Parados no tempo
Corro os jornais digitais vimaranense e nada... Mais de uma hora depois do jogo ter terminado não há uma única referência ao resultado do encontro que o Vitória tinha disputado. Incompetência pura num suporte em que estar "em cima do acontecimento" é o mais importante.
A Comunicação Social vimaranense está parada no tempo. Ainda não percebeu que tem que entrar na Rede e receber os seus ensinamentos para se poder modernizar e resisitr. E os que já lá estão não entendem as exigências do suporte e limitam-se a fazer um copy-paste manhoso dos conteúdos produzidos para outros suportes. E além de mal, fazem-no tarde.
Valeu que tinha o meu irmão online no messenger e não demorei muito mais tempo até saber do triunfo do Vitória. E do recorde de 23 mil pessoas no estádio. Só a gente vitoriana é capaz disto.
"Um misto de Zandinga e Gabriel Alves"
Depois do que se passou hoje em Leiria - não vi, mas ouvi o relato, li as notícias que já estão online e "aturei" alguns amigos sportinguistas via messenger -, lanço as minhas apostas para o que falta jogar da época. Armado em Zandinga e em Gabriel Alves, portanto.
O Porto A será Campeão mais uma vez. O Porto C ficará com um dos lugares europeus do Campeonato e o Porto B vai vencer a Taça de Portugal.
No dia 27 de Maio acerto contas.
O que vale é que o Vitória agora vai alinhar pelo "sistema"...
Novo Vitória?
Espero que este seja, de facto, o início de uma nova era para o maior clube do Minho. Para já, Macedo da Silva começou por revelar inteligência com um discurso pacificador e comedido. Não é mesmo alltura para festas, porque a crise do VSC ainda não está perto do final. Milo sabe-o e tem consigo gente com capacidade para dar a volta à situação.
Ainda que o projecto seja vazio de novidades, o importante, neste momento, é renovar o Vitória, devolvê-lo à Liga principal e encontrar as bases para um futuro sustentado. E esse caminho é bem capaz de durar os três anos que o mandato terá.
Resta saber por quanto tempo o cimento aguenta o edifício que é a actual direcção do Vitória. É que com Vítor Magalhães também havia uma direcção de gente capaz, de diferentes quadrantes políticos e sociais, mas durou pouco tempo essa união de circunstância...
Com Emilio Macedo Silva as coisas são diferentes. Não é a vontade de destruir o passado que o move. E quererá provar que consegue melhor que Magalhães. Mas - não me perguntem por quê -continuo com medo do "remake".
Os media em (R)evolução
A Rádio Renascença laçou um jornal híbrido, publicado na net, mas para ser lido em papel. Duvido da eficácia da ideia (porque dá muito trabalho a quem lê... E o leitor contemporâneo quer a "papinha feita"), mas pode ser um ponto de partida para uma nova abordagem da informação.
O Público também mudou, embora, como confessei aqui, não tenha ficado muito encantado com a novidade.
Agora é a vez da Visão mudar de cara. Gosto do que já tive oportunidade de ver. O logotipo é arrojado, mas cativou-me à primeira vista. E não perdeu identidade...
A Visão está mais bonita em termos gráficos e parece-me acertada a aposta no Sete, com mais páginas e uma cobertura cultural masi alargada. E a proposta continua a ser "contar histórias de Portugalou de qualquer outro ponto do planeta". Ou seja, o newsmagazine nacional eveolui sem esquecer a matriz que fazem desta publicação um caso de grande sucesso jornalístico e de vendas.
Entretanto, por Guimarães, nada de novo... Até quando?
Aguardo ansiosamente...
Que Vitória sairá das eleições de hoje?Acho que já sei a resposta, mas aguardo a confirmação. Ainda que com medo de que o que foi dito por aqui e que hoje se reporduz aqui e aqui seja verdade e o Vitória possa viver em agonia mais um par de anos.
Tebas
O cineasta vimaranse Rodrigo Areias apresentou a sua primeira longa-metragem. Depois do documentário "Nicolinas", Areias estreia-se com "Tebas", um filme apresentado hoje no Fantasporto.
Não vi o filme, e duvido que o possa ver tão cedo - a menos que o Rodrigo Areias dê um salto a um qualquer festival espanhol -, mas gostei do ambiente visual do trailer que aqui reproduzo. E estou rendido à banda sonora do genial Paulo Furtado (Legendary Tiger Man e Wraygun).
Gosto de ver um vimaranense a afirmar-se numa arte tão dificil de fazer em Portugal. É que "Tebas" não tem um tostão de apoio do Estado.
Turismos
As conversas, nos primeiros dias, giram em torno das mesmas coisas: De onde somos? O que estudamos? Quanto tempo vamos ficar aqui?
- “Qual és tu ciudad?...”, respondiam-me.
Lá se foi a convicção, ao fim dos primeiros dias. Património Mundial, futura Capital Europeia da Cultura, destino turístico fortemente promovido, com direito a zona de turismo própria e tudo… Estava à espera que, pelo menos, uns quantos colegas conhecessem Guimarães. Estava errado.
Atentem, estamos a falar de população universitária, com um nível sócio-económico, em teoria, acima da média. E Gumarães para eles era tão desconhecido como Sobradelo da Goma. Mesmo o único professor com quem até ao momento tive aulas – no curso de língua catalã que estou a fazer – desconhecia a minha cidade.
Bem sei que este não é o “target” etário preferencial da Zona de Turismo de Guimarães. Bem sei que grande parte dos colegas estrangeiros com quem tenho interagido têm um nível de conhecimento geral sobre o mundo que me espantou pela negativa – afinal em Portugal não estamos mal em tudo –, ao ponto de se discutir, um destes dias, em que país ficava Berlim…
Mas, a meu ver, isto não chega para justificar aquilo que se configura como um sintoma de que algo vai mal na promoção turística de Guimarães.
Até agora apenas dois colegas conheciam Guimarães. Sem espanto, eram italianos e sabiam que a sua Selecção tinha jogado na cidade Berço no Euro 2004. O que apenas vem contribuir para aumentar uma convicção que tinha há uns tempos (e que me serviu de argumento quando parecia ser socialmente reprovável apoiar o “faraonismo” do Euro 2004): vale mais um mês como palco da bola, que dez anos de promoção tradicional de Guimarães como espaço turístico.
Afinal parece que a opção estética do Público - que é bonita, sim senhor, mas esquece a identidade do jornal, com a qual eu estava tão idetificado - não passa de uma cópia de alguns títulos europeus, como o Guardian e os meus novos viznhos da Marca.
De algum modo o Público ficou mais lisboeta. Afinal, na capital, os senhores já têm um Afonso Henriques, uma ponte suspensa e um Cristo-Rei "inspirados" em contruções existentes noutras cidades. Que mal faz que o diário de referência naci0nal use identidades gráficas que não são originais?
Ainda vou pedir o divórcio...
Mais um reforço...
Capucho regressa ao Vitória.
Bem me parecia que as alas vitorianas necessitavam de mais um reforço. É pena que já esteja "entradote"...
Obrigado pelas mensagens.
Ele está vivo...
Pimenta Machado quebrou o silêncio. O homem que durante 24 anos liderou o Vitória dá hoje uma entrevista ao Correio da Manhã onde se defende de algumas acusações pelas quais foi investigado. O timing é perfeito...Pimenta defende-se das acusações dizendo que fez tudo em favor do Vitória. Dou o benefício da dúvida a alguém que deu 25 anos da sua vida ao clube. O ex-presidente afirma que abriu contas na Suiça e em offshores para comprar jogadores para o Vitória, porque o clube estava inibido de o fazer. Mas a responsabilidade dessa situação é claramente sua, já que, como também assume na entrevista, era ele quem "geria e inventava as soluções".

Pimenta assume que o clube tinha uma conta em seu nome – e de “mais três ou quatro pessoas” – e que endossou, para uma conta pessoal, cheques relativos à venda de Pedro Barbosa e Pedro Martins, porque o Vitória lhe devia dinheiro. A acreditar mais uma vez
Pimenta surpreendeu ainda quando se diz vítima de uma cabala. Mas os dados apresentados pelo antigo líder vitoriano fazem pensar. “Os inimigos externos souberam aproveitar a investida da PJ e a minha fragilidade para, de uma vez por todas, se verem livres de mim. Fui uma voz muito incómoda no futebol, e isso paga-se”, diz. E acrescenta: “o Vitória foi grande vítima do sistema, porque lutava pelas posições do Benfica, do FC Porto e do Sporting, para já não dizer do Boavista. Fiz muitas participações para o Conselho de Justiça contra arbitragens que foram sempre arquivadas. Aconteceu isso em 2003/04. Curiosamente, fazia parte do Conselho de Justiça da altura o procurador que me mandou deter”.
O procurador em causa é João Ramos, “que recentemente esteve disponível para fazer parte das actuais listas da FPF, conjuntamente com arguidos do ‘Apito Dourado’. “Dantes faziam-se autênticos roubos e o Conselho de Justiça, do qual fazia parte o sr. João Ramos, arquivava os processos. Em boa hora a PJ entrou no futebol”, termina
Retenho ainda algumas frases: "Quando saí a dívida ascendia, no máximo, a 2 774 699,57 euros. Mas deixei activos em jogadores suficentes para pagar essa dívida. O Nuno Assis, por exemplo, e outros, de quem se desfizeram a custo zero, como aconteceu com o Abel."
"Geri o Vitória com eficácia e a melhor resposta está na gestão desta direcção”.
“Muito dificilmente” voltava a presidir o Vitória.
“Assisto com tristeza à actual situação do clube. Mas já estava à espera de algo parecido, porque quem me sucedeu não tinha um projecto desportivo. Tinha apenas um projecto contra mim, motivado por vingança e ódio e destinado a destruir a minha imagem. Por isso, mais cedo ou mais tarde, o clube tinha de ceder. No campo desportivo, patrimonial e até moral, porque de clube respeitado e até temido o Vitória passou a dócil, submisso e domesticado”.
Nunca pensei vir a estar de acordo com o homem que representou, para mim e para a maioria dos vitorianos da minha geração, alguém que não soube onde acabava a sua época – apesar do inegável mérito que teve na projecção do Vitória e que fazem de Pimenta, queira-se ou não, o melhor presidente que o clube já teve. Mas a última das frases que reproduzo é a leitura mais lúcida e mordaz que alguém já fez do pesadelo que termina a 3 de Março.
Força Rapazes
Amanhã à noite, frente ao Espinho, o Vitória joga uma cartada importante na luta pelo título nacional de voleibol que há uns anos busca. Mesmo longe, torço por eles.Esta é a modalidade que mais me apaixona no Vitória, a única que me leva a fazer quilómetros para assistir aos jogos. Talvez porque acompanhei de perto o projecto desde o seu início. Ou então porque o voleibol é um exmplo de como a marca "Vitória" deve ser gerida e trabalhada, fazendo-o quase de maneira antagónica às duas últimas direcções do clube.
Amanhã às 23h30 quero um SMS a dizer: Vitória 3-0 Espinho. ;)