Cajuda fica
Manuel Machado renovou com a Académica para a próxima época. Manuel Cajuda pode assim dormir descansado. O bom trabalho que vem realizando está mais próximo de ser justamente reconhecido.Um dos obstáculos já caiu. Falta agora a resposta desportiva.
Vale a pena ler
David Borges escreve hoje no Sportugal sobre as alegadas agressões a jornalistas por parte de responsáveis da selecção belga de futebol.Vamos jogar?
O meu desafio é simples: se pudessem (admitamos que somos o governo chinês, por exemplo...), qual o vídeo que mandavam tirar do youtbe?
Eu avanço dois. Os mesmos que me fizeram ter esta ideia. Os tristes exemplares são este e este.
Há um novo Vitória
Duas semanas depois de ser eleita, a nova direcção do Vitória está apostada em dar uma nova dinâmica ao clube. Nada que me surpreenda, mas que me apraz registar. Gosto de ver o clube a acordar de um longo pesadelo e a dar passos seguros que permitam colocar o Vitória no lugar que é, por direito, o seu: o de 4ª potência do futebol nacional.
As primeiras decisões da nova direcção do Vitória parecem-me bem acertadas. Anunciar um prémio de subida significativo é um tónico extra para a moral do plantel. A verdade é que, sem deslumbrar, o Vitória consegue solidificar a recuperação encetada nos últimos dias do consolado de Vítor Magalhães – uma espécie de elogio da anarquia, com a equipa a começar a ganhar assim que o presidente “saltou do barco”.
Por outro lado, o fecho do bingo é uma inevitabilidade. Este jogo deixou, há muito, de ser atractivo. Muito menos é uma fonte de receitas para o clube (pelo contrário, dá um prejuízo anual de mais de 150 mil euros, segundo os dirigentes vitorianos).
Já o anúncio da renovação de contrato do júnior Raviola é, antes de mais, de uma força simbólica que só demonstra inteligência. Primeiro que tudo, não é habitual que a renovação de um júnior tenha direito a conferência de imprensa e apresentação formal, como aconteceu ontem. Ainda para mais com a presença do presidente do clube e do vice-presidente para a área do futebol.
Deste modo deu visibilidade a um acto que prova que o Emílio Macedo passa das palavras aos actos em muito pouco tempo. Prometeu apostar na formação e, desde logo, dá um sinal claro disso. Há quanto tempo não víamos um júnior do Vitória ser promovido a profissional? Targino é caso raro nos últimos cinco anos. E pelo meio, o Vitória perdeu pérolas como Vitinha ou Cascavel.
Além disso, era público há uns tempos – especialmente desde que Raviola jogou e marcou com a camisola da Selecção – a perseguição de alguns grandes emblemas, nacionais e estrangeiros. E segurar a jovem promessa é um sinal de força da direcção vitoriana ao mercado e a alguns interesses do mundo futebolístico. De resto, as declarações do “empresário” de Raviola – que nem sequer é reconhecido pela FIFA… – só confirmam isto mesmo.
Já este texto estava terminado e leio que o Vitória tem, desde o início do mandato da nova direcção, um novo director-desportivo.Aqui já “a porca torce o rabo” … Vasco Santos tinha sido indicado na campanha como empresário de futebol com ligações privilegiadas ao Vitória.
Sem conhecer o percurso de Santos, nem sequer conseguir confirmar as acusações que lhe foram feitas, não me deixa nada confortável ver confirmada a sua relação privilegiada com o presidente do Vitória. Quanto mais não seja porque da razão a Manuel Rodrigues. E já tinha aqui dito que tinha receio que algumas das coisas que o candidato derrotado nas últimas eleições estivesse a falar verdade, e não apenas a fazer uma manobra eleitoral.
Além do mais, o Vitória parece alinhar numa nova era do futebol em que cada clube se “vende” a um determinado empresário, evitando assim o “transtorno” que é fazer o seu próprio recrutamento de jogadores. E isso não me agrada. Mas vai assim o negócio da bola, não é?
post scriptum - anda tudo a dormir em Guimarães, ou é impressão minha? O Vasco Santos está em funções há duas semanas e só agora alguém descobriu...?
UPDATE - 23/03 - 17.23: Mais sobre o novo assessor do Vitória aqui..
No aniversário do PG
Nesta casa sabe-se abrir as portas à gente nova e deixá-la desenvolver-se aqui. Assim, também o jornal se valoriza. Por isso este é um projecto diferente, com uma matriz própria, capaz de conjugar o seu dever de informar, com o facto de ser um espaço aberto à colaboração de todos quantos querem fazer da Comunicação, de uma forma ou de outra, um pedaço da sua vida.
É com prazer que me associo aos festejos de mais um aniversário do Povo, esperando que o “meu” jornal saiba interpretar os sinais que surgem na Comunicação Social a tempo de lhes responder e se modernizar. Para que volte a ser uma referência num concelho em que falta uma voz activa nos media, sem deixar de ser uma escola de bons jornalistas e comunicadores."
A edição de hoje do Povo de Guimarães celebra o aniversário do jornal. O pequeno texto que aqui reproduzo é o meu contributo, respondendo deste modo ao desafio do director do jornal para que me associasse aos festejos.
Parados no tempo
Corro os jornais digitais vimaranense e nada... Mais de uma hora depois do jogo ter terminado não há uma única referência ao resultado do encontro que o Vitória tinha disputado. Incompetência pura num suporte em que estar "em cima do acontecimento" é o mais importante.
A Comunicação Social vimaranense está parada no tempo. Ainda não percebeu que tem que entrar na Rede e receber os seus ensinamentos para se poder modernizar e resisitr. E os que já lá estão não entendem as exigências do suporte e limitam-se a fazer um copy-paste manhoso dos conteúdos produzidos para outros suportes. E além de mal, fazem-no tarde.
Valeu que tinha o meu irmão online no messenger e não demorei muito mais tempo até saber do triunfo do Vitória. E do recorde de 23 mil pessoas no estádio. Só a gente vitoriana é capaz disto.
"Um misto de Zandinga e Gabriel Alves"
Depois do que se passou hoje em Leiria - não vi, mas ouvi o relato, li as notícias que já estão online e "aturei" alguns amigos sportinguistas via messenger -, lanço as minhas apostas para o que falta jogar da época. Armado em Zandinga e em Gabriel Alves, portanto.
O Porto A será Campeão mais uma vez. O Porto C ficará com um dos lugares europeus do Campeonato e o Porto B vai vencer a Taça de Portugal.
No dia 27 de Maio acerto contas.
O que vale é que o Vitória agora vai alinhar pelo "sistema"...
Novo Vitória?
Espero que este seja, de facto, o início de uma nova era para o maior clube do Minho. Para já, Macedo da Silva começou por revelar inteligência com um discurso pacificador e comedido. Não é mesmo alltura para festas, porque a crise do VSC ainda não está perto do final. Milo sabe-o e tem consigo gente com capacidade para dar a volta à situação.
Ainda que o projecto seja vazio de novidades, o importante, neste momento, é renovar o Vitória, devolvê-lo à Liga principal e encontrar as bases para um futuro sustentado. E esse caminho é bem capaz de durar os três anos que o mandato terá.
Resta saber por quanto tempo o cimento aguenta o edifício que é a actual direcção do Vitória. É que com Vítor Magalhães também havia uma direcção de gente capaz, de diferentes quadrantes políticos e sociais, mas durou pouco tempo essa união de circunstância...
Com Emilio Macedo Silva as coisas são diferentes. Não é a vontade de destruir o passado que o move. E quererá provar que consegue melhor que Magalhães. Mas - não me perguntem por quê -continuo com medo do "remake".
Os media em (R)evolução
A Rádio Renascença laçou um jornal híbrido, publicado na net, mas para ser lido em papel. Duvido da eficácia da ideia (porque dá muito trabalho a quem lê... E o leitor contemporâneo quer a "papinha feita"), mas pode ser um ponto de partida para uma nova abordagem da informação.
O Público também mudou, embora, como confessei aqui, não tenha ficado muito encantado com a novidade.
Agora é a vez da Visão mudar de cara. Gosto do que já tive oportunidade de ver. O logotipo é arrojado, mas cativou-me à primeira vista. E não perdeu identidade...
A Visão está mais bonita em termos gráficos e parece-me acertada a aposta no Sete, com mais páginas e uma cobertura cultural masi alargada. E a proposta continua a ser "contar histórias de Portugalou de qualquer outro ponto do planeta". Ou seja, o newsmagazine nacional eveolui sem esquecer a matriz que fazem desta publicação um caso de grande sucesso jornalístico e de vendas.
Entretanto, por Guimarães, nada de novo... Até quando?
Aguardo ansiosamente...
Que Vitória sairá das eleições de hoje?Acho que já sei a resposta, mas aguardo a confirmação. Ainda que com medo de que o que foi dito por aqui e que hoje se reporduz aqui e aqui seja verdade e o Vitória possa viver em agonia mais um par de anos.
Tebas
O cineasta vimaranse Rodrigo Areias apresentou a sua primeira longa-metragem. Depois do documentário "Nicolinas", Areias estreia-se com "Tebas", um filme apresentado hoje no Fantasporto.
Não vi o filme, e duvido que o possa ver tão cedo - a menos que o Rodrigo Areias dê um salto a um qualquer festival espanhol -, mas gostei do ambiente visual do trailer que aqui reproduzo. E estou rendido à banda sonora do genial Paulo Furtado (Legendary Tiger Man e Wraygun).
Gosto de ver um vimaranense a afirmar-se numa arte tão dificil de fazer em Portugal. É que "Tebas" não tem um tostão de apoio do Estado.
Turismos
As conversas, nos primeiros dias, giram em torno das mesmas coisas: De onde somos? O que estudamos? Quanto tempo vamos ficar aqui?
- “Qual és tu ciudad?...”, respondiam-me.
Lá se foi a convicção, ao fim dos primeiros dias. Património Mundial, futura Capital Europeia da Cultura, destino turístico fortemente promovido, com direito a zona de turismo própria e tudo… Estava à espera que, pelo menos, uns quantos colegas conhecessem Guimarães. Estava errado.
Atentem, estamos a falar de população universitária, com um nível sócio-económico, em teoria, acima da média. E Gumarães para eles era tão desconhecido como Sobradelo da Goma. Mesmo o único professor com quem até ao momento tive aulas – no curso de língua catalã que estou a fazer – desconhecia a minha cidade.
Bem sei que este não é o “target” etário preferencial da Zona de Turismo de Guimarães. Bem sei que grande parte dos colegas estrangeiros com quem tenho interagido têm um nível de conhecimento geral sobre o mundo que me espantou pela negativa – afinal em Portugal não estamos mal em tudo –, ao ponto de se discutir, um destes dias, em que país ficava Berlim…
Mas, a meu ver, isto não chega para justificar aquilo que se configura como um sintoma de que algo vai mal na promoção turística de Guimarães.
Até agora apenas dois colegas conheciam Guimarães. Sem espanto, eram italianos e sabiam que a sua Selecção tinha jogado na cidade Berço no Euro 2004. O que apenas vem contribuir para aumentar uma convicção que tinha há uns tempos (e que me serviu de argumento quando parecia ser socialmente reprovável apoiar o “faraonismo” do Euro 2004): vale mais um mês como palco da bola, que dez anos de promoção tradicional de Guimarães como espaço turístico.
Afinal parece que a opção estética do Público - que é bonita, sim senhor, mas esquece a identidade do jornal, com a qual eu estava tão idetificado - não passa de uma cópia de alguns títulos europeus, como o Guardian e os meus novos viznhos da Marca.
De algum modo o Público ficou mais lisboeta. Afinal, na capital, os senhores já têm um Afonso Henriques, uma ponte suspensa e um Cristo-Rei "inspirados" em contruções existentes noutras cidades. Que mal faz que o diário de referência naci0nal use identidades gráficas que não são originais?