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Se o ridículo matasse

Se o ridículo matasse, os Paços do Concelho da cidade de Braga estariam neste momento a ser palco de uma mortandade digna das pestes da Idade Média. Bairrismo? Atentem nesta notícia...

Gosto especialmente desta frase: "Aceitando a decisão, o município de Braga adianta que estará disponível para trabalhar em conjunto com a cidade de Guimarães, “através da cedência de equipamentos culturais que possam ser considerados úteis” para a iniciativa."

Se não os podes vencer, junta-te a eles. Está claro.
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Que comissário para o 2012

O Guimarães 2012 está em marcha. O presidente da câmara, António Magalhães, já adiantou que vai ser criada uma estrutura que coordene o processo, liderada por uma personalidade local ligada à cultura: “Teremos alguém que se responsabilize quer pelos projectos culturais, quer pelas obras em infra-estruturas e de recuperação urbana que forem necessárias”.

Não sei se Magalhães – e o Governo – estão a pensar em alguém com um perfil mais técnico ou numa figura de inegável projecção cultural que seja capaz de transmitir o seu prestígio ao evento. Mas penso que que faria mais sentido alguém com o segundo perfil. Nesse caso, José de Guimarães seria o nome certo para comissário do Guimarães 2012. Vimaranense, artista de relevo internacional, é o homem indicado para o lugar.

Bem sei que as relações entre o poder autárquico e José de Guimarães não são as melhores - tanto mais que a oposição local insiste em fazer gincana política com o nome do artista plástico –, mas a ocasião exige que se atirem estas “guerras” para trás das costas.

Se não for José de Guimarães, quem mais pode ser o comissário do CEC 2012? Façam as vossas apostas…
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Presente envenado?

Temo que o apoio governamental à candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura seja um presente envenenado.
O Tribunal da Relação tem os dias contados e Centro Ibérico de Investigação&Desenvolvimento vai para Braga.

Espero que o meu pessimismo me traia e este cenário não se confirme, mas receio que venha a ter razão.
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Reagi, há pouco, com expectativa, ao anúncio da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura (CEC). Tenho agora mais algumas informações que me permitem olhar com redobrada alegria para a notícia.

1. As Capitais Europeia da Cultura em 2012 serão indicadas por Portugal e Eslovénia, por decisão da União Europeia, que tornou rotativa entre os países a indicação das cidades anfitrãs da iniciativa.

2. A ratificação da decisão final será tomada em reunião de Conselho de Ministros da União Europeia, já nos próximos dias 12 e 13 de Novembro. Ou seja, resta pouco tempo para a reunião, e assim pouco espaço para que possiveis manobras de bastidores de última hora desviem Guimarães da rota da CEC.

3. Este é, inequivocamente, uma triunfo em toda a linha para Guimarães. Pela distinção em si. Mas também por ter ganho a corrida, numa primeria fase, a Coimbra, e, mais recentemente, a Braga. Sem querer entrar pelos bairrismos bacocos, é saboroso derrotar assim a petulância bracarense no que a este tema concerne.
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Batam palmas... De pé!

A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, acaba de anunciar, em conferência de imprensa, que Guimarães será candidata a Capital Europeia da Cultura em 2012. Uma grande notícia!
Apesar de ainda não estar confirmada a escolha, o simples facto de Guimarães ser a candidata nacional escolhida pelo Governo é nota de destaque. Tanto mais que a Ministra da Cultura foi a primeria a enumerar as virtudes da cidade Berço na corrida a 2012: "um centro histórico exmplarmente recuperado, o Centro Cultural de Vila Flor, o excelente pavilhão Multiusos e boas acessibilidades".
É a oprtunidade de ouro para Guimarães se afirmar em definitivo. Com as consequências que podem daí advir no nosso panorama cultural, turístico e de infra-estruturas.
Nos próximos dias vou voltar ao tema.
Um fim-de-semana de triunfo para a autarquia. Além de ter o governo em peso a preparar a presidência europeia portuguesa do próximo ano no Vila Flor, Guimarães ainda sai com este presente do Executivo nacional. Duplo triunfo para Magalhães. E para nós, vimaranenses!
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GMR TV

Dei, este fim-de-semana, de caras com as primeiras emissões do Porto Canal. Apesar do nome, o novo canal quer ser a TV de todo o Norte. O que é basicamente o mesmo que dizer que o “lisboacentrismo” se combate com um “portocentrismo”. O que não deixa de ser incoerente.

Quanto a mim, Guimarães devia ter o seu próprio canal de TV. Quanto mais não fosse emitido on-line. O Colina Sagrada lança aqui um desafio aos seus leitores: sugiram programas para 24 horas de emissão da GMR TV. E já agora, quem seriam os seus apresentadores?

Lanço a primeira acha: Zeca Paulo a apresentar o programa da manhã, num misto de Você na TV e Monty Python.
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No início da época ouvia-se à boca pequena - mesmo em Guimarães - que o Vitória seria uma espécia de "Benfica da II Liga", capaz de arrastar multidões, gerar receitas extraordinárias e motivar os adversários para os confrontos da temporada.
Escusado era levar a coisa tão a peito...
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Vergonha na cara...

Costumo passar por aqui para ler a fantástica prosa humorística dos senhores. Desta vez - a primeira? - escrevem mesmo a sério.
O artigo é assinado pelo Zé Diogo Quintela e é uma das mais desprendidas e perspicazes ensaboadelas que o jornalismo (???) desportivo nacional levou nos últimos anos.

Para levar a sério. E ganhar vergonha na cara.

É por estas e por outras que a profissão está como está. Haverá quem lhes queira seguir as pisadas?

(Entretanto, encontrei aqui outra crítica bem esgalhada ao mesmo título. Assertivo!)
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Um ano de CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor comemora hoje um ano de actividade e este costuma ser um tempo de balanço. E o balanço a fazer de um ano de CCVF não deixa de ser positivo, embora fique alguma sensação de desilusão.
A programação inicial do CCVF prometeu. Madredeus a abrir, “Batalha de arroz num ringue para dois” não muito depois. Kimmo Pohjonen, David Fonseca – e haveria Nicola Conte não fosse o concerto ter dado em fiasco, que passou despercebido nos media locais… – , teatro, cinema… O primeiro trimestre do Vila Flor teve programação em qualidade e quantidade.

O problema foi o CCVF não ter conseguido cumprir as expectativas. O primeiro semestre de 2006 foi muito pouco conseguido em termos de programação. Um ou outro espectáculo de maior qualidade… E pouco mais! Além disso, o Vila Flor ainda não se definiu. Não decidiu se quer ser uma casa de artes elitista ou popular. Por isso é capaz de levar ao mesmo espaço Santos & Pecadores e Fingertips, Linda Martini e Dead Combo, Bernardo Sassetti e a orquestra metropolitana de Lisboa.

Olhando pela positiva, o CCVF conseguiu finalmente dar a Guimarães uma casa de espectáculos com condições para atrair grandes nomes. E ao nível do que a cidade – e a exigência de qualidade dos vimaranenses frequentadores deste género de espaços – exigem.

Há ainda a salientar a constante dinamização de um dos mais bonitos espaços que a cidade, agoram, possui: os jardins do Centro Cultural, com exposições e instalações – e os concerto no Verão – que valem a pena. Por ouro lado, o teatro Oficina tem finalmente uma casa digna para estrear as suas produções e fazer crescer os seus padrões de qualidade.

Um dos grandes beneficiados com a abertura da nova casa de espectáculos foi o Cineclube. A boa programação que o Cine vimaranenses já oferecia, teve agora maior exposição e ofereceu melhores condições aos associados. Resultado: um enorme crescimento do número de sócios. Mas o Cineclube de Guimarães não se ficou por aqui e aproveitou o novo espaço para organizar ciclos de cinema e trazer a Guimarães um extensão do INDIELisboa. De resto, o Cineclube tornou-se mesmo num dos principais dinamizadores dos Auditórios do CCVF.

Quanto ao programa de aniversário: está giro. Isso mesmo: giro. Acho giro que se ofereça o pequeno-almoço nos jardins e que se promovam visitas aos bastidores do Vila Flor. Acho giros os ateliers para crianças e famílias e acho gira a exposição da fotógrafa oficial da casa. Mas falta sal à data, que nem o concerto de Elisabete Matos – finalmente Guimarães acordou para o talento da cantora lírica vimaranenses – parece trazer.

Post scriptum – Fora da cultura, há um rábula a marcar o primeiro ano do Vila Flor. O espaço que foi “vendido” aos eleitores como futura casa da Assembleia-municipal, mas acabou por apenas receber um par de sessões daquele órgão autárquico. Os vimaranenses nem deram por isso. E a oposição assobiou para o lado… outro valores mais altos se levantaram!
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Gualterianas com programa pobre


Segundo o inquérito promovido pelo Colina Sagrada, a maioria dos vimaranenses considerou o programa do Centenário das Festas da Cidade e Gualterianas "pobre".
50% dos votantes foram dessa opinião, ao passo que 20% consideraram o programa "muito bom". A mesma percentagem de votantes considerou o cartaz "igual" ao de anos anteirores. Apenas 10% dos votantes consideraram o programa das Gualterianas 2006 "pior" do que o habitual.

A partir de hoje estará on-line nova votação. Desta feita, proponho um balanço de um ano de actividade do Centro Cultural de Vila Flor.
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Se fosse ao contrário…

Os vitorianos são apaixonados no apoio ao clube. No último domingo, na Póvoa de Varzim, foram quase 4 mil a assistir a um jogo que teve transmissão televisiva e se realizou às 11 da manhã. Saúda-se esta entrega ao Vitória – ainda que dentro de campo teimem em esquecê-la.
Mas a ideia de realizar em pleno Passeio Alegre uma Marcha Branca é perfeitamente despropositada. Aquela invasão tem um significado simbólico. Atravessar a principal artéria de um cidade que não a nossa daquela forma é provocação. Uma espécie de complexo colonialista sobre a Póvoa perfeitamente escusado.
Que fariam os vitorianos se Braga, Benfica ou Porto fizessem uma “Marcha Vermelha” ou uma “Marcha Azul” na cidade berço? Não iam gostar, suponho…

Post scriptum – Segundo o Desportivo de Guimarães, os vitorianos “percorreram, em cânticos, a distância que separa o Casino da Póvoa do estádio do Varzim”. Os vitorianos já inventaram de tudo. Desta vez foi um meio de transporte. Se aquilo gastar pouco, vou começar a ir de cântico para a universidade.
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Mesada

Agosto correu rápido. E sem grandes motivos de interesse em Guimarães. Mesmo assim, vale a pena fazer um resumo do que por cá aconteceu

(+)18 anos de “Cinema em Noites de Verão” – O Cineclube de Guimarães já nos habituou a ser uma das poucas associações que passa ao lado da letargia cultural vimaranense. Desde as sessões regulares aos ciclos temáticos, passando pelo incontornável momento que são as sessões de cinema ao ar livre realizados durante o verão no Largo da Oliveira.
Uma iniciava plena de vigor e a caminho dos 20 anos. Os vimaranenses aderiram e o cartaz foi de boa qualidade – capaz de integrar clássicos, sucessos norte-americanos e bom cinema europeu.
E há vontade de crescer, como se depreende das palavras do presidente da associação Carlos Mesquita ao Povo de Guimarães, que espera poder, dentro de dois anos, fazer as sessões em ecrã scope.

(=)Jornais vimaranenses – Toda a gente merece férias, mas o mundo não pára em Agosto. A irritante mania dos jornais vimaranenses em fazer férias durante este mês é mais um sintoma da falta de profissionalismo e visão empresarial que marca o jornalismo regional – e o vimaranense com curiosa intensidade.
As receitas baixam, porque não há publicidade, e é preciso pagar os salários aos jornalistas e demais funcionários – bem como o subsídio de férias. O resultado só pode ser um claro desequilíbrio financeiro. Além de que as vendas em banca, com a presença dos emigrantes, podiam ser uma boa fonte de receita no Verão. Houvesse visão e coragem.
Depois estranham a crise…

(-)E mandá-los embora? – O Hospital de Guimarães andou nas bocas do mundo.
Primeiro foi a criança que entrou nas Urgências com “queimaduras de cigarros”, que afinal não passavam de uma infecção por uma bactéria. Depois os carros de luxo que a administração comprou, e que levaram Correia de Campos a perder aquela postura seráfica que o caracteriza.
O caso da menina atendida pelo serviço de urgência é de uma irresponsabilidade a toda a prova. Em primeiro lugar, do clínico – ou clínicos – que fizeram um mau diagnostico. Depois, da Administração dos Hospital – e do seu departamento de Comunicação, se o houver – que deixou sair a notícia para o tablóide da região e, mais tarde, se escusou a pedir desculpa à família ou a assumir o erro. Pelo meio, a menina foi entregue a uma tia pela Comissão de Protecção de Menores, que culpou sem provas a mãe da criança – também um claro caso de incompetência.
Como se não bastasse, a Administração do Hospital Senhora da Oliveira comprou três viaturas de luxo, o que levou o Ministro a emitir um despacho em que proibia os conselhos de administração dos hospitais de realizarem qualquer compra “não directamente relacionados com o objecto do estabelecimento de saúde”.
Dois claros sinais de incompetência que, se houvesse seriedade, davam direito a reprimenda. Ou então a guia de marcha…
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Back in business

As férias terminaram ontem: aqui. Com estes enormes senhores.
Compromissos profissionais absorvem-me por completo até amanhã. Prometo voltar depois disso. Para continuar a acompanhar o presente de Guimarães.

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Pausa para respirar

Vou parar para respirar. O blog não vem comigo. Durante duas semanas é pouco provável que por aqui esteja. Volto na recta final de Agosto. Com novidades saborosas para comentar, espero.

Boas Férias!
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Centenário da Marcha Gualteriana

Polémicas à parte, Guimarães festejou durante o último fim-de-semana – a primeira semana foi um mau ensaio – o Centenário das Festas da Cidade. A noite de ontem marcou o final das festividades, com o número maior das Festas, a Marcha Gualteriana.

Em ano de Centenário, a Associação Artística da Marcha Gualteriana homenageou os principais responsáveis pelos 100 anos de sucesso: Os obreiros da Casa da Marcha e a cidade de Guimarães e os vimaranenses.

Como já aqui escrevi, a marcha Gualteriana é mais uma prova da diferença que marca a forma de estar das gentes de Guimarães. Não fazemos marchas, fazemos A Marcha. Não partimos a cidade em bairros que se defrontam, unimos os vimaranenses em torno de um objectivo comum. Com sucesso há 100 Anos.

Estava com especiais expectativas sobre a Marcha deste ano. E não saíram defraudadas.
Os carros alegóricos especialmente cuidados – salvo a excepção do terceiro carro, dedicado à Economia; Guimarães como pano de fundo fundamental – a igreja do santo que dá nome à Festas pela primeira vez em muitos anos representada no carro da Cidade, a Penha, outro ex libris de Guimarães também “esteve” na Marcha, assim como a lenda maior da nossa mitologia vimaranense; E muita gente na rua.

Ainda não há números oficiais, mas arrisco algo próximo dos 150 mil espectadores. O que é fantástico. De resto, as Gualterianas deste ano pareceram-me especialmente concorridas. Arrisco duas explicações: O Centenário chamou de facto mais gente, mas, mais importante que isso, os vimaranenses ficaram pela cidade durante esta semana, mais do que habitualmente acontece – sinal da crise?

Fiquei de olhos sorridentes com o carro dedicado às crianças. Talvez porque sou um puto crescido. Mas ninguém ficou, por certo, indiferente à multiplicidade de cores e ao fantástico trabalho dos electricistas que ali estava feito. Muito bonito!

O grande triunfo da Marcha Gualteriana deste ano esteve, a meu ver, nos números vivos. Pela primeira vez desde que assisto à Marcha Gualteriana, não houve escolas de Samba. Era uma das coisas que me causava solene irritação: Porque haveria um evento que serve para valorizar o que de melhor há em Guimarães e na região que a cidade lidera de ser polvilhado por ritmos brasileiros e meninas seminuas?


Com a diversidade de costumes que a região apresenta, nada melhor do que chamar os grupos de teatro, os ranchos folclóricos e grupos de bombos para animar as ruas. Os bonecos electrificados, que normalmente chegavam ao Toural em cangalhos, eram este ano muito mais e coordenados. A crítica mordaz não foi esquecida – com o Vitória à cabeça. E ainda houve espaço para representações de momentos históricos vimaranenses – a vida da Citânia de Briteiros, a promessa de D. João I à Senhora da Oliveira, etc. Aposta ganha!
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Uma proposta para férias

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Bolonha e a UM

“Cerca de 50 docentes do Ensino Superior poderão ser despedidos, em três estabelecimentos do Norte do País, por causa da adaptação dos cursos ao Processo de Bolonha”, noticiava a Visão na sua edição da passada semana.
Bolonha será, mais do que a propalada revolução no Ensino Superior europeu, isto mesmo: uma correcção economicista do suposto sobredimensionamento das Universidades Públicas. Reduz-se o número de anos de formação financiados pelo Estado, reduz-se o número de professores e adapta-se a formação às necessidades do mercado, esquecendo a vertente académica.
Ganha o Estado, ganham os gestores das faculdades, perdem os alunos: Formar um Sociólogo ou um Biólogo em cinco anos não é o mesmo que o formar em três, por muito que nos queiram convencer do contrário.
Destes 50 professores em risco, “cerca de 35”, são docentes na Universidade do Minho. E entre os 35 da UM, 15 são professores do Instituto de Ciências Sociais, ou seja, quase metade.
Não acredito que esta seja a única Escola sobredimensionada na UM. Tampouco aquela que tem piores investigadores e docentes – o Centro de Estudos de Ciências da Comunicação da UM foi considerado o melhor do país, assim como a sua licenciatura em Comunicação Social.
A questão aqui é outra. O afastamento destes 15 elementos do ICS é político. Moisés Martins, o presidente do ICS da UM, foi o adversário do actual Reitor, Guimarães Rodrigues nas últimas eleições na academia. O ICS é a única voz crítica dentro da UM e a única Escola capaz de questionar o projecto da actual Reitor para Bolonha. Que melhor maneira de mostrar quem manda do promover uma “sangria” entre os principais opositores?
Moisés Martins alertou durante a campanha eleitoral na UM para os tiques absolutistas do actual gestor da UM. Este é um exemplo. E esta semana chega mais um: À Visão, o António Guimarães Rodrigues respondeu à questão dos despedimentos com um evasivo “não comento”. Elucidativo…
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Vimaranenses acreditam


Os vimaranenses parecem acreditar na subida do Vitória à I Liga. Os comentários na cidade e nos vários locais onde se discute o clube na Internet são de crença nas potencialidades da equipa construída por Luís Norton de Matos.
A sondagem que Colina Sagrada realizou ao longo das últimas semanas via no mesmo sentido. Em 22 votantes – a amostra é muito reduzida, é certo –, 73% acreditam na subida do Vitória – 55% acham que o Vitória poderá mesmo ser Campeão da Liga de Honra.
Esperemos que a equipa confirme as previsões.

A partir desta tarde estará on-line nova consulta.

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Semanada III

(+) Arte contemporânea no teleférico – O projecto Teleférico que, desde o dia 22, leva Arte Contemporânea ao cais inferior do teleférico de Guimarães, é um dos poucos exemplos – felizmente um bom exemplo – de actividade cultural extra égide municipal. Só por isso saúda-se. Mais positivo é por ser feito por gente jovem, disposta a criar um movimento de vanguarda numa cidade por vezes extremamente conservadora. O Laboratório das Artes já nos vai habituando a isso.
O projecto “visa a ocupação de um espaço singular, transportando-o para uma promoção da Arte Contemporânea nas suas diversas áreas e expressões artísticas”. A ideia de o levar a cabo num espaço que já foi coqueluche vimaranense – mas que ainda não se livrou da etiqueta de luxo de novo-riquismo sem sentido – é também inteligente.
Teleférico contempla duas exposições com 15 artistas cada e pretende criar condições de recepção, reflecção e divulgação de práticas e pensamentos artísticos contemporâneos. Até 11 de Setembro aconselha-se a visita.

(=) – Centenário da Marcha Gualteriana – Não vou voltar a bater no ceguinho. Sobre as Gualterianas já disse tudo. Mas o programa pobre retira brilho à data, ainda que esta semana tenha sido de justas homenagens aos principais fazedores das Festas.
Os grandes obreiros destes 100 anos foram homenageados. Justamente. A rua onde a Casa da Marcha está sedeada recebeu o seu nome. Na mesma ocasião, foi inaugurado, junto ao edifício, um monumento evocativo da efeméride.
Um trabalho de investigação de Armindo Cachada foi dado à estampo por estes dias, ao passo que o Cybercentro anunciou a realização de um documentário sobre a Marcha Gualteriana. Iniciavas que dignificam o número maior das Festas da cidade e aqueles que ao longo de um século deram o seu saber e esforço em prol da instituição.
A Marcha é um símbolo do que distingue o vimaranensismo: Enquanto noutras terras as marchas se fazem de rivalidades entre bairros, que se digladiam todos os anos, em Guimarães, a cidade une-se para fazer uma festa que é comum. Há 100 anos.

(-) – Câmara não mexe no IRS – Sobre a crise das finanças vimaranenses já falei na passada semana. A última reunião do executivo trouxe mais alguns dados para a análise da questão. A câmara vai cortar o apoio às obras nas freguesias e os subsídios – alguns fazem tão pouco sentido que a medida já chega tarde – como pode ainda vir a acabar com o apoio às IPSS’s.
A nova lei das finanças locais vai deixar os municípios com a corda ainda mais apertada e Guimarães não vai ser excepção. Uma das novidades que o novo diploma prevê é que cinco por cento do valor do IRS pago pelos contribuintes de cada concelho seja canalizado para as autarquias. Desses, três por cento podem, ou não, ser deixados nos bolsos dos contribuintes. Dada a crise que afecta as contas do município, e também a fraca receita que Guimarães arrecada – em função da baixa media salarial do concelho – a edilidade vai querer receber a verba por inteiro.
Do ponto de vista económico percebe-se. A justificação de Magalhães surge precisamente desse ponto de vista: “Para que os valores que vêm para as câmaras sejam os mesmos que vêm agora, temos que contar com os cinco pontos do IRS”.
No entanto, esta parece-me mais uma medida para afastar as pessoas. Se Famalicão ou Braga não alinharem pelo mesmo diapasão, um casal em início de vida não preferirá ir viver para fora do concelho e ganhar com isso uns euros mais no orçamento doméstico?
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O que é isto...?

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É fazer as contas…

Gosto de Futebol, mas percebo pouco dos negócios que o envolvem – e faço um esforço por não os perceber, não fosse deixar de apreciar a beleza do jogo.
Vem isto a propósito da próxima época do Vitória. Na última Assembleia-geral, pouco mais de 50 sócios aprovaram o Orçamento do clube para a próxima temporada. Para o futebol profissional está previsto um orçamento anual de 2,5 milhões de euros.
O Vitória vendeu, neste defeso, os seus dois mais importantes activos. Sebastian Svärd vai para o Borussia de Mönchengladbach e Marek Saganowski (na foto) para o Troyes. Segundo a imprensa desportiva, Svärd saiu por um milhão de euros e Sagan por 1,6 milhões. Ou seja, juntos fizeram entrar nos cofres do clube 2,6 milhões de euros. O que equivale a dizer que pagaram a época. Como diria António Guterres: “É fazer as contas…”
Ou seja, a partir daqui é lucro. Os mais de dez mil lugares anuais vendidos, as quotas dos mais de 23 mil associados, os patrocínios e as receitas de bilheteira, etc. Ou estarei a perceber mal o negócio que envolve o futebol?
foto daqui
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Semanada II

(+) Bombeiros recolhem óleos alimentares usados – A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães estabeleceu uma parceria com um o CVR – Centro de Valorização de Resíduos, da Universidade do Minho (UM), tendo em vista a recolha de óleos alimentares usados.
O objectivo é transformar os óleos domésticos em Biodiesel, uma energia “verde” que será utilizada pelos carros de incêndio dos Voluntários de Guimarães. Para tal, a sede dos Bombeiros contará, a partir de amanhã, com um oleoponto onde a população de Guimarães deverá colocar os óleos utilizados em casa.
A iniciativa é em tudo louvável. Primeiro do ponto de vista ambiental e cívico: reduz a poluição – nas redes de saneamento e, por via indirecta, nos cursos de água – e permitirá alimentar as viaturas dos Bombeiros de forma mais barata e menos poluente.
Mas também do ponto de vista associativo. È bom que uma instituição com a dimensão dos Bombeiros de Guimarães dê o exemplo e mostre saber fazer aquilo que poucos fazem: aproveitar as sinergias resultantes da existência em Guimarães de centros de excelência associados à UM.

(=) Gualterianas –aqui escrevi sobre o programa das Gualterianas. Pobre, sem novidades, esquecendo que é de Centenário a edição 2006 das Festas da Cidade.
A organização das Festas esteve também mal na forma como anunciou o programa. No início da semana já aqui tinha escrito sobre ele, uma vez que este já tinha sido anunciado no sítio da Oficina. Mas a apresentação oficial só teve lugar na sexta-feira. Ou seja, os jornais da cidade não trazem o programa – embora este já seja conhecido – porque ele só foi anunciado formalmente no dia em que as edições estão nas bancas.
Por falar em mau serviço: o que dizer da forma como a cidade está iluminada? Não gosto dos motivos populares, mas respeito que é esse o cariz da festa. Contudo, o mau gosto tem limites. Um projector que ilumina a igreja de S. Pedro no Toural com cores diferentes de três em três segundos é mau. Luzes azuis – tipo tunnig – na muralha mais emblemática de Guimarães, é insultuoso.
Alguém acha aquilo bonito?

(-) Crise orçamental no Município – Adivinhava-se o cenário. Mas a forma como o vice-presidente da Câmara, Domingos Bragança o traçou na última Assembleia municipal é assustador.
Bragança confirmou que a autarquia está no “limite do endividamento” e que, desse modo, os investimentos autárquicos vão ser travados. De resto, apenas a circular sul/nascente e a ligação ao AvePark não serão afectados, uma vez que as verbas resultam de protocolos com o Governo central e a União Europeia.
Na mesma sessão, o líder do PS vimaranense afirmou que as estradas “rasgadas e em mau estado” existente “um pouco por todo o concelho” só poderão ser arranjadas num prazo de dois a três anos.
Ou seja, enquanto o concelho – todo – paga o estádio, o CCVF e o novo mercado, vamos continuar a mudar de pneus e suspensões de carros com maior frequência.
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Homanegem clandestina

Já aqui tinha falado das homenagens que a Câmara de Guimarães e o Vitória vão prestar a Fernando Meira.
Hoje surge a notícia de que a homenagem por parte da autarquia acontece amanhã, num restaurante de Moreira de Cónegos.
Meira não merecerá uma demonstração pública do afecto que os vimaranenses nutrem por ele?
Então, porquê esta cerimónia quase clandestina?
foto retirada daqui
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Centenário sem brilho


O programa das festas Gualterianas 2006 foi ontem apresentado. Sem grandes inovações.
Se exceptuarmos a realização da Batalha das Flores e do Cortejo do Linho – que acontecem no mesmo ano a título excepcional – e o facto de as festividades terem sido alargadas a dois fins-de-semana, não há novidades dignas de registo.
Aliás, as Festas da Cidade, em ano de Centenário, mereciam um pouco mais de brilho na programação. As festas são populares e não se lhes pode roubar esse cunho, mas a data é única e deveria ser assinalada com a pompa merecida.
É bom que se mantenham os espectáculos musicais populares, a corrida de cavalos ou a tourada, números incontornáveis e de inquestionável adesão popular. As arruadas, a feira franca ou a feira pecuária também merecem o seu espaço. Mas alargar o programa a duas semanas não deve ser só a forma de encaixar mais uns cobres com o aluguer dos espaços para as barquinhas e diversões infantis.
A Marcha Gualteriana é um dos ex-libris das Festas – e da própria cidade – e por isso é intocável. Mas merece mais brilho e uma maior divulgação e exposição mediática. E é esse trabalho que falta fazer.

Post scriptum – sou um amante de música e habituei-me a que as Gualterianas fossem um dos momentos em que Guimarães oferecia música à população. Este ano alguém se esqueceu desse pormenor.
Há lá um espectáculo, sim senhor. De uma tal Banda Eva. Certamente a melhor opção do pobre cardápio da AudioVeloso. Mesmo assim sem a qualidade e o brilho que Guimarães e as suas centenárias festas mereciam. O facto de os promotores serem de Guimarães justifica tão má escolha?
foto: A Oficina
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Nota solta

Não tem a ver com Guimarães, mas devia fazer-nos pensar a todos, no país.
Em Itália – que até conhecido como um país de corrupção e máfia – “justiça” é uma palavra com sentido no futebol. Em menos de dois meses, a justiça italiana recolheu provas, julgou e condenou os quatro clubes que compravam resultados na Série A.
No próximo ano Juventus, Lázio e Fiorentina jogam a Série B e o Milan fica de fora da Liga dos Campeões, e começará a Séria A com 15 pontos negativos.
Sem medo de condenar os grandes – e a Juve a Milan sou os dois maiores emblemas do país no que ao futebol diz respeito –, foi célere a justiça transalpina. E puniu exemplarmente quem desvirtuou a competição.
No último domingo, esta mesma Itália sagrou-se Campeã do Mundo de futebol.
Portugal tem um processo semelhante a correr nos tribunais há quase três anos. Ficamos nas meias-finais do Mundial. Com uma equipa quase exclusivamente constituída por emigrantes. E alcançando um feito com 40 anos. Será por acaso?
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Semanada I

Colina Sagrada inaugura aqui um novo espaço. Semanada pretende ser um espaço de análise da vida vimaranense. No final da semana, o que de melhor e pior se passou em Guimarães estará aqui.

(+) Infantis do Francisco de Holanda Campeões Nacionais – No espaço de um mês, dois títulos. Em Junho, foram os iniciados que se sagraram Campeões Nacionais. No último fim-de-semana, os infantis repetiram a dose.

Os jovens do “Xico” aproveitaram o “factor casa” e deram uma prova inequívoca do trabalho de qualidade que a formação do clube tem vindo a fazer. Mesmo com dificuldades, o DFH continua a formar grandes craques no andebol, perfilando-se cada vez mais como uma das escolas mais importantes da modalidade a nível nacional. Em exemplo estóico que vale a pena seguir.

(+) A Universidade do Minho e a Câmara Municipal anunciaram esta semana que se vão associar num projecto que visa “a integração da Universidade na malha histórica urbana”. A ideia é recuperar o quarteirão de Couros, que assim poderá será o motor “de uma nova lógica de desenvolvimento económico para a cidade”.
O Projecto CampUrbis prevê a instalação nas desactivadas fábricas de curtumes de um Centro Avançado de Formação Pós-Graduada e de uma Escola de Especialização Tecnológica, assim como um Centro de Artes, um Centro Empreendedor e o Instituto de Design, “grande instituição-âncora” do projecto.

Fazer da Zona de Couros o novo motor da cidade é uma ideia antiga. Que aplaudo. Associar o projecto a uma instituição com a credibilidade da UM faz ainda mais sentido. E trazer o Academia para o centro da cidade é uma decisão acertada, que já devia ter sido tomada há mais tempo. Assim, em 2009, Guimarães terá “nova cara”. E logo na freguesia mais negligenciada pelo poder local de entre aquelas que constituem a malha urbana.

(=) Fernando Meira homenageado – Só peca por tardia a homenagem ao defesa-central da Selecção Nacional de futebol – devia ter acontecido logo após o regresso a Portugal.
Venceu os críticos – ser de Guimarães e ter estado pouco tempo num dos ditos “grandes” é um óbice para que o lobby funcione a seu favor – e impôs-se como uma das melhores unidades da “equipa de todos nós”. Fez exibições soberbas na segunda parte da prova, especialmente contra a Inglaterra e a Alemanha.
Vimaranense – e vitoriano –, lembrou sempre a terra-Natal nas declarações prestadas no final dos jogos e, não raras vezes, aproveitou o “tempo de antena” para fazer passar uma mensagem de força aos vitorianos. Até ao final do mês, a Câmara Municipal e o Vitória vão homenageá-lo. Prémio justo, que subscrevo por inteiro. Só falta o “contrato da vida” para que o ano seja em cheio.
(-) Violência do Centro Histórico – Comércio de Guimarães e Jornal de Notícias dão conta, esta semana, que o Centro Histórico de Guimarães foi invadido por uma vaga de insegurança. São casos de “violência gratuita protagonizados por grupos de jovens organizados”, que acontecem “invariavelmente, aos fins-de-semana”, afiança o Comércio de Guimarães. Assim lido, até assusta…

A violência no Centro Histórico existe. Mas não é tão grave como a pintam. Afirmar que é perpetrada por grupos “organizados” é, no mínimo, irresponsável. Da forma como é descrita, dá a sensação, para quem não conhece a situação, que a violência se tornou uma espécie de desporto oficial da cidade nas noites de sábado.

Sou um dos habituais frequentadores do Centro Histórico nas noites de fim-de-semana. Já tenho assistido a situações desagradáveis. Mas estas acontecem de forma esporádica.
E acontecem tanto aqui como noutras cidades do país. Traçar este retrato de vandalismo dos jovens de Guimarães é injusto e inconsciente.

Há porém uma questão em que estou de acordo: falta policiamento na zona nobre da cidade. Locais como este, que juntam centenas de pessoas, deviam ter uma presença policial mais efectiva – com o efeito dissuasor que dai advém. E logo numa cidade com dois corpos policiais.
Outra questão que esta situação levanta: os jornalistas esquecem-se da sua responsabilidade social? “Que ninguém tenha dúvidas: nas noites do Centro Histórico tem vindo a aumentar a violência” (sic - Comércio de Guimarães). E há números? Ou é a sensação do senhor articulista e cabe-nos aceitá-lo acriticamente?

Com tamanho alarmismo, o Centro Histórico corre o risco de virar Centro histérico.
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Novas funcionalidades

Prometi no primeiro post a seguir à "licença sabática" do blog que este seria um novo início. Estou a tentar cumpri-lo.
Colina Sagrada está hoje de cara lavada, com um novo template. Renovei o hit counter. E inaugurei uma nova funcionalidade: uma sondagem.
O primeiro tema da sondagem é a projecção da nova época do Vitória. Com uma periodicidade de 15 dias a três semanas prometo renovar a pergunta e comentar os resultados. Valem o que valem, é certo – e como eu gosto desta expressão! –, mas podem servir para sentir o pulso à cidade.
Amanhã haverá mais novidades…
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Entre a aldeia e a cidade

No último sábado fui à Feira da Terra, a S. Torcato. Fui um dos 35 mil que, ao que diz a organização, terão passado pelo evento.

Desde o primeiro ano em que esta se realiza, costumo passar por lá. Além das ligações familiares à vila, gosto do ambiente da Feira. Gosto das manifestações da cultura popular. Dos cantares ao desafio e dos ranchos folclóricos; do artesanato tosco e dos restaurantes típicos – vinho tinto servido em malgas e enchidos. Gosto dos produtos da terra – o vinho verde, as frutas, os vegetais e o gado.

E gosto de algumas manifestações do kitsch que por lá se encontram.

Uma dessas manifestações está documentada pela foto. Explicações secundárias? Para quê? É o duvidoso gosto popular – e a recorrente associação fálica dos vegetais – na sua mais perfeita demonstração. É o grotesco puro aos pés do santo da devoção local – e é aí que me encanta a religião, nas suas manifestações populares: tão pouco canónicas e tão pagãs. É o povo que olha deliciado, os comentários machistas… Pode parecer estranho, mas gosto deste mundo. Gosto de saber que somos capazes de rir de nós próprios de uma formas tão desprendida.

Mais abaixo, no mesmo espaço, a banca do mestre Zé. Construtor e vendedor de bombos. E eles – os bombos – lá estavam: peles curtidas e aros bem fixos. Na banca dois miúdos. 13 ou 14 anos. Provavelmente netos do mestre.

Naquele cenário de ritualização da ruralidade, havia uma nota que destoava. Os dois miúdos ouviam hip-hop. Tentavam vender bombos ao som de um beat bem diferente daquele que as peles proporcionam.
Símbolo máximo do movimento-urbano – a par dos graffiti – aquela manifestação artística fora do contexto tem o seu quê de kitsch. E não deixa de ser divertido que os “putos” abanem a cabeça ao som de umas rimas, perante o olhar dos “vizinhos”: a vendedora de mel e chás e o artesão que vendia gaiolas para pássaros.

E este sinal de pós-modernidade em plena manifestação tradicional tem o seu quê de interessante. Provavelmente até vou voltar a ela aqui neste espaço.

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New Begining

Já lá vão oito meses desde que escrevi no blog pela última vez. Desde então tenho andado ocupado. Com isto, que agora acaba. Com isto. E com isto, que é para continuar. Em força, a partir de Setembro.

Agora que terminaram os exames, vou ter mais tempo para o Colina Sagrada. Prometo.

Em oito meses Guimarães pouco mudou. Excepto no campo futebolístico, em que vivemos um ano para esquecer. O Moreirense e o Torcatense desceram de divisão. O Sandinenses, o Ronfe e o Pevidém acabaram com o futebol sénior. Pior ainda: pela primeira vez em 50 anos o Vitória desceu de divisão.
Em Novembro escrevi que a eventual descida de divisão do Vitória seria “catastrófica”. Passado todo este tempo acho que acertei em cheio no termo. Um emblema com mais de oitenta anos de história, 23 mil associados, a quarta média de assistências em Portugal e uma paixão enorme à sua volta, vai jogar a Liga de Honra na próxima época. Guimarães viveu deprimida as semanas longas até à confirmação dolorosa da descida.

O mais estranho foi o que se passou a seguir. Os responsáveis pela descida passaram quase todos impunes – o bode expiatório acabou por ser um franco-tunisino de 1,65m, certamente um dos menos culpados pela catástrofe.

A ausência de alguém com coragem na cidade para assumir as rédeas do clube e a estratégica antecipação da direcção – inteligente, diga-se – deram a volta aos associados. Quando todos pensávamos que iríamos ter uma purga, assistimos a um controlado plebiscito que manteve à frente de um dos maiores símbolos da cidade os seus próprios coveiros.

Desde Novembro que Guimarães está praticamente sem actividade política. De memória só me lembro de um discurso fascista de um deputado “laranja” nas comemorações do 25 de Abril, a que quase ninguém deu atenção. Ou de uma interpelação do mesmo partido à câmara municipal sobre uns terrenos nas costas da Universidade do Minho que ainda não teve resposta. Mas vai ter…

O momento político vimaranense chega a roçar o delírio. Têm dúvidas? Vimos a melhor imagem desse facto há duas semanas. A hipotética contratação por um colosso europeu de um miúdo de 15 anos, jogador de futebol em formação no Vitória, foi tema de discussão em plena reunião de câmara. E com uma proposta hilariante para castigar “os vilões” responsáveis por tamanha malfeitoria.

Daqui para a frente vou estar atento. Por aqui.
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Duas propostas

Aproveito para propor a visita a dois blogues:

Ficheiros Discretos - que eu e três colegas, o Vítor, a Susana e o Michele, alimentamos no âmbito da cadeira de Jornalismo do 3º ano do curso de Comunicação Social da UM.

4800 Guimarães - Um visão sui generis, divertida, mas certeira de Guimarães e da nossa forma de estar.
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Uma nota de humor...

Cavaco corre o risco de perder as eleições... O CDS-PP de Guimarães anunciou o apoio ao antigo primeiro-ministro. Um sério revés!
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Balanço de alguns meses de inactividade

Passadas as férias e as Autárquicas, e agora que o curso começa a dar tréguas – o trabalho tem sido mais que muito –, regresso ao convívio bloguista, não sem antes fazer um pequeno balanço de três meses de vida vimaranense.

  • António Magalhães foi reeleito, com maioria absoluta. Pelo meio deixou mais um mau serviço à democracia vimaranense ao recusar debates com os restantes candidatos à CMG e atingindo o cumulo do ridículo ao fazer um debate a dois com o candidato do CDS-PP;
  • Ainda na política, várias juntas de freguesia do concelho mudaram de mãos nas Autárquicas, o que, sem olhar às mudanças em si, é um bom sinal. O povo sabe – nem todo é verdade – que é de mudança que se faz a evolução;
  • Entretanto, os órgãos autárquicos tomaram posse, com novas caras e com um “novo” presidente da CMG. Magalhães apareceu após a reeleição com um discurso morto, sem alma e sem ambição. Não lançou nenhum objectivo para o mandato – como vinha sendo seu timbre – e escudou-se na desculpa da falta de verbas (Guimarães é o segundo concelho menos endividado do país…). Será que chega ao final do mandato? Ou este discurso apenas está a abrir as portas à saída previsível?
  • O Vitória, apesar da boa campanha europeia, tem sido pouco menos que sofrível, com apenas três triunfos em dez jogos, na Liga e, se as coisas não mudam, corre o risco de ir parar à Liga de Honra. O que seria catastrófico…

Certamente passaram-se outras coisas não menos importantes no concelho e na cidade. Estas são as que neste momento me parecem mais pertinentes registar. Aproveito para lançar o desafio aos leitores. Que outros acontecimento destacariam na vida de Guimarães dos últimos três meses?

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Romper com o estigma

A revista Visão na edição desta semana, publica uma reportagem acerca de algumas das marcas portuguesas que triunfam no mercado internacional. Finalmente, alguém teve coragem para lançar uma lufada de ar fresco sobre o discurso oficial da menoridade nacional, do lamento deplorável de políticos e media sobre os fracassos do país, e abanar – assim o espero – algumas consciências para que se volte a acreditar em Portugal.
Com a devida vénia, cito um parágrafo da reportagem de Cesaltina Pinto e Paula Cardoso que, acredito, ilustra de forma excelente a mensagem que temos de ser capazes de fazer passar: “São empresas portuguesas que perceberam que uma marca é essencial para as transacções no mercado global, que inovar e criar coisas diferentes é meio caminho andado para conquistar nichos de clientes (…). Acabe-se então com o choradinho nacional e contrarie-se a ideia de que somos a “China da Europa” e só sabemos vender mão-de-obra barata.”
De facto, um país que tem marcas como a Throtleman, a Silampos ou a Vista Alegre não pode ser um país menor, nem ter vergonha de assumir como suas marcas de excelência a nível mundial, que ombreiam sem medos com nomes grandes da indústria global.
E entre as 11 empresas escolhidas pela Visão como exemplos de sucesso encontram-se duas empresas vimaranenses: Cutipol e Kyaia – através da marca de calçado desportivo Fly London. Além de um motivo de orgulho para Guimarães, este deve ser encarado como um incentivo a uma nova forma de pensar – e de estar – dos empresários da região. Para seu bem pessoal: deixam assim de ser olhados como patrões empenhados em engordar contas bancárias e compara bólides em leasings nos nomes das empresas e passam a ser “bussiness men” respeitados e dinâmicos; e para bem da região – e de Portugal –, com benefícios óbvios em termos económicos e sociais: cria-se emprego, gera-se riqueza, valorizam-se as pessoas.
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Incoerência

Cheguei de férias e dei logo de caras com uma série de novos cartazes políticos. As Autárquicas são só para Outubro, mas é preciso desde já começar a ganhar votos.
De entre todos os novos cartazes, o que mais me espantou foi o da candidatura do PSD à da Junta de Freguesia de Urgezes. Não só pelo facto de uma Junta de Freguesia, por mais importante que ela seja, justificar tamanha envergadura publicitária, mas – especialmente – porque o actual presidente da Junta e candidato “laranja” à freguesia surge no cartaz com o Centro Cultural de Vila Flor como pano de fundo e o “headline”: “Urgezes vai continuar a crescer”.
Então o PSD, que sempre se bateu contra Vila Flor, defendendo a solução Teatro Jordão, usa a nova valência como mais-valia na campanha autárquica, “vendendo” o equipamento como mérito seu no crescimento de Urgezes?
Chamem-lhe o que quiserem. Para mim é a mais pura das incoerências. Mas a ela já nos vamos habituando no terreno político vimaranense...
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Marcha Gualteriana

Ontem foi dia de Marcha Gualteriana. Depois do cortejo do Pinheiro, nas Nicolinas, este é o maior momento de “comunhão” entre os vimaranenses, uma noite única de identificação das gentes de Guimarães com as suas tradições, no culminar de quatro dias dedicados à cultura, nomeadamente a de cariz mais popular, e à diversão.
Numa época em que milhares de emigrantes regressam a Portugal, de férias, a cidade enche-se de vimaranenses – residentes ou não –, mas também de muitos forasteiros encantados pela cor de que se reveste a cidade Património Mundial.
Sem pôr em causa o trabalho – fantástico, sublinhe-se – dos obreiros da Casa da Marcha que, durante um ano, há quase um século, erguem os carros alegóricos e os fazem desfilar pelas ruas da cidade, este ano dei com uma situação evitável, que, de algum modo, me chocou.
O primeiro carro do desfile é, invariavelmente, o Carro da cidade, dedicado a Guimarães e com os principais símbolos da cidade como ornamentos essenciais. Até aqui nada de mal… Mas a tradicional dedicatória desse carro era, este ano, “ao trabalho desenvolvido pela Câmara municipal” e, na descrição do mesmo, era ainda dito que para o orgulho vimaranense “actualmente, contribui bastante o esforço conjunto de uma equipa que trabalha incansavelmente para que este progresso seja contínuo”.
Às tantas tem sido assim todos os anos e eu é que ando com o sentido crítico mais aguçado, mas em ano de eleições, exigia-se, no mínimo,... mais cuidado!
A Casa da Marcha, como uma das instituições mais antigas e valiosas da cidade devia evitar este tipo de papéis que, não só não a engrandecem, como podem colocar em causa a sua seriedade.
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Emídio Guerreiro: um exmplo de 105 anos

O histórico vimaranense Emídio Guerreiro faleceu ontem, aos 105 anos de idade, no Lar com o seu nome onde ultimamente residia.
Nascido em Guimarães a 6 de Setembro de 1899, a sua vida passou por três séculos, acompanhando as mais marcantes datas do século XX, tendo, aliás, participado activamente em alguns desses momentos históricos.
Republicano convicto e um lutador pela Liberdade e dignidade Humana, Guerreiro participou como voluntário na I Guerra Mundial, na Guerra Civil espanhola. Resistente da primeira hora à ditadura nacional, fundou em 1928 a loja maçónica "A Comuna", tendo estado preso depois de em 1932 ter escrito escreve um panfleto contra o então presidente Óscar Carmona. Um ano depois consegue escapar, iniciando um exílio que se prolongaria até ao 25 de Abril.
Participou ainda na resistência francesa durante a II Guerra Mundial e fundou em 1967, a LUAR – Liga Unificada de Acção Revolucionária, para combater o regime salazarista.De regresso a Portugal, depois do 25 de Abril, foi um dos fundadores do PPD, eleito, em 1975 secretário-geral do partido, e deputado à Assembleia Constituinte, vindo a afastar-se do PPD, descontente com o rumo que o partido estava a seguir.
Cumprindo um desejo do combatente anti-fascista o seu corpo seguiu para Lisboa onde ficará exposto na sede do Grão Oriente Lusitano e na Associação 25 de Abril. Depois de ser cremado, os restos mortais de Emídio Guerreiro regressam a Guimarães onde se realizará o funeral, ainda sem data marcada, estando ainda prevista uma passagem dos seus restos mortais pela Sociedade Martins Sarmento.
Como o Professor – assim era carinhosamente chamado por muitos dos amigos nestes últimos nos de vida – referia várias vezes, a sua vida só começou verdadeiramente após o 25 de Abril. Por isso morreu cedo: aos 31 anos. E deixa-nos sem ter legado convenientemente a Portugal o valor dos seus ideais políticos e sociais. Desiludido com o rumo da democracia nacional, aguardo com expectativa a divulgação do seu testamento político. É que aos 105 anos era ainda um Guerreiro lúcido.
Foi o vimaranense mais importante do século XX, e uma personagem ímpar da história portuguesa e mundial. Junta-se agora, ao lado de Santos Simões e Hélder Rocha, à galeria dos vimaranenses como já dificilmente aparecem, exemplos de lutas pelas causas maiores e pela Humanidade.

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877 anos de Portugal nasceram em Guimarães



Este é o nosso dia. De Guimarães, pois claaro, que Portugal mal sabe que foi hoje que começou. Não vai passar nas TV's, nem nas rádios nacionais.
-"Porque é que hoje é feriado?".
-"É o dia de S.João, não é?".
(...)
-"Afonso Henriques. Quem é?".
(...)
-"Batalha de S. Mamede? Não imagino o que seja".

Se calhar é melhor assim. É melhor que o 24 de Junho não seja notícia, não fosse acontecer um diálogo quase surreal como o que tentei criar atrás.

Por isso é que o 24 de Junho é só nosso. E mesmo para os nossos, o que parece contar são as inaugurações e as medalhas que se entregam, e não o significado do dia em si. Basta que olhemos as capas dos jornais da terra e o cenário confirma-se. Triste...
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O seu a seu dono...

A edição de ontem do Comércio de Guimarães e o guimaraesdigital.com corrigem a erro do dia 17, quando anunciavam que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Alberto Martins, presidiria às comemorações do 24 de Junho.
Só que o ministro das Assuntos Parlamentares não é Alberto Martins, mas Augusto Santos Silva, e os órgãos de comunicação social do Grupo Santiago, dando conta do lapso, corrigem hoje a informação anterior.
Mas fazem-no de uma forma curiosa: não assumem o erro e, como quem não quer a coisa, até alteraram a notícia com a errata, que tinham publicado on-line no dia 17, corrigindo-a à socapa. Cada um escolhe a sua postura no jornalismo...
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Regresso ao passado?

Fui surpreendido com a notícia que abre esta noite o site guimaraesdigital.com. Segundo os companheiros do referido portal, o "Ministro vimaranense Alberto Martins preside ao 24 de Junho". E acrescentam: "o Ministro dos Assuntos Parlamentares, preside à sessão solene do 24 de Junho, em representação do Governo. Alberto Martins, natural de Guimarães aceitou o convite que lhe foi feito pela Câmara Municipal. Devido à presença do Ministro nas comemorações, o programa sofreu algumas alterações".
Os mais atentos já terão certamente dado conta do erro do guimaraesdigital. Alberto Martins foi ministro dos assuntos parlamentares, mas no último governo de António Guterres, ocupando hoje o cargo de líder parlamentar do PS na AR. O ministro dos assuntos parlamentares é Augusto Santos Silva. E já tomou posse vai há 100 dias... E, às tantas será mesmo Santos Silva quem presidirá às comemorações do Dia Um de Portugal, já que, não me parece lógico que um líder parlamentar - ainda que da maioria - presida a cerimónias oficiais em representação do governo.
Mais comentários para quê?...
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"Ouro para Sampaio sem consenso"...

... e sem bom senso

Segundo o Comércio de Guimarães e o Jornal de Notícias, o presidente da República Jorge Sampaio não vai receber a medalha de Ouro da cidade no próximo 24 de Junho, uma vez que a proposta para a sua condecoração não foi unânime entre a vereação municipal. O principal obstáculo terá sido colocado pelos vereadores do PSD que, segundo o Comércio de Guimarães, "não perdoam a Jorge Sampaio a forma como viabilizou a criação do concelho de Vizela".
Deste modo, o PS retirou a proposta, considerando que a mais alta distinção honorífica atribuída pela cidade deveria assentar numa votação unânime, "evitando a repetição do que aconteceu com o antigo Presidente da República, Mário Soares".
Ou seja, a confirmar-se a postura social-democrata, fica demonstrado que para a liderança “laranja” local, vale mais o bairrismo parolo que a gratidão e o reconhecimento ao PR (por muito defeitos que ele tenha).
Vizela é concelho há sete anos e Guimarães não parece ter perdido muito com isso (perdeu apenas alguns quilómetros de extensão, mas o tempo do Império já lá vai...). Por outro lado, Samapio - como se provou no recente 10 de Junho - manteve sempre a estima por Guimarães.
Por outro lado, seria uma boa oportunidade para promover a intenção vimaranense de elevação do Dia Um de Portugal a feríado nacional. E de promoção da própria cidade.
Eu também defendo que essa data faria mais sentido que o 10 de Junho (feriado devido à morte de Camões, esse dia marcante da história nacional...), e também sou bairrista, pois claro. Recuso-me é a fazer figuras tristes.
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Tiro de Partida

Começa aqui o Colina Sagrada. Um blog que pretende ser um espelho mais ou menos fiél de Guimarães. Comentários, opiniões e, até, notícias... Um pouco de tudo com um tema em fundo: a cidade Berço!
Agora sou só eu, num "exercício de cidadania" (acho que já ouvi chamar isto ao bloguismo). Mas prometo alargar o projecto a outras "vozes" e outras opiniões! Para reflectir de forma plural (e democrática) sobre Guimarães.