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Uma nota de humor...

Cavaco corre o risco de perder as eleições... O CDS-PP de Guimarães anunciou o apoio ao antigo primeiro-ministro. Um sério revés!
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Balanço de alguns meses de inactividade

Passadas as férias e as Autárquicas, e agora que o curso começa a dar tréguas – o trabalho tem sido mais que muito –, regresso ao convívio bloguista, não sem antes fazer um pequeno balanço de três meses de vida vimaranense.

  • António Magalhães foi reeleito, com maioria absoluta. Pelo meio deixou mais um mau serviço à democracia vimaranense ao recusar debates com os restantes candidatos à CMG e atingindo o cumulo do ridículo ao fazer um debate a dois com o candidato do CDS-PP;
  • Ainda na política, várias juntas de freguesia do concelho mudaram de mãos nas Autárquicas, o que, sem olhar às mudanças em si, é um bom sinal. O povo sabe – nem todo é verdade – que é de mudança que se faz a evolução;
  • Entretanto, os órgãos autárquicos tomaram posse, com novas caras e com um “novo” presidente da CMG. Magalhães apareceu após a reeleição com um discurso morto, sem alma e sem ambição. Não lançou nenhum objectivo para o mandato – como vinha sendo seu timbre – e escudou-se na desculpa da falta de verbas (Guimarães é o segundo concelho menos endividado do país…). Será que chega ao final do mandato? Ou este discurso apenas está a abrir as portas à saída previsível?
  • O Vitória, apesar da boa campanha europeia, tem sido pouco menos que sofrível, com apenas três triunfos em dez jogos, na Liga e, se as coisas não mudam, corre o risco de ir parar à Liga de Honra. O que seria catastrófico…

Certamente passaram-se outras coisas não menos importantes no concelho e na cidade. Estas são as que neste momento me parecem mais pertinentes registar. Aproveito para lançar o desafio aos leitores. Que outros acontecimento destacariam na vida de Guimarães dos últimos três meses?

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Romper com o estigma

A revista Visão na edição desta semana, publica uma reportagem acerca de algumas das marcas portuguesas que triunfam no mercado internacional. Finalmente, alguém teve coragem para lançar uma lufada de ar fresco sobre o discurso oficial da menoridade nacional, do lamento deplorável de políticos e media sobre os fracassos do país, e abanar – assim o espero – algumas consciências para que se volte a acreditar em Portugal.
Com a devida vénia, cito um parágrafo da reportagem de Cesaltina Pinto e Paula Cardoso que, acredito, ilustra de forma excelente a mensagem que temos de ser capazes de fazer passar: “São empresas portuguesas que perceberam que uma marca é essencial para as transacções no mercado global, que inovar e criar coisas diferentes é meio caminho andado para conquistar nichos de clientes (…). Acabe-se então com o choradinho nacional e contrarie-se a ideia de que somos a “China da Europa” e só sabemos vender mão-de-obra barata.”
De facto, um país que tem marcas como a Throtleman, a Silampos ou a Vista Alegre não pode ser um país menor, nem ter vergonha de assumir como suas marcas de excelência a nível mundial, que ombreiam sem medos com nomes grandes da indústria global.
E entre as 11 empresas escolhidas pela Visão como exemplos de sucesso encontram-se duas empresas vimaranenses: Cutipol e Kyaia – através da marca de calçado desportivo Fly London. Além de um motivo de orgulho para Guimarães, este deve ser encarado como um incentivo a uma nova forma de pensar – e de estar – dos empresários da região. Para seu bem pessoal: deixam assim de ser olhados como patrões empenhados em engordar contas bancárias e compara bólides em leasings nos nomes das empresas e passam a ser “bussiness men” respeitados e dinâmicos; e para bem da região – e de Portugal –, com benefícios óbvios em termos económicos e sociais: cria-se emprego, gera-se riqueza, valorizam-se as pessoas.
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Incoerência

Cheguei de férias e dei logo de caras com uma série de novos cartazes políticos. As Autárquicas são só para Outubro, mas é preciso desde já começar a ganhar votos.
De entre todos os novos cartazes, o que mais me espantou foi o da candidatura do PSD à da Junta de Freguesia de Urgezes. Não só pelo facto de uma Junta de Freguesia, por mais importante que ela seja, justificar tamanha envergadura publicitária, mas – especialmente – porque o actual presidente da Junta e candidato “laranja” à freguesia surge no cartaz com o Centro Cultural de Vila Flor como pano de fundo e o “headline”: “Urgezes vai continuar a crescer”.
Então o PSD, que sempre se bateu contra Vila Flor, defendendo a solução Teatro Jordão, usa a nova valência como mais-valia na campanha autárquica, “vendendo” o equipamento como mérito seu no crescimento de Urgezes?
Chamem-lhe o que quiserem. Para mim é a mais pura das incoerências. Mas a ela já nos vamos habituando no terreno político vimaranense...
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Marcha Gualteriana

Ontem foi dia de Marcha Gualteriana. Depois do cortejo do Pinheiro, nas Nicolinas, este é o maior momento de “comunhão” entre os vimaranenses, uma noite única de identificação das gentes de Guimarães com as suas tradições, no culminar de quatro dias dedicados à cultura, nomeadamente a de cariz mais popular, e à diversão.
Numa época em que milhares de emigrantes regressam a Portugal, de férias, a cidade enche-se de vimaranenses – residentes ou não –, mas também de muitos forasteiros encantados pela cor de que se reveste a cidade Património Mundial.
Sem pôr em causa o trabalho – fantástico, sublinhe-se – dos obreiros da Casa da Marcha que, durante um ano, há quase um século, erguem os carros alegóricos e os fazem desfilar pelas ruas da cidade, este ano dei com uma situação evitável, que, de algum modo, me chocou.
O primeiro carro do desfile é, invariavelmente, o Carro da cidade, dedicado a Guimarães e com os principais símbolos da cidade como ornamentos essenciais. Até aqui nada de mal… Mas a tradicional dedicatória desse carro era, este ano, “ao trabalho desenvolvido pela Câmara municipal” e, na descrição do mesmo, era ainda dito que para o orgulho vimaranense “actualmente, contribui bastante o esforço conjunto de uma equipa que trabalha incansavelmente para que este progresso seja contínuo”.
Às tantas tem sido assim todos os anos e eu é que ando com o sentido crítico mais aguçado, mas em ano de eleições, exigia-se, no mínimo,... mais cuidado!
A Casa da Marcha, como uma das instituições mais antigas e valiosas da cidade devia evitar este tipo de papéis que, não só não a engrandecem, como podem colocar em causa a sua seriedade.
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Emídio Guerreiro: um exmplo de 105 anos

O histórico vimaranense Emídio Guerreiro faleceu ontem, aos 105 anos de idade, no Lar com o seu nome onde ultimamente residia.
Nascido em Guimarães a 6 de Setembro de 1899, a sua vida passou por três séculos, acompanhando as mais marcantes datas do século XX, tendo, aliás, participado activamente em alguns desses momentos históricos.
Republicano convicto e um lutador pela Liberdade e dignidade Humana, Guerreiro participou como voluntário na I Guerra Mundial, na Guerra Civil espanhola. Resistente da primeira hora à ditadura nacional, fundou em 1928 a loja maçónica "A Comuna", tendo estado preso depois de em 1932 ter escrito escreve um panfleto contra o então presidente Óscar Carmona. Um ano depois consegue escapar, iniciando um exílio que se prolongaria até ao 25 de Abril.
Participou ainda na resistência francesa durante a II Guerra Mundial e fundou em 1967, a LUAR – Liga Unificada de Acção Revolucionária, para combater o regime salazarista.De regresso a Portugal, depois do 25 de Abril, foi um dos fundadores do PPD, eleito, em 1975 secretário-geral do partido, e deputado à Assembleia Constituinte, vindo a afastar-se do PPD, descontente com o rumo que o partido estava a seguir.
Cumprindo um desejo do combatente anti-fascista o seu corpo seguiu para Lisboa onde ficará exposto na sede do Grão Oriente Lusitano e na Associação 25 de Abril. Depois de ser cremado, os restos mortais de Emídio Guerreiro regressam a Guimarães onde se realizará o funeral, ainda sem data marcada, estando ainda prevista uma passagem dos seus restos mortais pela Sociedade Martins Sarmento.
Como o Professor – assim era carinhosamente chamado por muitos dos amigos nestes últimos nos de vida – referia várias vezes, a sua vida só começou verdadeiramente após o 25 de Abril. Por isso morreu cedo: aos 31 anos. E deixa-nos sem ter legado convenientemente a Portugal o valor dos seus ideais políticos e sociais. Desiludido com o rumo da democracia nacional, aguardo com expectativa a divulgação do seu testamento político. É que aos 105 anos era ainda um Guerreiro lúcido.
Foi o vimaranense mais importante do século XX, e uma personagem ímpar da história portuguesa e mundial. Junta-se agora, ao lado de Santos Simões e Hélder Rocha, à galeria dos vimaranenses como já dificilmente aparecem, exemplos de lutas pelas causas maiores e pela Humanidade.

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877 anos de Portugal nasceram em Guimarães



Este é o nosso dia. De Guimarães, pois claaro, que Portugal mal sabe que foi hoje que começou. Não vai passar nas TV's, nem nas rádios nacionais.
-"Porque é que hoje é feriado?".
-"É o dia de S.João, não é?".
(...)
-"Afonso Henriques. Quem é?".
(...)
-"Batalha de S. Mamede? Não imagino o que seja".

Se calhar é melhor assim. É melhor que o 24 de Junho não seja notícia, não fosse acontecer um diálogo quase surreal como o que tentei criar atrás.

Por isso é que o 24 de Junho é só nosso. E mesmo para os nossos, o que parece contar são as inaugurações e as medalhas que se entregam, e não o significado do dia em si. Basta que olhemos as capas dos jornais da terra e o cenário confirma-se. Triste...
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O seu a seu dono...

A edição de ontem do Comércio de Guimarães e o guimaraesdigital.com corrigem a erro do dia 17, quando anunciavam que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Alberto Martins, presidiria às comemorações do 24 de Junho.
Só que o ministro das Assuntos Parlamentares não é Alberto Martins, mas Augusto Santos Silva, e os órgãos de comunicação social do Grupo Santiago, dando conta do lapso, corrigem hoje a informação anterior.
Mas fazem-no de uma forma curiosa: não assumem o erro e, como quem não quer a coisa, até alteraram a notícia com a errata, que tinham publicado on-line no dia 17, corrigindo-a à socapa. Cada um escolhe a sua postura no jornalismo...
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Regresso ao passado?

Fui surpreendido com a notícia que abre esta noite o site guimaraesdigital.com. Segundo os companheiros do referido portal, o "Ministro vimaranense Alberto Martins preside ao 24 de Junho". E acrescentam: "o Ministro dos Assuntos Parlamentares, preside à sessão solene do 24 de Junho, em representação do Governo. Alberto Martins, natural de Guimarães aceitou o convite que lhe foi feito pela Câmara Municipal. Devido à presença do Ministro nas comemorações, o programa sofreu algumas alterações".
Os mais atentos já terão certamente dado conta do erro do guimaraesdigital. Alberto Martins foi ministro dos assuntos parlamentares, mas no último governo de António Guterres, ocupando hoje o cargo de líder parlamentar do PS na AR. O ministro dos assuntos parlamentares é Augusto Santos Silva. E já tomou posse vai há 100 dias... E, às tantas será mesmo Santos Silva quem presidirá às comemorações do Dia Um de Portugal, já que, não me parece lógico que um líder parlamentar - ainda que da maioria - presida a cerimónias oficiais em representação do governo.
Mais comentários para quê?...
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"Ouro para Sampaio sem consenso"...

... e sem bom senso

Segundo o Comércio de Guimarães e o Jornal de Notícias, o presidente da República Jorge Sampaio não vai receber a medalha de Ouro da cidade no próximo 24 de Junho, uma vez que a proposta para a sua condecoração não foi unânime entre a vereação municipal. O principal obstáculo terá sido colocado pelos vereadores do PSD que, segundo o Comércio de Guimarães, "não perdoam a Jorge Sampaio a forma como viabilizou a criação do concelho de Vizela".
Deste modo, o PS retirou a proposta, considerando que a mais alta distinção honorífica atribuída pela cidade deveria assentar numa votação unânime, "evitando a repetição do que aconteceu com o antigo Presidente da República, Mário Soares".
Ou seja, a confirmar-se a postura social-democrata, fica demonstrado que para a liderança “laranja” local, vale mais o bairrismo parolo que a gratidão e o reconhecimento ao PR (por muito defeitos que ele tenha).
Vizela é concelho há sete anos e Guimarães não parece ter perdido muito com isso (perdeu apenas alguns quilómetros de extensão, mas o tempo do Império já lá vai...). Por outro lado, Samapio - como se provou no recente 10 de Junho - manteve sempre a estima por Guimarães.
Por outro lado, seria uma boa oportunidade para promover a intenção vimaranense de elevação do Dia Um de Portugal a feríado nacional. E de promoção da própria cidade.
Eu também defendo que essa data faria mais sentido que o 10 de Junho (feriado devido à morte de Camões, esse dia marcante da história nacional...), e também sou bairrista, pois claro. Recuso-me é a fazer figuras tristes.
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Tiro de Partida

Começa aqui o Colina Sagrada. Um blog que pretende ser um espelho mais ou menos fiél de Guimarães. Comentários, opiniões e, até, notícias... Um pouco de tudo com um tema em fundo: a cidade Berço!
Agora sou só eu, num "exercício de cidadania" (acho que já ouvi chamar isto ao bloguismo). Mas prometo alargar o projecto a outras "vozes" e outras opiniões! Para reflectir de forma plural (e democrática) sobre Guimarães.