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Batam palmas... De pé!

A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, acaba de anunciar, em conferência de imprensa, que Guimarães será candidata a Capital Europeia da Cultura em 2012. Uma grande notícia!
Apesar de ainda não estar confirmada a escolha, o simples facto de Guimarães ser a candidata nacional escolhida pelo Governo é nota de destaque. Tanto mais que a Ministra da Cultura foi a primeria a enumerar as virtudes da cidade Berço na corrida a 2012: "um centro histórico exmplarmente recuperado, o Centro Cultural de Vila Flor, o excelente pavilhão Multiusos e boas acessibilidades".
É a oprtunidade de ouro para Guimarães se afirmar em definitivo. Com as consequências que podem daí advir no nosso panorama cultural, turístico e de infra-estruturas.
Nos próximos dias vou voltar ao tema.
Um fim-de-semana de triunfo para a autarquia. Além de ter o governo em peso a preparar a presidência europeia portuguesa do próximo ano no Vila Flor, Guimarães ainda sai com este presente do Executivo nacional. Duplo triunfo para Magalhães. E para nós, vimaranenses!
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GMR TV

Dei, este fim-de-semana, de caras com as primeiras emissões do Porto Canal. Apesar do nome, o novo canal quer ser a TV de todo o Norte. O que é basicamente o mesmo que dizer que o “lisboacentrismo” se combate com um “portocentrismo”. O que não deixa de ser incoerente.

Quanto a mim, Guimarães devia ter o seu próprio canal de TV. Quanto mais não fosse emitido on-line. O Colina Sagrada lança aqui um desafio aos seus leitores: sugiram programas para 24 horas de emissão da GMR TV. E já agora, quem seriam os seus apresentadores?

Lanço a primeira acha: Zeca Paulo a apresentar o programa da manhã, num misto de Você na TV e Monty Python.
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No início da época ouvia-se à boca pequena - mesmo em Guimarães - que o Vitória seria uma espécia de "Benfica da II Liga", capaz de arrastar multidões, gerar receitas extraordinárias e motivar os adversários para os confrontos da temporada.
Escusado era levar a coisa tão a peito...
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Vergonha na cara...

Costumo passar por aqui para ler a fantástica prosa humorística dos senhores. Desta vez - a primeira? - escrevem mesmo a sério.
O artigo é assinado pelo Zé Diogo Quintela e é uma das mais desprendidas e perspicazes ensaboadelas que o jornalismo (???) desportivo nacional levou nos últimos anos.

Para levar a sério. E ganhar vergonha na cara.

É por estas e por outras que a profissão está como está. Haverá quem lhes queira seguir as pisadas?

(Entretanto, encontrei aqui outra crítica bem esgalhada ao mesmo título. Assertivo!)
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Um ano de CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor comemora hoje um ano de actividade e este costuma ser um tempo de balanço. E o balanço a fazer de um ano de CCVF não deixa de ser positivo, embora fique alguma sensação de desilusão.
A programação inicial do CCVF prometeu. Madredeus a abrir, “Batalha de arroz num ringue para dois” não muito depois. Kimmo Pohjonen, David Fonseca – e haveria Nicola Conte não fosse o concerto ter dado em fiasco, que passou despercebido nos media locais… – , teatro, cinema… O primeiro trimestre do Vila Flor teve programação em qualidade e quantidade.

O problema foi o CCVF não ter conseguido cumprir as expectativas. O primeiro semestre de 2006 foi muito pouco conseguido em termos de programação. Um ou outro espectáculo de maior qualidade… E pouco mais! Além disso, o Vila Flor ainda não se definiu. Não decidiu se quer ser uma casa de artes elitista ou popular. Por isso é capaz de levar ao mesmo espaço Santos & Pecadores e Fingertips, Linda Martini e Dead Combo, Bernardo Sassetti e a orquestra metropolitana de Lisboa.

Olhando pela positiva, o CCVF conseguiu finalmente dar a Guimarães uma casa de espectáculos com condições para atrair grandes nomes. E ao nível do que a cidade – e a exigência de qualidade dos vimaranenses frequentadores deste género de espaços – exigem.

Há ainda a salientar a constante dinamização de um dos mais bonitos espaços que a cidade, agoram, possui: os jardins do Centro Cultural, com exposições e instalações – e os concerto no Verão – que valem a pena. Por ouro lado, o teatro Oficina tem finalmente uma casa digna para estrear as suas produções e fazer crescer os seus padrões de qualidade.

Um dos grandes beneficiados com a abertura da nova casa de espectáculos foi o Cineclube. A boa programação que o Cine vimaranenses já oferecia, teve agora maior exposição e ofereceu melhores condições aos associados. Resultado: um enorme crescimento do número de sócios. Mas o Cineclube de Guimarães não se ficou por aqui e aproveitou o novo espaço para organizar ciclos de cinema e trazer a Guimarães um extensão do INDIELisboa. De resto, o Cineclube tornou-se mesmo num dos principais dinamizadores dos Auditórios do CCVF.

Quanto ao programa de aniversário: está giro. Isso mesmo: giro. Acho giro que se ofereça o pequeno-almoço nos jardins e que se promovam visitas aos bastidores do Vila Flor. Acho giros os ateliers para crianças e famílias e acho gira a exposição da fotógrafa oficial da casa. Mas falta sal à data, que nem o concerto de Elisabete Matos – finalmente Guimarães acordou para o talento da cantora lírica vimaranenses – parece trazer.

Post scriptum – Fora da cultura, há um rábula a marcar o primeiro ano do Vila Flor. O espaço que foi “vendido” aos eleitores como futura casa da Assembleia-municipal, mas acabou por apenas receber um par de sessões daquele órgão autárquico. Os vimaranenses nem deram por isso. E a oposição assobiou para o lado… outro valores mais altos se levantaram!
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Gualterianas com programa pobre


Segundo o inquérito promovido pelo Colina Sagrada, a maioria dos vimaranenses considerou o programa do Centenário das Festas da Cidade e Gualterianas "pobre".
50% dos votantes foram dessa opinião, ao passo que 20% consideraram o programa "muito bom". A mesma percentagem de votantes considerou o cartaz "igual" ao de anos anteirores. Apenas 10% dos votantes consideraram o programa das Gualterianas 2006 "pior" do que o habitual.

A partir de hoje estará on-line nova votação. Desta feita, proponho um balanço de um ano de actividade do Centro Cultural de Vila Flor.
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Se fosse ao contrário…

Os vitorianos são apaixonados no apoio ao clube. No último domingo, na Póvoa de Varzim, foram quase 4 mil a assistir a um jogo que teve transmissão televisiva e se realizou às 11 da manhã. Saúda-se esta entrega ao Vitória – ainda que dentro de campo teimem em esquecê-la.
Mas a ideia de realizar em pleno Passeio Alegre uma Marcha Branca é perfeitamente despropositada. Aquela invasão tem um significado simbólico. Atravessar a principal artéria de um cidade que não a nossa daquela forma é provocação. Uma espécie de complexo colonialista sobre a Póvoa perfeitamente escusado.
Que fariam os vitorianos se Braga, Benfica ou Porto fizessem uma “Marcha Vermelha” ou uma “Marcha Azul” na cidade berço? Não iam gostar, suponho…

Post scriptum – Segundo o Desportivo de Guimarães, os vitorianos “percorreram, em cânticos, a distância que separa o Casino da Póvoa do estádio do Varzim”. Os vitorianos já inventaram de tudo. Desta vez foi um meio de transporte. Se aquilo gastar pouco, vou começar a ir de cântico para a universidade.
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Mesada

Agosto correu rápido. E sem grandes motivos de interesse em Guimarães. Mesmo assim, vale a pena fazer um resumo do que por cá aconteceu

(+)18 anos de “Cinema em Noites de Verão” – O Cineclube de Guimarães já nos habituou a ser uma das poucas associações que passa ao lado da letargia cultural vimaranense. Desde as sessões regulares aos ciclos temáticos, passando pelo incontornável momento que são as sessões de cinema ao ar livre realizados durante o verão no Largo da Oliveira.
Uma iniciava plena de vigor e a caminho dos 20 anos. Os vimaranenses aderiram e o cartaz foi de boa qualidade – capaz de integrar clássicos, sucessos norte-americanos e bom cinema europeu.
E há vontade de crescer, como se depreende das palavras do presidente da associação Carlos Mesquita ao Povo de Guimarães, que espera poder, dentro de dois anos, fazer as sessões em ecrã scope.

(=)Jornais vimaranenses – Toda a gente merece férias, mas o mundo não pára em Agosto. A irritante mania dos jornais vimaranenses em fazer férias durante este mês é mais um sintoma da falta de profissionalismo e visão empresarial que marca o jornalismo regional – e o vimaranense com curiosa intensidade.
As receitas baixam, porque não há publicidade, e é preciso pagar os salários aos jornalistas e demais funcionários – bem como o subsídio de férias. O resultado só pode ser um claro desequilíbrio financeiro. Além de que as vendas em banca, com a presença dos emigrantes, podiam ser uma boa fonte de receita no Verão. Houvesse visão e coragem.
Depois estranham a crise…

(-)E mandá-los embora? – O Hospital de Guimarães andou nas bocas do mundo.
Primeiro foi a criança que entrou nas Urgências com “queimaduras de cigarros”, que afinal não passavam de uma infecção por uma bactéria. Depois os carros de luxo que a administração comprou, e que levaram Correia de Campos a perder aquela postura seráfica que o caracteriza.
O caso da menina atendida pelo serviço de urgência é de uma irresponsabilidade a toda a prova. Em primeiro lugar, do clínico – ou clínicos – que fizeram um mau diagnostico. Depois, da Administração dos Hospital – e do seu departamento de Comunicação, se o houver – que deixou sair a notícia para o tablóide da região e, mais tarde, se escusou a pedir desculpa à família ou a assumir o erro. Pelo meio, a menina foi entregue a uma tia pela Comissão de Protecção de Menores, que culpou sem provas a mãe da criança – também um claro caso de incompetência.
Como se não bastasse, a Administração do Hospital Senhora da Oliveira comprou três viaturas de luxo, o que levou o Ministro a emitir um despacho em que proibia os conselhos de administração dos hospitais de realizarem qualquer compra “não directamente relacionados com o objecto do estabelecimento de saúde”.
Dois claros sinais de incompetência que, se houvesse seriedade, davam direito a reprimenda. Ou então a guia de marcha…
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Back in business

As férias terminaram ontem: aqui. Com estes enormes senhores.
Compromissos profissionais absorvem-me por completo até amanhã. Prometo voltar depois disso. Para continuar a acompanhar o presente de Guimarães.

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Pausa para respirar

Vou parar para respirar. O blog não vem comigo. Durante duas semanas é pouco provável que por aqui esteja. Volto na recta final de Agosto. Com novidades saborosas para comentar, espero.

Boas Férias!
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Centenário da Marcha Gualteriana

Polémicas à parte, Guimarães festejou durante o último fim-de-semana – a primeira semana foi um mau ensaio – o Centenário das Festas da Cidade. A noite de ontem marcou o final das festividades, com o número maior das Festas, a Marcha Gualteriana.

Em ano de Centenário, a Associação Artística da Marcha Gualteriana homenageou os principais responsáveis pelos 100 anos de sucesso: Os obreiros da Casa da Marcha e a cidade de Guimarães e os vimaranenses.

Como já aqui escrevi, a marcha Gualteriana é mais uma prova da diferença que marca a forma de estar das gentes de Guimarães. Não fazemos marchas, fazemos A Marcha. Não partimos a cidade em bairros que se defrontam, unimos os vimaranenses em torno de um objectivo comum. Com sucesso há 100 Anos.

Estava com especiais expectativas sobre a Marcha deste ano. E não saíram defraudadas.
Os carros alegóricos especialmente cuidados – salvo a excepção do terceiro carro, dedicado à Economia; Guimarães como pano de fundo fundamental – a igreja do santo que dá nome à Festas pela primeira vez em muitos anos representada no carro da Cidade, a Penha, outro ex libris de Guimarães também “esteve” na Marcha, assim como a lenda maior da nossa mitologia vimaranense; E muita gente na rua.

Ainda não há números oficiais, mas arrisco algo próximo dos 150 mil espectadores. O que é fantástico. De resto, as Gualterianas deste ano pareceram-me especialmente concorridas. Arrisco duas explicações: O Centenário chamou de facto mais gente, mas, mais importante que isso, os vimaranenses ficaram pela cidade durante esta semana, mais do que habitualmente acontece – sinal da crise?

Fiquei de olhos sorridentes com o carro dedicado às crianças. Talvez porque sou um puto crescido. Mas ninguém ficou, por certo, indiferente à multiplicidade de cores e ao fantástico trabalho dos electricistas que ali estava feito. Muito bonito!

O grande triunfo da Marcha Gualteriana deste ano esteve, a meu ver, nos números vivos. Pela primeira vez desde que assisto à Marcha Gualteriana, não houve escolas de Samba. Era uma das coisas que me causava solene irritação: Porque haveria um evento que serve para valorizar o que de melhor há em Guimarães e na região que a cidade lidera de ser polvilhado por ritmos brasileiros e meninas seminuas?


Com a diversidade de costumes que a região apresenta, nada melhor do que chamar os grupos de teatro, os ranchos folclóricos e grupos de bombos para animar as ruas. Os bonecos electrificados, que normalmente chegavam ao Toural em cangalhos, eram este ano muito mais e coordenados. A crítica mordaz não foi esquecida – com o Vitória à cabeça. E ainda houve espaço para representações de momentos históricos vimaranenses – a vida da Citânia de Briteiros, a promessa de D. João I à Senhora da Oliveira, etc. Aposta ganha!
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Uma proposta para férias

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Bolonha e a UM

“Cerca de 50 docentes do Ensino Superior poderão ser despedidos, em três estabelecimentos do Norte do País, por causa da adaptação dos cursos ao Processo de Bolonha”, noticiava a Visão na sua edição da passada semana.
Bolonha será, mais do que a propalada revolução no Ensino Superior europeu, isto mesmo: uma correcção economicista do suposto sobredimensionamento das Universidades Públicas. Reduz-se o número de anos de formação financiados pelo Estado, reduz-se o número de professores e adapta-se a formação às necessidades do mercado, esquecendo a vertente académica.
Ganha o Estado, ganham os gestores das faculdades, perdem os alunos: Formar um Sociólogo ou um Biólogo em cinco anos não é o mesmo que o formar em três, por muito que nos queiram convencer do contrário.
Destes 50 professores em risco, “cerca de 35”, são docentes na Universidade do Minho. E entre os 35 da UM, 15 são professores do Instituto de Ciências Sociais, ou seja, quase metade.
Não acredito que esta seja a única Escola sobredimensionada na UM. Tampouco aquela que tem piores investigadores e docentes – o Centro de Estudos de Ciências da Comunicação da UM foi considerado o melhor do país, assim como a sua licenciatura em Comunicação Social.
A questão aqui é outra. O afastamento destes 15 elementos do ICS é político. Moisés Martins, o presidente do ICS da UM, foi o adversário do actual Reitor, Guimarães Rodrigues nas últimas eleições na academia. O ICS é a única voz crítica dentro da UM e a única Escola capaz de questionar o projecto da actual Reitor para Bolonha. Que melhor maneira de mostrar quem manda do promover uma “sangria” entre os principais opositores?
Moisés Martins alertou durante a campanha eleitoral na UM para os tiques absolutistas do actual gestor da UM. Este é um exemplo. E esta semana chega mais um: À Visão, o António Guimarães Rodrigues respondeu à questão dos despedimentos com um evasivo “não comento”. Elucidativo…
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Vimaranenses acreditam


Os vimaranenses parecem acreditar na subida do Vitória à I Liga. Os comentários na cidade e nos vários locais onde se discute o clube na Internet são de crença nas potencialidades da equipa construída por Luís Norton de Matos.
A sondagem que Colina Sagrada realizou ao longo das últimas semanas via no mesmo sentido. Em 22 votantes – a amostra é muito reduzida, é certo –, 73% acreditam na subida do Vitória – 55% acham que o Vitória poderá mesmo ser Campeão da Liga de Honra.
Esperemos que a equipa confirme as previsões.

A partir desta tarde estará on-line nova consulta.

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Semanada III

(+) Arte contemporânea no teleférico – O projecto Teleférico que, desde o dia 22, leva Arte Contemporânea ao cais inferior do teleférico de Guimarães, é um dos poucos exemplos – felizmente um bom exemplo – de actividade cultural extra égide municipal. Só por isso saúda-se. Mais positivo é por ser feito por gente jovem, disposta a criar um movimento de vanguarda numa cidade por vezes extremamente conservadora. O Laboratório das Artes já nos vai habituando a isso.
O projecto “visa a ocupação de um espaço singular, transportando-o para uma promoção da Arte Contemporânea nas suas diversas áreas e expressões artísticas”. A ideia de o levar a cabo num espaço que já foi coqueluche vimaranense – mas que ainda não se livrou da etiqueta de luxo de novo-riquismo sem sentido – é também inteligente.
Teleférico contempla duas exposições com 15 artistas cada e pretende criar condições de recepção, reflecção e divulgação de práticas e pensamentos artísticos contemporâneos. Até 11 de Setembro aconselha-se a visita.

(=) – Centenário da Marcha Gualteriana – Não vou voltar a bater no ceguinho. Sobre as Gualterianas já disse tudo. Mas o programa pobre retira brilho à data, ainda que esta semana tenha sido de justas homenagens aos principais fazedores das Festas.
Os grandes obreiros destes 100 anos foram homenageados. Justamente. A rua onde a Casa da Marcha está sedeada recebeu o seu nome. Na mesma ocasião, foi inaugurado, junto ao edifício, um monumento evocativo da efeméride.
Um trabalho de investigação de Armindo Cachada foi dado à estampo por estes dias, ao passo que o Cybercentro anunciou a realização de um documentário sobre a Marcha Gualteriana. Iniciavas que dignificam o número maior das Festas da cidade e aqueles que ao longo de um século deram o seu saber e esforço em prol da instituição.
A Marcha é um símbolo do que distingue o vimaranensismo: Enquanto noutras terras as marchas se fazem de rivalidades entre bairros, que se digladiam todos os anos, em Guimarães, a cidade une-se para fazer uma festa que é comum. Há 100 anos.

(-) – Câmara não mexe no IRS – Sobre a crise das finanças vimaranenses já falei na passada semana. A última reunião do executivo trouxe mais alguns dados para a análise da questão. A câmara vai cortar o apoio às obras nas freguesias e os subsídios – alguns fazem tão pouco sentido que a medida já chega tarde – como pode ainda vir a acabar com o apoio às IPSS’s.
A nova lei das finanças locais vai deixar os municípios com a corda ainda mais apertada e Guimarães não vai ser excepção. Uma das novidades que o novo diploma prevê é que cinco por cento do valor do IRS pago pelos contribuintes de cada concelho seja canalizado para as autarquias. Desses, três por cento podem, ou não, ser deixados nos bolsos dos contribuintes. Dada a crise que afecta as contas do município, e também a fraca receita que Guimarães arrecada – em função da baixa media salarial do concelho – a edilidade vai querer receber a verba por inteiro.
Do ponto de vista económico percebe-se. A justificação de Magalhães surge precisamente desse ponto de vista: “Para que os valores que vêm para as câmaras sejam os mesmos que vêm agora, temos que contar com os cinco pontos do IRS”.
No entanto, esta parece-me mais uma medida para afastar as pessoas. Se Famalicão ou Braga não alinharem pelo mesmo diapasão, um casal em início de vida não preferirá ir viver para fora do concelho e ganhar com isso uns euros mais no orçamento doméstico?
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O que é isto...?

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É fazer as contas…

Gosto de Futebol, mas percebo pouco dos negócios que o envolvem – e faço um esforço por não os perceber, não fosse deixar de apreciar a beleza do jogo.
Vem isto a propósito da próxima época do Vitória. Na última Assembleia-geral, pouco mais de 50 sócios aprovaram o Orçamento do clube para a próxima temporada. Para o futebol profissional está previsto um orçamento anual de 2,5 milhões de euros.
O Vitória vendeu, neste defeso, os seus dois mais importantes activos. Sebastian Svärd vai para o Borussia de Mönchengladbach e Marek Saganowski (na foto) para o Troyes. Segundo a imprensa desportiva, Svärd saiu por um milhão de euros e Sagan por 1,6 milhões. Ou seja, juntos fizeram entrar nos cofres do clube 2,6 milhões de euros. O que equivale a dizer que pagaram a época. Como diria António Guterres: “É fazer as contas…”
Ou seja, a partir daqui é lucro. Os mais de dez mil lugares anuais vendidos, as quotas dos mais de 23 mil associados, os patrocínios e as receitas de bilheteira, etc. Ou estarei a perceber mal o negócio que envolve o futebol?
foto daqui
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Semanada II

(+) Bombeiros recolhem óleos alimentares usados – A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães estabeleceu uma parceria com um o CVR – Centro de Valorização de Resíduos, da Universidade do Minho (UM), tendo em vista a recolha de óleos alimentares usados.
O objectivo é transformar os óleos domésticos em Biodiesel, uma energia “verde” que será utilizada pelos carros de incêndio dos Voluntários de Guimarães. Para tal, a sede dos Bombeiros contará, a partir de amanhã, com um oleoponto onde a população de Guimarães deverá colocar os óleos utilizados em casa.
A iniciativa é em tudo louvável. Primeiro do ponto de vista ambiental e cívico: reduz a poluição – nas redes de saneamento e, por via indirecta, nos cursos de água – e permitirá alimentar as viaturas dos Bombeiros de forma mais barata e menos poluente.
Mas também do ponto de vista associativo. È bom que uma instituição com a dimensão dos Bombeiros de Guimarães dê o exemplo e mostre saber fazer aquilo que poucos fazem: aproveitar as sinergias resultantes da existência em Guimarães de centros de excelência associados à UM.

(=) Gualterianas –aqui escrevi sobre o programa das Gualterianas. Pobre, sem novidades, esquecendo que é de Centenário a edição 2006 das Festas da Cidade.
A organização das Festas esteve também mal na forma como anunciou o programa. No início da semana já aqui tinha escrito sobre ele, uma vez que este já tinha sido anunciado no sítio da Oficina. Mas a apresentação oficial só teve lugar na sexta-feira. Ou seja, os jornais da cidade não trazem o programa – embora este já seja conhecido – porque ele só foi anunciado formalmente no dia em que as edições estão nas bancas.
Por falar em mau serviço: o que dizer da forma como a cidade está iluminada? Não gosto dos motivos populares, mas respeito que é esse o cariz da festa. Contudo, o mau gosto tem limites. Um projector que ilumina a igreja de S. Pedro no Toural com cores diferentes de três em três segundos é mau. Luzes azuis – tipo tunnig – na muralha mais emblemática de Guimarães, é insultuoso.
Alguém acha aquilo bonito?

(-) Crise orçamental no Município – Adivinhava-se o cenário. Mas a forma como o vice-presidente da Câmara, Domingos Bragança o traçou na última Assembleia municipal é assustador.
Bragança confirmou que a autarquia está no “limite do endividamento” e que, desse modo, os investimentos autárquicos vão ser travados. De resto, apenas a circular sul/nascente e a ligação ao AvePark não serão afectados, uma vez que as verbas resultam de protocolos com o Governo central e a União Europeia.
Na mesma sessão, o líder do PS vimaranense afirmou que as estradas “rasgadas e em mau estado” existente “um pouco por todo o concelho” só poderão ser arranjadas num prazo de dois a três anos.
Ou seja, enquanto o concelho – todo – paga o estádio, o CCVF e o novo mercado, vamos continuar a mudar de pneus e suspensões de carros com maior frequência.