Mais um reforço...
Capucho regressa ao Vitória.
Bem me parecia que as alas vitorianas necessitavam de mais um reforço. É pena que já esteja "entradote"...

Pimenta defende-se das acusações dizendo que fez tudo em favor do Vitória. Dou o benefício da dúvida a alguém que deu 25 anos da sua vida ao clube. O ex-presidente afirma que abriu contas na Suiça e em offshores para comprar jogadores para o Vitória, porque o clube estava inibido de o fazer. Mas a responsabilidade dessa situação é claramente sua, já que, como também assume na entrevista, era ele quem "geria e inventava as soluções".

Pimenta assume que o clube tinha uma conta em seu nome – e de “mais três ou quatro pessoas” – e que endossou, para uma conta pessoal, cheques relativos à venda de Pedro Barbosa e Pedro Martins, porque o Vitória lhe devia dinheiro. A acreditar mais uma vez
Pimenta surpreendeu ainda quando se diz vítima de uma cabala. Mas os dados apresentados pelo antigo líder vitoriano fazem pensar. “Os inimigos externos souberam aproveitar a investida da PJ e a minha fragilidade para, de uma vez por todas, se verem livres de mim. Fui uma voz muito incómoda no futebol, e isso paga-se”, diz. E acrescenta: “o Vitória foi grande vítima do sistema, porque lutava pelas posições do Benfica, do FC Porto e do Sporting, para já não dizer do Boavista. Fiz muitas participações para o Conselho de Justiça contra arbitragens que foram sempre arquivadas. Aconteceu isso em 2003/04. Curiosamente, fazia parte do Conselho de Justiça da altura o procurador que me mandou deter”.
O procurador em causa é João Ramos, “que recentemente esteve disponível para fazer parte das actuais listas da FPF, conjuntamente com arguidos do ‘Apito Dourado’. “Dantes faziam-se autênticos roubos e o Conselho de Justiça, do qual fazia parte o sr. João Ramos, arquivava os processos. Em boa hora a PJ entrou no futebol”, termina
Retenho ainda algumas frases: "Quando saí a dívida ascendia, no máximo, a 2 774 699,57 euros. Mas deixei activos em jogadores suficentes para pagar essa dívida. O Nuno Assis, por exemplo, e outros, de quem se desfizeram a custo zero, como aconteceu com o Abel."
"Geri o Vitória com eficácia e a melhor resposta está na gestão desta direcção”.
“Muito dificilmente” voltava a presidir o Vitória.
“Assisto com tristeza à actual situação do clube. Mas já estava à espera de algo parecido, porque quem me sucedeu não tinha um projecto desportivo. Tinha apenas um projecto contra mim, motivado por vingança e ódio e destinado a destruir a minha imagem. Por isso, mais cedo ou mais tarde, o clube tinha de ceder. No campo desportivo, patrimonial e até moral, porque de clube respeitado e até temido o Vitória passou a dócil, submisso e domesticado”.
Nunca pensei vir a estar de acordo com o homem que representou, para mim e para a maioria dos vitorianos da minha geração, alguém que não soube onde acabava a sua época – apesar do inegável mérito que teve na projecção do Vitória e que fazem de Pimenta, queira-se ou não, o melhor presidente que o clube já teve. Mas a última das frases que reproduzo é a leitura mais lúcida e mordaz que alguém já fez do pesadelo que termina a 3 de Março.
Amanhã à noite, frente ao Espinho, o Vitória joga uma cartada importante na luta pelo título nacional de voleibol que há uns anos busca. Mesmo longe, torço por eles.Vítor Magalhães perdeu a cabeça. Desde que foi eleito presidente do Vitória – e especialmente desde que cedeu a pressões várias e abriu as portas da saída a Manuel Machado, o verdadeiro responsável pelo “fenómeno Moreirense” – os erros de Magalhães têm sido mais do que muitos.
Não vale a pena enumerá-los todos (a lista seria bem grande…), mas lembro-me constantemente de exemplos gritantes de incompetência nunca explicados: Tiero, Gallardo e agora Lucas.
Mas os últimos tempos têm tido contornos de loucura. Primeiro veio a declaração de que saía do Vitória de “consciência tranquila”. Esta semana fui surpreendido com a suspensão de Targino, Pelé e Ghillas. Motivo: uma saída nocturna contrária ao regulamento interno do clube. Estranho a decisão.
As saídas nocturnas dos futebolistas não são fenómeno local. E, mesmo assim, as saídas dos jogadores do Vitória têm sido mais do que discutidas entre os vitorianos. Porquê castigar apenas agora?
Mais: os três jogadores foram utilizados no domingo, contra o Varzim, e apenas na segunda-feira castigados. Por outro lado, certamente que Targino, Pele e Ghilas não são os únicos vitorianos na “noite”. Porquê estes três?
Esta demonstração de força por parte da direcção chega um pouco tarde. O Vitória está ingovernável há muito e essa instabilidade já se estendeu ao balneário há tempo suficiente para ser facilmente notado. Castigar agora parece uma espécie de maquilhagem de três anos de mão governo do clube e de responsabilidade por uma crise que, mais do que financeira, é de identidade, no maior clube do Minho.
Além disso, Targino e Pele são apenas os “bodes expiatórios” desta desvairada estratégia. São os mais novos do plantel e, por isso, os mais facilmente castigáveis. Ainda para mais “põem-se a jeito” – a bem da verdade –, pelo que para o comum vitoriano facilmente se coloca os “miúdos” no lugar de culpados.


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