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Aguardo ansiosamente...

Que Vitória sairá das eleições de hoje?

Acho que já sei a resposta, mas aguardo a confirmação. Ainda que com medo de que o que foi dito por aqui e que hoje se reporduz aqui e aqui seja verdade e o Vitória possa viver em agonia mais um par de anos.
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Tebas


O cineasta vimaranse Rodrigo Areias apresentou a sua primeira longa-metragem. Depois do documentário "Nicolinas", Areias estreia-se com "Tebas", um filme apresentado hoje no Fantasporto.
Não vi o filme, e duvido que o possa ver tão cedo - a menos que o Rodrigo Areias dê um salto a um qualquer festival espanhol -, mas gostei do ambiente visual do trailer que aqui reproduzo. E estou rendido à banda sonora do genial Paulo Furtado (Legendary Tiger Man e Wraygun).

Gosto de ver um vimaranense a afirmar-se numa arte tão dificil de fazer em Portugal. É que "Tebas" não tem um tostão de apoio do Estado.
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Num país normal Alberto João Jardim não existia.
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Tenho tentado acompanhar o que se passa por Guimarães. No meu périplo dei com a capa de um dos semanários da terra e vejo que a manchete é esta. Pergunto-vos, amigos que por aí estão, a cidade está assim tão desinteressante?
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Porquê?
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Turismos

Estou em Barcelona há umas semanas e, desde que aqui cheguei, fui conhecendo gente de diferentes países. Nada mais comum numa experiência Erasmus. E, de resto, um dos motivos que me levou a embarcar na aventura.

As conversas, nos primeiros dias, giram em torno das mesmas coisas: De onde somos? O que estudamos? Quanto tempo vamos ficar aqui?

Cheio de orgulho na cidade Berço, comecei por responder com convicção: “Guimarães, Portugal!”.
- “Qual és tu ciudad?...”, respondiam-me.

Lá se foi a convicção, ao fim dos primeiros dias. Património Mundial, futura Capital Europeia da Cultura, destino turístico fortemente promovido, com direito a zona de turismo própria e tudo… Estava à espera que, pelo menos, uns quantos colegas conhecessem Guimarães. Estava errado.

Atentem, estamos a falar de população universitária, com um nível sócio-económico, em teoria, acima da média. E Gumarães para eles era tão desconhecido como Sobradelo da Goma. Mesmo o único professor com quem até ao momento tive aulas – no curso de língua catalã que estou a fazer – desconhecia a minha cidade.

Bem sei que este não é o “target” etário preferencial da Zona de Turismo de Guimarães. Bem sei que grande parte dos colegas estrangeiros com quem tenho interagido têm um nível de conhecimento geral sobre o mundo que me espantou pela negativa – afinal em Portugal não estamos mal em tudo –, ao ponto de se discutir, um destes dias, em que país ficava Berlim…

Mas, a meu ver, isto não chega para justificar aquilo que se configura como um sintoma de que algo vai mal na promoção turística de Guimarães. Pergunto: de quem é a culpa? Afinal qual é a estratégia para a promoção vimaranense? E os estudos que avaliam o funcionamento da estrutura não dão conta de falahas como esta?

Até agora apenas dois colegas conheciam Guimarães. Sem espanto, eram italianos e sabiam que a sua Selecção tinha jogado na cidade Berço no Euro 2004. O que apenas vem contribuir para aumentar uma convicção que tinha há uns tempos (e que me serviu de argumento quando parecia ser socialmente reprovável apoiar o “faraonismo” do Euro 2004): vale mais um mês como palco da bola, que dez anos de promoção tradicional de Guimarães como espaço turístico.

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Sobre o que escrevi aqui, mais algumas achegas. Aqui e aqui ambas pela mão de Luís Santos.
Afinal parece que a opção estética do Público - que é bonita, sim senhor, mas esquece a identidade do jornal, com a qual eu estava tão idetificado - não passa de uma cópia de alguns títulos europeus, como o Guardian e os meus novos viznhos da Marca.
De algum modo o Público ficou mais lisboeta. Afinal, na capital, os senhores já têm um Afonso Henriques, uma ponte suspensa e um Cristo-Rei "inspirados" em contruções existentes noutras cidades. Que mal faz que o diário de referência naci0nal use identidades gráficas que não são originais?
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Ontem cheguei a casa e a mulher com que vivo há mais de dez anos estava mudada. Agora é uma loira cheia de rimel e baton. Não sei se gosto dela assim.

Ainda vou pedir o divórcio...
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Mais um reforço...

Capucho regressa ao Vitória.


Bem me parecia que as alas vitorianas necessitavam de mais um reforço. É pena que já esteja "entradote"...
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Cá está ela, a notícia esperada. "Vitória 3-0 Espinho (25/22, 25/20, 25/13)".
Obrigado pelas mensagens.
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Ele está vivo...

Pimenta Machado quebrou o silêncio. O homem que durante 24 anos liderou o Vitória dá hoje uma entrevista ao Correio da Manhã onde se defende de algumas acusações pelas quais foi investigado. O timing é perfeito...

Pimenta defende-se das acusações dizendo que fez tudo em favor do Vitória. Dou o benefício da dúvida a alguém que deu 25 anos da sua vida ao clube. O ex-presidente afirma que abriu contas na Suiça e em offshores para comprar jogadores para o Vitória, porque o clube estava inibido de o fazer. Mas a responsabilidade dessa situação é claramente sua, já que, como também assume na entrevista, era ele quem "geria e inventava as soluções".

Pimenta assume que o clube tinha uma conta em seu nome – e de “mais três ou quatro pessoas” – e que endossou, para uma conta pessoal, cheques relativos à venda de Pedro Barbosa e Pedro Martins, porque o Vitória lhe devia dinheiro. A acreditar mais uma vez em Pimenta Machado, esse facto - legal fosse ele... - não atesta a sua competência de gestão. Um clube a sério não deve necessitar do dinheiro do seu presidente para sobreviver. E o que, nos anos 80, podia fazer algum sentido, deixou de ser muitos anos antes de Pimenta o ter percebido – se é que alguma vez o percebeu. E Pimenta assume-o como se esse fosse o modelo certo: “andei a sustentar o Vitória durante anos”.

Pimenta surpreendeu ainda quando se diz vítima de uma cabala. Mas os dados apresentados pelo antigo líder vitoriano fazem pensar. “Os inimigos externos souberam aproveitar a investida da PJ e a minha fragilidade para, de uma vez por todas, se verem livres de mim. Fui uma voz muito incómoda no futebol, e isso paga-se”, diz. E acrescenta: “o Vitória foi grande vítima do sistema, porque lutava pelas posições do Benfica, do FC Porto e do Sporting, para já não dizer do Boavista. Fiz muitas participações para o Conselho de Justiça contra arbitragens que foram sempre arquivadas. Aconteceu isso em 2003/04. Curiosamente, fazia parte do Conselho de Justiça da altura o procurador que me mandou deter”.

O procurador em causa é João Ramos, “que recentemente esteve disponível para fazer parte das actuais listas da FPF, conjuntamente com arguidos do ‘Apito Dourado’. “Dantes faziam-se autênticos roubos e o Conselho de Justiça, do qual fazia parte o sr. João Ramos, arquivava os processos. Em boa hora a PJ entrou no futebol”, termina

Retenho ainda algumas frases: "Quando saí a dívida ascendia, no máximo, a 2 774 699,57 euros. Mas deixei activos em jogadores suficentes para pagar essa dívida. O Nuno Assis, por exemplo, e outros, de quem se desfizeram a custo zero, como aconteceu com o Abel."

"Geri o Vitória com eficácia e a melhor resposta está na gestão desta direcção”.

Muito dificilmente” voltava a presidir o Vitória.

Assisto com tristeza à actual situação do clube. Mas já estava à espera de algo parecido, porque quem me sucedeu não tinha um projecto desportivo. Tinha apenas um projecto contra mim, motivado por vingança e ódio e destinado a destruir a minha imagem. Por isso, mais cedo ou mais tarde, o clube tinha de ceder. No campo desportivo, patrimonial e até moral, porque de clube respeitado e até temido o Vitória passou a dócil, submisso e domesticado”.

Nunca pensei vir a estar de acordo com o homem que representou, para mim e para a maioria dos vitorianos da minha geração, alguém que não soube onde acabava a sua época – apesar do inegável mérito que teve na projecção do Vitória e que fazem de Pimenta, queira-se ou não, o melhor presidente que o clube já teve. Mas a última das frases que reproduzo é a leitura mais lúcida e mordaz que alguém já fez do pesadelo que termina a 3 de Março.

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Força Rapazes

Amanhã à noite, frente ao Espinho, o Vitória joga uma cartada importante na luta pelo título nacional de voleibol que há uns anos busca. Mesmo longe, torço por eles.
Esta é a modalidade que mais me apaixona no Vitória, a única que me leva a fazer quilómetros para assistir aos jogos. Talvez porque acompanhei de perto o projecto desde o seu início. Ou então porque o voleibol é um exmplo de como a marca "Vitória" deve ser gerida e trabalhada, fazendo-o quase de maneira antagónica às duas últimas direcções do clube.

Amanhã às 23h30 quero um SMS a dizer: Vitória 3-0 Espinho. ;)
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A viagem por terras ibéricas segue aqui .
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Se duvidas houvesse sobre o que tinha escrito aqui, a actual direcção do Vitória fez questão de as desfazer. Este comunicado é delirante. E a nota final surreal.

O problema financeiro que esta direcção tornou insustentável tem a desculpa de ter sido "herdado". Apenas os associados que se candidatam à direcção têm direito a conhecer o real estado das contas do Vitória. Os outros 23 mil têm que se contentar com as maquilhagens feitas para as AG's.

E o que dizer da nota final? O conceito de notícia persupõe informação. Ou estou errado? Ou as restantes notícias do site são opinitivas?

Bem, já só faltam três semanas...
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As Nicolinas e a candidatura a Património Mundial



Este vídeo é uma parte de uma reportagem multimédia realizada por mim e pela Susana Oliveira no último semestre no âmbito do módulo de Ciberjornalismo do 4º ano da licenciatura em Comunicação Social da Universidade do Minho.
Tem claras limitações técnicas. Mas parece-me ser interessante como ponto de partida para a discussão da candidatura das Nicolinas a Patrmónio Oral e Imateria da Humanidade.
Não só no tempo das festas se deve discutí-las. E fiquei com clara percepção de que o caminho até à distinção é longo e muito trabalhoso.
O vídeo tem 4 minutos e 57 segundos. Declarações de Rui Macedo, presidente da Comissão de Festas Nicolinas 2006, F. Capela Miguel, Velho Nicolino, e Amaro das Neves, Presidente da Sociedade Martins Sarmento e historiador.
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O descontrolo...

Vítor Magalhães perdeu a cabeça. Desde que foi eleito presidente do Vitória – e especialmente desde que cedeu a pressões várias e abriu as portas da saída a Manuel Machado, o verdadeiro responsável pelo “fenómeno Moreirense” – os erros de Magalhães têm sido mais do que muitos.

Não vale a pena enumerá-los todos (a lista seria bem grande…), mas lembro-me constantemente de exemplos gritantes de incompetência nunca explicados: Tiero, Gallardo e agora Lucas.

Mas os últimos tempos têm tido contornos de loucura. Primeiro veio a declaração de que saía do Vitória de “consciência tranquila”. Esta semana fui surpreendido com a suspensão de Targino, Pelé e Ghillas. Motivo: uma saída nocturna contrária ao regulamento interno do clube. Estranho a decisão.

As saídas nocturnas dos futebolistas não são fenómeno local. E, mesmo assim, as saídas dos jogadores do Vitória têm sido mais do que discutidas entre os vitorianos. Porquê castigar apenas agora?

Mais: os três jogadores foram utilizados no domingo, contra o Varzim, e apenas na segunda-feira castigados. Por outro lado, certamente que Targino, Pele e Ghilas não são os únicos vitorianos na “noite”. Porquê estes três?

Esta demonstração de força por parte da direcção chega um pouco tarde. O Vitória está ingovernável há muito e essa instabilidade já se estendeu ao balneário há tempo suficiente para ser facilmente notado. Castigar agora parece uma espécie de maquilhagem de três anos de mão governo do clube e de responsabilidade por uma crise que, mais do que financeira, é de identidade, no maior clube do Minho.

Além disso, Targino e Pele são apenas os “bodes expiatórios” desta desvairada estratégia. São os mais novos do plantel e, por isso, os mais facilmente castigáveis. Ainda para mais “põem-se a jeito” – a bem da verdade –, pelo que para o comum vitoriano facilmente se coloca os “miúdos” no lugar de culpados.

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Olá a todos.
Estou a escrever desde Barcelona. Cheguei à cidade há uma semana e por cá vou ficar cerca de meio ano ao abrigo do programa Erasmus. Depois de um início complicado, as coisas estão a começar a correr num ritmo que me vai permitir manter actualizado o contacto com Guimarães. Por isso, o Colina Sagrada não vai parar. E esta experiência na capital Catalã até pode servir de ponto de partida para algumas discussões sobre Guimarães.

Continuem a passar por aqui...
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Ó senhores do CCVF, tomem lá a dica. Mas tragam-nos cá só depois de Julho que eu até lá estou para fora...
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Sobre a cultura

Escrevi isto aqui. Decidi dar-lhe destaque em espaço prórprio e amplificar a discussão necessária. Afinal, se vamos ser a Capital da Europa na Cultura temos que começar por nos afirmar na Região.
"Também tenho sido algo crítico do CCVF e da sua política de programação. Acho que lhe falta um sentir mais jovem capaz de "atacar" a população universitária da Região e torna-la fiel à casa. Falta-lhe também definir uma clara área priveligiada (O Circo fê-lo desde logo, seguindo a dinâmica que o Paulo Brandão trazia da Casa das Artes).

No entanto, não posso concordar que o CCVF perca em todos os campos em relação aos "concorrentes" de Famalicão em Braga. Desde logo porque o Vila Flor e a Oficina souberam abri-se a Guimarães, acolhendo por exmplo o Cinceclube local (haverá cartaz de cinema com melhor qualidade na Região?). Além do mais o CCVF ganhou a aposta do serviço educativo e lançou o Cartão CCVF que, aposto, vai ser um modelo a seguir em breve pelas outras casa de espectáculos do país.

Permitam-me também que conteste duas afirmações. Tanto quanto sei a programação do Café Concerto é da responsabilidade da Oficina. Do mesmo modo, e apesar do mérito indiscutível do Convívio, Guimarães não teria o melhor festival de Jazz do país se não houvesse uma "máquina" bem oleada como é o casa da Oficina.

Ah! Mais uma coisa... Também eu tenho inveja (uma inveja salutar...) do programa do Circo para o 1º Trimestre e tenho pena que não vá estar por perto para ver Brad Mehldau, Micah Hinson ou mesmo Rodrigo Leão. O mesmo não direi do progrma da Casa das Artes (excepção feita, talvez, a Jene Loves Jezebel, embora confesse não ter especial predilecção) ainda a viver uma crise de indentidade.
E a programação do CCVF está também ela bem apelativa. Nomeadamente nos espectáculos do Café Concerto (Nuno Prata, Garoto ou Vicious Five) e ainda as fabulosas Susheela Raman e Mayra Andrade (que ainda por cima tem aquela fotogenia toda para os cartazes que inudaram a cidade)."
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É ela...

Acabei de ler isto. Dei um salto aqui. E lembrei-me desta discussão.
Quem nota as semelhanças? Estou à espera do cheque, amigos... :)

Mais a sério: gosto da ideia, como sabem. Louvo quem a vai pôr em prática - e conheco-lhe a competência. Guimarães só tem a ganhar.

Post scriptum - causa algum arrepio que um projecto jornalístico seja comandado pela câmara municipal. Se há coisa que eu gosto na área é da separação de águas. O bom senso e a qualidade das pessoas envolvidas impedirá por certo que o meu receio "ideológico" não passe disso.