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Novo treinador do Vitória

Depois da anunciada saída de Manuel Cajuda do comando técnico do Vitória, o Colina Sagrada lança hoje uma votação à volta da sua sucessão. Colocamos como hipóteses os nomes avançados pelo jornal Público esta semana, deixando ainda alternativa para outras opções que sugerimos que deixem na caixa de comentários deste texto. Nelo Vingada, Rui Jorge, Daúto Faquirá ou Outro?
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Cajuda conseguiu o que queria


Era inevitável. Depois da entrevista ao Jogo, Cajuda tinha cavado a sua própria sepultura. No fundo, o agora ex-técnico do Vitória conseguiu o que queria: ser despedido.

A partir de dada altura o técnico começou a fazer de tudo para sair. Fez-se ver em público com Manuel Almeida logo depois da saída deste em choque com a direcção; entrou numa espiral de auto-destruição através de um discurso cada vez mais absurdo e manipulador nas conversas com os jornalistas; entregou uma carta de despedida à comunicação social no último jogo da época; contratou o director de comunicação que não mostrou competência no Vitória para seu próprio assessor e deixou-o falar de mais sem dar conta de algumas tomadas de posição à entidade que lhe paga.

A entrevista ao Jogo, com palavras bem medidas pelo ex-treinador do Vitória, foi apenas o último ponto da estratégia de Cajuda. A direcção do Vitória só demorou demasiado tempo a tomar a decisão que ontem se tornou inevitável. O algarvio pode dizder-se "chocado" mas no fundo foi este o cenário que ele procurou desde a época passada.

O "modus operandi" de Cajuda é conhecido nos meandros do futebol. Ao fim de um par de épocas, o técnico acabe por sair, depois de uma mudança de atitude que acaba por afastá-lo dos jogadores, dos directores e do público.

Neste caso, o grande erro da direcção do Vitória foi ter mantido Cajuda no corda bamba tanto tempo. Desse modo perdeu as duas opções mais válidas que tinha no mercado. Primeiro Azenha e, mais recentemente, Domingos - cuja ida para Braga esteve emperrada pela "sombra" vitoriana. Mas, dado o detrioramento de relações entre direcção e treinador, qualquer opção é neste momento melhor do que manter Cajuda. Ele seria sempre um treinador a prazo.

De qualquer das formas, Cajuda assinou duas época mágicas em Guimarães. Devolveu o Vitória à Liga e igualou a melhor classificação de sempre do clube, com o prémio extra de ter valido a presença na pré-eliminatória da Champions. Por isso, o técnico fará sempre parte da história do clube. Independentemente da forma como sai, o treinador merece ser sempre recordado pela positiva. Eu vou estar-lhe sempre grato.

PS - Cajuda já foi. Falta "despedir" estes para o Vitória poder voltar a crescer.

A ler: Despedido, no Vimaranes.
Bye, Bye Cajuda, no D. Afonso Henriques.
Vitória no Limbo, no Escrito na Pedra.
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De bestial a besta por culpa própria


Há cerca de dois anos Manuel Cajuda dava uma entrevista ao Jornal de Notícias em que afirmava que renovava com o Vitória por 5 anos, pelo mesmo salário com que tinha acabado de subir de divisão. E quando questionado sobre o prémio de subida de divisão, desvalorizou o aspecto financeiro e disse estar muito feliz com o Toural cheio e a festa que proporcionou nas pessoas. Juntou-lhe ainda a afirmação de que o dinheiro já o gastou mal gasto, de certeza, mas que a alegria ninguém lhe tira.

Durante mais um ano, Cajuda continuou com a alegria de treinar em Guimarães, dizia ele, e com os resultados desportivos a continuarem a corresponder começou a ganhar outro peito a falar sobre a equipa, mas sempre feliz por continuar no Vitória.

Atingida a pré-eliminatória da Champions, produto do 3º lugar no campeonato, as ofertas aos grandes multiplicaram-se, em especial ao Benfica, clube do qual Cajuda diz ser. Deram-lhe José Marinho para fazer dele um figura desportiva de respeito e âmbito nacional, que aparecesse nas notícias e se tornasse consensual a opinião de bom treinador que começava a ganhar.

Mas 2008/2009 não correu bem. Perdeu Marinho, jogadores por lesão e humildade. E estas 3 derrotas juntas trataram de dar aos vitorianos o resultado desportivo que está à vista de todos: uma equipa que só jogou futebol a espaços, e no final da época, e um treinador que deixou de respeitar o clube. É que Cajuda podia ter ficado em 8º e continuar a ser respeitado, mas quando insulta a inteligência, o dinheiro das cotas, e o amor ao clube de mais de 30 000 pessoas, está a pedi-las.

2 anos depois da primeira voltou a dar uma entrevista ao JN. Desta vez a já diz que a direcção afinal não lhe pagou qualquer prémio de subida, e um dia que sai vai contar tudo para todos se rirem. E esta foi só uma das pérolas que o algarvio lançou sobre o clube que representa enquanto funcionário.

Emilio Macedo da Silva diz hoje "magoado" e acrescentou "Manuel Cajuda é um funcionário do Vitória, não mais do que isso. Depois das férias vamos reunir porque este tipo de insinuações vão terminar.". Eu pergunto: Porquê esperar para depois das férias quando já não houver tempo de tomar medidas drásticas? Vamos continuar a deixar a faca e o queijo na mão de Cajuda que se anda claramente a fazer à indemnização? É que agora podemos ter uma figura de justa causa para o despachar de Guimarães e o por no sítio dele.