tempo num dos ditos “grandes” é um óbice para que o lobby funcione a seu favor – e impôs-se como uma das melhores unidades da “equipa de todos nós”. Fez exibições soberbas na segunda parte da prova, especialmente contra a Inglaterra e a Alemanha.
Vimaranense – e vitoriano –, lembrou sempre a terra-Natal nas declarações prestadas no final dos jogos e, não raras vezes, aproveitou o “tempo de antena” para fazer passar uma mensagem de força aos vitorianos. Até ao final do mês, a Câmara Municipal e o Vitória vão homenageá-lo. Prémio justo, que subscrevo por inteiro. Só falta o “contrato da vida” para que o ano seja em cheio.
(-) Violência do Centro Histórico – Comércio de Guimarães e Jornal de Notícias dão conta, esta semana, que o Centro Histórico de Guimarães foi invadido por uma vaga de insegurança. São casos de “violência gratuita protagonizados por grupos de jovens organizados”, que acontecem “invariavelmente, aos fins-de-semana”, afiança o Comércio de Guimarães. Assim lido, até assusta…

A violência no Centro Histórico existe. Mas não é tão grave como a pintam. Afirmar que é perpetrada por grupos “organizados” é, no mínimo, irresponsável. Da forma como é descrita, dá a sensação, para quem não conhece a situação, que a violência se tornou uma espécie de desporto oficial da cidade nas noites de sábado.

Sou um dos habituais frequentadores do Centro Histórico nas noites de fim-de-semana. Já tenho assistido a situações desagradáveis. Mas estas acontecem de forma esporádica.
E acontecem tanto aqui como noutras cidades do país. Traçar este retrato de vandalismo dos jovens de Guimarães é injusto e inconsciente.

Há porém uma questão em que estou de acordo: falta policiamento na zona nobre da cidade. Locais como este, que juntam centenas de pessoas, deviam ter uma presença policial mais efectiva – com o efeito dissuasor que dai advém. E logo numa cidade com dois corpos policiais.
Outra questão que esta situação levanta: os jornalistas esquecem-se da sua responsabilidade social? “Que ninguém tenha dúvidas: nas noites do Centro Histórico tem vindo a aumentar a violência” (sic - Comércio de Guimarães). E há números? Ou é a sensação do senhor articulista e cabe-nos aceitá-lo acriticamente?

Com tamanho alarmismo, o Centro Histórico corre o risco de virar Centro histérico.
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Novas funcionalidades

Prometi no primeiro post a seguir à "licença sabática" do blog que este seria um novo início. Estou a tentar cumpri-lo.
Colina Sagrada está hoje de cara lavada, com um novo template. Renovei o hit counter. E inaugurei uma nova funcionalidade: uma sondagem.
O primeiro tema da sondagem é a projecção da nova época do Vitória. Com uma periodicidade de 15 dias a três semanas prometo renovar a pergunta e comentar os resultados. Valem o que valem, é certo – e como eu gosto desta expressão! –, mas podem servir para sentir o pulso à cidade.
Amanhã haverá mais novidades…
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Entre a aldeia e a cidade

No último sábado fui à Feira da Terra, a S. Torcato. Fui um dos 35 mil que, ao que diz a organização, terão passado pelo evento.

Desde o primeiro ano em que esta se realiza, costumo passar por lá. Além das ligações familiares à vila, gosto do ambiente da Feira. Gosto das manifestações da cultura popular. Dos cantares ao desafio e dos ranchos folclóricos; do artesanato tosco e dos restaurantes típicos – vinho tinto servido em malgas e enchidos. Gosto dos produtos da terra – o vinho verde, as frutas, os vegetais e o gado.

E gosto de algumas manifestações do kitsch que por lá se encontram.

Uma dessas manifestações está documentada pela foto. Explicações secundárias? Para quê? É o duvidoso gosto popular – e a recorrente associação fálica dos vegetais – na sua mais perfeita demonstração. É o grotesco puro aos pés do santo da devoção local – e é aí que me encanta a religião, nas suas manifestações populares: tão pouco canónicas e tão pagãs. É o povo que olha deliciado, os comentários machistas… Pode parecer estranho, mas gosto deste mundo. Gosto de saber que somos capazes de rir de nós próprios de uma formas tão desprendida.

Mais abaixo, no mesmo espaço, a banca do mestre Zé. Construtor e vendedor de bombos. E eles – os bombos – lá estavam: peles curtidas e aros bem fixos. Na banca dois miúdos. 13 ou 14 anos. Provavelmente netos do mestre.

Naquele cenário de ritualização da ruralidade, havia uma nota que destoava. Os dois miúdos ouviam hip-hop. Tentavam vender bombos ao som de um beat bem diferente daquele que as peles proporcionam.
Símbolo máximo do movimento-urbano – a par dos graffiti – aquela manifestação artística fora do contexto tem o seu quê de kitsch. E não deixa de ser divertido que os “putos” abanem a cabeça ao som de umas rimas, perante o olhar dos “vizinhos”: a vendedora de mel e chás e o artesão que vendia gaiolas para pássaros.

E este sinal de pós-modernidade em plena manifestação tradicional tem o seu quê de interessante. Provavelmente até vou voltar a ela aqui neste espaço.

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New Begining

Já lá vão oito meses desde que escrevi no blog pela última vez. Desde então tenho andado ocupado. Com isto, que agora acaba. Com isto. E com isto, que é para continuar. Em força, a partir de Setembro.

Agora que terminaram os exames, vou ter mais tempo para o Colina Sagrada. Prometo.

Em oito meses Guimarães pouco mudou. Excepto no campo futebolístico, em que vivemos um ano para esquecer. O Moreirense e o Torcatense desceram de divisão. O Sandinenses, o Ronfe e o Pevidém acabaram com o futebol sénior. Pior ainda: pela primeira vez em 50 anos o Vitória desceu de divisão.
Em Novembro escrevi que a eventual descida de divisão do Vitória seria “catastrófica”. Passado todo este tempo acho que acertei em cheio no termo. Um emblema com mais de oitenta anos de história, 23 mil associados, a quarta média de assistências em Portugal e uma paixão enorme à sua volta, vai jogar a Liga de Honra na próxima época. Guimarães viveu deprimida as semanas longas até à confirmação dolorosa da descida.

O mais estranho foi o que se passou a seguir. Os responsáveis pela descida passaram quase todos impunes – o bode expiatório acabou por ser um franco-tunisino de 1,65m, certamente um dos menos culpados pela catástrofe.

A ausência de alguém com coragem na cidade para assumir as rédeas do clube e a estratégica antecipação da direcção – inteligente, diga-se – deram a volta aos associados. Quando todos pensávamos que iríamos ter uma purga, assistimos a um controlado plebiscito que manteve à frente de um dos maiores símbolos da cidade os seus próprios coveiros.

Desde Novembro que Guimarães está praticamente sem actividade política. De memória só me lembro de um discurso fascista de um deputado “laranja” nas comemorações do 25 de Abril, a que quase ninguém deu atenção. Ou de uma interpelação do mesmo partido à câmara municipal sobre uns terrenos nas costas da Universidade do Minho que ainda não teve resposta. Mas vai ter…

O momento político vimaranense chega a roçar o delírio. Têm dúvidas? Vimos a melhor imagem desse facto há duas semanas. A hipotética contratação por um colosso europeu de um miúdo de 15 anos, jogador de futebol em formação no Vitória, foi tema de discussão em plena reunião de câmara. E com uma proposta hilariante para castigar “os vilões” responsáveis por tamanha malfeitoria.

Daqui para a frente vou estar atento. Por aqui.
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Duas propostas

Aproveito para propor a visita a dois blogues:

Ficheiros Discretos - que eu e três colegas, o Vítor, a Susana e o Michele, alimentamos no âmbito da cadeira de Jornalismo do 3º ano do curso de Comunicação Social da UM.

4800 Guimarães - Um visão sui generis, divertida, mas certeira de Guimarães e da nossa forma de estar.
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Uma nota de humor...

Cavaco corre o risco de perder as eleições... O CDS-PP de Guimarães anunciou o apoio ao antigo primeiro-ministro. Um sério revés!
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Balanço de alguns meses de inactividade

Passadas as férias e as Autárquicas, e agora que o curso começa a dar tréguas – o trabalho tem sido mais que muito –, regresso ao convívio bloguista, não sem antes fazer um pequeno balanço de três meses de vida vimaranense.

  • António Magalhães foi reeleito, com maioria absoluta. Pelo meio deixou mais um mau serviço à democracia vimaranense ao recusar debates com os restantes candidatos à CMG e atingindo o cumulo do ridículo ao fazer um debate a dois com o candidato do CDS-PP;
  • Ainda na política, várias juntas de freguesia do concelho mudaram de mãos nas Autárquicas, o que, sem olhar às mudanças em si, é um bom sinal. O povo sabe – nem todo é verdade – que é de mudança que se faz a evolução;
  • Entretanto, os órgãos autárquicos tomaram posse, com novas caras e com um “novo” presidente da CMG. Magalhães apareceu após a reeleição com um discurso morto, sem alma e sem ambição. Não lançou nenhum objectivo para o mandato – como vinha sendo seu timbre – e escudou-se na desculpa da falta de verbas (Guimarães é o segundo concelho menos endividado do país…). Será que chega ao final do mandato? Ou este discurso apenas está a abrir as portas à saída previsível?
  • O Vitória, apesar da boa campanha europeia, tem sido pouco menos que sofrível, com apenas três triunfos em dez jogos, na Liga e, se as coisas não mudam, corre o risco de ir parar à Liga de Honra. O que seria catastrófico…

Certamente passaram-se outras coisas não menos importantes no concelho e na cidade. Estas são as que neste momento me parecem mais pertinentes registar. Aproveito para lançar o desafio aos leitores. Que outros acontecimento destacariam na vida de Guimarães dos últimos três meses?

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Romper com o estigma

A revista Visão na edição desta semana, publica uma reportagem acerca de algumas das marcas portuguesas que triunfam no mercado internacional. Finalmente, alguém teve coragem para lançar uma lufada de ar fresco sobre o discurso oficial da menoridade nacional, do lamento deplorável de políticos e media sobre os fracassos do país, e abanar – assim o espero – algumas consciências para que se volte a acreditar em Portugal.
Com a devida vénia, cito um parágrafo da reportagem de Cesaltina Pinto e Paula Cardoso que, acredito, ilustra de forma excelente a mensagem que temos de ser capazes de fazer passar: “São empresas portuguesas que perceberam que uma marca é essencial para as transacções no mercado global, que inovar e criar coisas diferentes é meio caminho andado para conquistar nichos de clientes (…). Acabe-se então com o choradinho nacional e contrarie-se a ideia de que somos a “China da Europa” e só sabemos vender mão-de-obra barata.”
De facto, um país que tem marcas como a Throtleman, a Silampos ou a Vista Alegre não pode ser um país menor, nem ter vergonha de assumir como suas marcas de excelência a nível mundial, que ombreiam sem medos com nomes grandes da indústria global.
E entre as 11 empresas escolhidas pela Visão como exemplos de sucesso encontram-se duas empresas vimaranenses: Cutipol e Kyaia – através da marca de calçado desportivo Fly London. Além de um motivo de orgulho para Guimarães, este deve ser encarado como um incentivo a uma nova forma de pensar – e de estar – dos empresários da região. Para seu bem pessoal: deixam assim de ser olhados como patrões empenhados em engordar contas bancárias e compara bólides em leasings nos nomes das empresas e passam a ser “bussiness men” respeitados e dinâmicos; e para bem da região – e de Portugal –, com benefícios óbvios em termos económicos e sociais: cria-se emprego, gera-se riqueza, valorizam-se as pessoas.
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Incoerência

Cheguei de férias e dei logo de caras com uma série de novos cartazes políticos. As Autárquicas são só para Outubro, mas é preciso desde já começar a ganhar votos.
De entre todos os novos cartazes, o que mais me espantou foi o da candidatura do PSD à da Junta de Freguesia de Urgezes. Não só pelo facto de uma Junta de Freguesia, por mais importante que ela seja, justificar tamanha envergadura publicitária, mas – especialmente – porque o actual presidente da Junta e candidato “laranja” à freguesia surge no cartaz com o Centro Cultural de Vila Flor como pano de fundo e o “headline”: “Urgezes vai continuar a crescer”.
Então o PSD, que sempre se bateu contra Vila Flor, defendendo a solução Teatro Jordão, usa a nova valência como mais-valia na campanha autárquica, “vendendo” o equipamento como mérito seu no crescimento de Urgezes?
Chamem-lhe o que quiserem. Para mim é a mais pura das incoerências. Mas a ela já nos vamos habituando no terreno político vimaranense...
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Marcha Gualteriana

Ontem foi dia de Marcha Gualteriana. Depois do cortejo do Pinheiro, nas Nicolinas, este é o maior momento de “comunhão” entre os vimaranenses, uma noite única de identificação das gentes de Guimarães com as suas tradições, no culminar de quatro dias dedicados à cultura, nomeadamente a de cariz mais popular, e à diversão.
Numa época em que milhares de emigrantes regressam a Portugal, de férias, a cidade enche-se de vimaranenses – residentes ou não –, mas também de muitos forasteiros encantados pela cor de que se reveste a cidade Património Mundial.
Sem pôr em causa o trabalho – fantástico, sublinhe-se – dos obreiros da Casa da Marcha que, durante um ano, há quase um século, erguem os carros alegóricos e os fazem desfilar pelas ruas da cidade, este ano dei com uma situação evitável, que, de algum modo, me chocou.
O primeiro carro do desfile é, invariavelmente, o Carro da cidade, dedicado a Guimarães e com os principais símbolos da cidade como ornamentos essenciais. Até aqui nada de mal… Mas a tradicional dedicatória desse carro era, este ano, “ao trabalho desenvolvido pela Câmara municipal” e, na descrição do mesmo, era ainda dito que para o orgulho vimaranense “actualmente, contribui bastante o esforço conjunto de uma equipa que trabalha incansavelmente para que este progresso seja contínuo”.
Às tantas tem sido assim todos os anos e eu é que ando com o sentido crítico mais aguçado, mas em ano de eleições, exigia-se, no mínimo,... mais cuidado!
A Casa da Marcha, como uma das instituições mais antigas e valiosas da cidade devia evitar este tipo de papéis que, não só não a engrandecem, como podem colocar em causa a sua seriedade.